Geografia – Capítulo 6: O chão em que você pisa (relevo, rochas e solos)
Resumo completo
Geografia – Capítulo 6: O chão em que você pisa (relevo, rochas e solos)
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1Rochas que falam: por que estudar o chão?
As rochas estão em tudo à nossa volta: no chão que pisamos, nas joias, nos pisos e revestimentos das casas. Mas elas servem para muito mais do que isso.
As rochas são muito antigas e vivem se transformando. Por isso, elas funcionam como um "livro de histórias" da Terra: estudando-as, os cientistas descobrem como era o planeta há milhões de anos e como o relevo foi formado.
Dois exemplos famosos ficam no Rio de Janeiro. O morro do Pão de Açúcar é feito de gnaisse, com rochas formadas há cerca de 560 milhões de anos. Já o Cristo Redentor foi construído com pedra-sabão, uma rocha que não enferruja (anticorrosiva).
Exemplos
O relevo atual do Pão de Açúcar é resultado de processos tectônicos (forças de dentro da Terra) e erosivos (desgaste) que aconteceram ao longo de cerca de 60 milhões de anos.
2Relevo e sua constituição
O relevo é o "desenho" do terreno. Ele pode ser plano, montanhoso ou íngreme (muito inclinado). Esse terreno pode aparecer em forma de rocha exposta ou estar coberto por solo.
As rochas são agrupamentos de um ou mais minerais consolidados (grudados) que formam toda a crosta terrestre. Minerais são substâncias cristalinas encontradas na natureza, cada uma com uma composição química própria.
Ao longo de milhões de anos, as rochas sofrem a ação da água, do gelo, do vento, da variação de temperatura, da pressão do ar e dos seres vivos. Com isso, elas se quebram em pedaços cada vez menores.
Essas partículas pequenininhas, misturadas a restos de plantas e de animais, formam o solo. Esse processo continua acontecendo hoje e é o que segue moldando o relevo da Terra.
Exemplos
Passo a passo da formação do solo: 1) uma rocha grande fica exposta ao sol, à chuva e ao vento; 2) ela racha e se quebra em pedaços menores; 3) os pedaços viram partículas bem finas; 4) essas partículas se misturam a folhas, galhos e restos de animais; 5) surge uma camada de solo onde as plantas conseguem crescer.
Fatores que fazem existir solos diferentes
Fator
Como influencia
Tempo de formação
Quanto mais tempo levou para se formar, mais desenvolvido é o solo
Condições climáticas
Umidade e temperatura do lugar mudam o resultado final
Resíduos de plantas e animais
Quanto mais matéria orgânica, mais rico o solo tende a ser
Tipo de rocha de origem
Rochas magmáticas, sedimentares ou metamórficas geram solos diferentes
3Tipos de solo
Existem vários jeitos de classificar o solo. Um deles olha para o tipo e o tamanho dos grãos que formam esse solo.
O tamanho do grão muda tudo: grãos grandes deixam a água passar rápido; grãos bem finos seguram a água. Por isso, cada solo serve melhor para uma coisa.
Saber o tipo de solo é essencial para a agricultura. Um solo humífero (rico em húmus, que é matéria orgânica em decomposição) é o mais fértil para plantar.
Exemplos
Exemplo resolvido: para plantar milho, o texto diz que o solo precisa ser 'bem drenado e fértil, rico em húmus. Passo 1 – rico em húmus' aponta direto para o solo humífero. Passo 2 – o solo humífero é poroso, retém água e é muito fértil. Resposta: o solo mais adequado é o humífero.
Exemplo: numa praia com dunas (como Pititinga, no Rio Grande do Norte), o solo é arenoso, pois é formado por grãos grandes de areia e a água escoa rapidamente.
Comparando os tipos de solo
Tipo de solo
Como é
Permeabilidade (passagem de água)
Serve para plantar?
Arenoso
Partículas grandes (granuloso)
Bastante permeável (a água passa fácil)
Pouco indicado: não retém água
Argiloso
Consistência fina
Pouco permeável (segura a água)
Sim, bom para o cultivo; retém água e sais minerais
Humífero
Rico em matéria orgânica (húmus)
Poroso e retém bem a água
Sim, é o mais fértil
Rochoso
Muito raso, com fragmentos de rocha à vista
Quase não tem solo para guardar água
Não; típico de regiões secas ou íngremes, como o sertão
4Agentes construtores e modeladores do relevo
O relevo não é igual em todo lugar: há grandes fendas, montanhas altas e áreas planas. Essas formas nascem da ação de dois grupos de forças.
As forças internas (endógenas) vêm de dentro da Terra e constroem o relevo (levantam montanhas). As forças externas (exógenas) agem na superfície e desgastam o relevo (achatam, quebram, transportam).
Um jeito fácil de lembrar: as forças internas "levantam" e as externas "derrubam" aos poucos.
Exemplos
Endógena: um vulcão em erupção que forma uma montanha nova. Exógena: a chuva que vai desgastando essa montanha ao longo de milhares de anos.
Forças que agem no relevo
Tipo de força
De onde vem
O que faz
Exemplos
Interna (endógena)
Do interior da Terra
Constrói e levanta o relevo
Vulcanismo, tectonismo, dobramentos, falhas
Externa (exógena)
Da superfície (clima, água, vento, seres vivos)
Desgasta, transporta e modela o relevo
Intemperismo e erosão
4.1Forças internas (endógenas): vulcanismo e tectonismo
O vulcanismo e o tectonismo são os grandes responsáveis pelas falhas geológicas e pelas enormes cadeias de montanhas, chamadas dobramentos modernos.
Ao expelir lava, os vulcões podem criar montanhas tanto nos continentes quanto no fundo dos oceanos. Quando uma montanha oceânica chega até a superfície do mar, ela forma uma ilha.
Já o tectonismo é o movimento das placas tectônicas (grandes blocos que formam a crosta). Quando as placas se chocam, as bordas se dobram e nascem cadeias de montanhas. Quando elas se afastam, partes da superfície afundam e formam depressões tectônicas.
As falhas (ou fraturas) acontecem quando a pressão quebra blocos de rocha e as partes deslizam em sentidos diferentes. O bloco que sobe é chamado horst e o que desce é chamado graben.
Exemplos
Subducção: quando uma placa oceânica encontra uma placa continental, a placa oceânica mergulha por baixo e é destruída ao entrar em contato com o magma. Nesse encontro se formam as fossas submarinas.
Exemplo resolvido: por que a cordilheira do Himalaia é tão alta? Passo 1 – identificar a força: são forças internas (endógenas). Passo 2 – nomear o processo: o tectonismo, com o choque de duas placas. Passo 3 – concluir: as bordas das placas se dobraram para cima, formando um dobramento moderno com as maiores montanhas do planeta.
Movimentos das placas tectônicas
Movimento
O que acontece
Resultado no relevo
Convergente (se chocam)
Uma placa empurra a outra
Cadeias de montanhas, fossas oceânicas
Divergente (se afastam)
As placas se separam
Depressões tectônicas, cordilheiras oceânicas
Transcorrente (deslizam de lado)
Uma placa raspa na outra
Falhas geológicas e terremotos
4.2Forças externas (exógenas): o intemperismo
O intemperismo é o conjunto de processos que decompõem ou quebram as rochas da crosta. Ele é o primeiro passo para a formação do solo.
O intemperismo pode ser físico, químico ou biológico. Além do tipo, dois fatores mudam a velocidade dele: o tipo de rocha (algumas são mais resistentes) e o tempo de contato da água da chuva com a rocha.
Em terrenos muito inclinados, a água escorre rápido e agride menos a rocha. Em terrenos pouco inclinados (encostas suaves), a água se infiltra e age com muito mais força.
Exemplos
Exemplo resolvido (intemperismo físico no frio): 1) chove e a água entra nas rachaduras da rocha; 2) à noite a temperatura cai e a água congela; 3) o gelo aumenta de volume e empurra as paredes da rocha por dentro; 4) a rocha racha e se parte.
Exemplo resolvido (intemperismo biológico): a raiz de uma árvore cresce dentro de uma fenda da rocha, vai engrossando e quebra a rocha em pedaços menores. Quanto mais partida, mais exposta a rocha fica à ação de outros agentes.
Tipos de intemperismo
Tipo
Causa principal
O que faz com a rocha
Exemplo
Físico
Amplitude térmica (diferença entre temperatura máxima e mínima) e congelamento da água
Fragmenta (quebra em pedaços)
Rochas do deserto que se expandem de dia e contraem à noite; gnaisse fraturado pelo gelo
Químico
Água da chuva ácida que dissolve os minerais
Decompõe (altera a química da rocha)
A Rocha Uluru, na Austrália, avermelhada pela oxidação
Biológico
Ação de seres vivos: fungos, bactérias e plantas
Decompõe e desintegra
Raízes de árvores no Cânion do Itaimbezinho (RS) quebrando os blocos rochosos
4.3Forças externas (exógenas): a erosão
A erosão é o transporte do material já quebrado pelo intemperismo. Ela retira, transporta e deposita sedimentos (os pedacinhos soltos de rocha e solo).
A erosão sempre existiu e vai modificando o relevo lentamente. O problema é que a ação humana acelera muito esse processo, principalmente quando as pessoas retiram a vegetação e ocupam o solo de forma errada.
Uma dica importante: em áreas de declive (inclinadas), o solo sem proteção fica exposto às chuvas e aos ventos. Isso pode causar desmoronamentos ou abrir crateras enormes chamadas voçorocas (ou ravinas).
Exemplos
Exemplo resolvido: a notícia diz que 'a força do oceano está avançando e varrendo praias na América Latina'. Passo 1 – qual agente causa isso? O mar. Passo 2 – logo, é erosão marinha. Passo 3 – como acontece? As ondas e as marés batem sem parar no litoral, desgastando as rochas e levando a areia embora.
Comparando britagem e formação do solo: nos dois casos a rocha se quebra em pedaços menores (semelhança). A diferença é que a britagem é feita pelo ser humano com explosivos e máquinas, em pouco tempo, enquanto a fragmentação natural leva milhões de anos e é feita pela natureza.
Tipos de erosão
Tipo
Agente causador
Como acontece
Resultado
Pluvial
Chuva
A água bate no solo sem cobertura vegetal e corre pela superfície
Desgaste do solo, torrões e voçorocas
Fluvial
Rios
O rio retira sedimentos do seu leito e os leva embora
Deposição nas margens ou na foz
Marinha
Ondas e marés
A água do mar bate nas rochas do litoral
Falésias, bancos de areia e recifes
Eólica
Ventos
O vento desgasta a rocha, transporta e deposita a areia
Formação de dunas
Antrópica
Ser humano
Uso impróprio e ocupação inadequada do solo
Desmoronamento de encostas e perda de fertilidade
5Estrutura geológica
A crosta terrestre é feita de vários tipos de rocha. Os cientistas as classificam pela época em que se formaram (eras geológicas), pela composição (minerais) e pelas estruturas que apresentam.
Com base nisso, a superfície da Terra foi dividida em três categorias: escudos cristalinos, bacias sedimentares e dobramentos modernos.
Uma informação importante sobre o Brasil: nosso território é formado por bacias sedimentares (64%) e escudos cristalinos (36%). Não existem dobramentos modernos no Brasil, porque o país está no meio da Placa Sul-Americana, longe das bordas. Por isso quase não temos terremotos e vulcões.
Exemplos
Exemplo resolvido: onde o Brasil extrai o minério de ferro? Passo 1 – ferro é um mineral metálico. Passo 2 – jazidas de minerais metálicos (ferro, manganês, ouro, cobre) aparecem nos escudos cristalinos. Resposta: nos escudos cristalinos.
Exemplo: o petróleo e o carvão mineral são combustíveis fósseis e por isso são encontrados nas bacias sedimentares, onde se acumularam sedimentos e restos de matéria orgânica.
As três estruturas geológicas
Estrutura
Idade
Rochas predominantes
Riquezas encontradas
Escudos cristalinos
Mais antigas (Pré-Cambriano)
Magmáticas e metamórficas (granito, basalto, gnaisse)
Minerais metálicos: ferro, manganês, ouro, cobre
Bacias sedimentares
Paleozoica, Mesozoica ou Cenozoica
Sedimentares (sedimentos + matéria orgânica)
Combustíveis fósseis: carvão mineral e petróleo
Dobramentos modernos
Mais recentes (Era Cenozoica)
Rochas dobradas pelas forças internas
Maiores elevações do planeta; associados a terremotos e vulcões
6Formas do relevo
Conhecendo os tipos de rocha e os agentes internos e externos, dá para entender como o relevo foi "esculpido".
O relevo existe tanto na parte seca dos continentes quanto no fundo dos oceanos. Por isso ele é estudado em dois grupos: relevo continental e relevo submarino.
6.1Relevo continental
No relevo continental destacam-se quatro formas principais: planaltos, planícies, depressões e montanhas.
Um detalhe que costuma cair em prova: planalto é onde predomina a erosão (desgaste), e planície é onde predomina a deposição de sedimentos (a terra que chega das partes mais altas).
As depressões podem ser absolutas (abaixo do nível do mar) ou relativas (acima do nível do mar, mas mais baixas que as áreas ao redor).
Exemplos
Exemplo resolvido: por que o Pantanal Mato-Grossense é uma planície? Passo 1 – ele é uma área plana, de baixa declividade. Passo 2 – recebe sedimentos vindos do planalto que o circunda. Passo 3 – fica em altitude baixa (entre 90 e 200 m) e alaga com facilidade. Conclusão: é uma imensa área de sedimentação e inundação, ou seja, uma planície.
Exemplo de correção de afirmação falsa: 'Planícies são superfícies planas, constituídas basicamente de rochas metamórficas.' Errado! O correto é: planícies são formadas basicamente por rochas sedimentares.
Formas do relevo continental
Forma
Característica principal
Processo predominante
Exemplo
Planalto
Altitude mais elevada que as áreas vizinhas; tem serras e chapadas
Erosão (desgaste)
Serra da Borborema (RN)
Planície
Superfície bem plana, onde os sedimentos se depositam
Deposição (sedimentação)
Planície Amazônica (AM); Pantanal
Depressão
Área mais baixa que as áreas ao redor; absoluta (abaixo do nível do mar) ou relativa (acima dele)
Erosão
Vale do Silêncio (MT)
Montanha
A mais alta forma de relevo; encostas íngremes, picos definidos e vales profundos
Forças internas (tectonismo)
Huascarán (Peru); Himalaia
Serra x Chapada (feições do planalto)
Feição
Como é o topo
Como são as bordas
Serra
Conjunto de morros com topo arredondado
Bordas geralmente arredondadas
Chapada
Topo plano, parecendo uma mesa
Bordas com declives acentuados
6.2Relevo submarino
No fundo do mar também existem montanhas, planícies e vales gigantes. O relevo submarino começa na costa e vai ficando cada vez mais fundo.
A plataforma continental é a parte mais rasa e mais importante para nós: é onde há muito petróleo e onde acontece a maior parte da pesca.
A parte mais funda de todas são as fossas oceânicas, formadas no encontro de duas placas (zona de subducção). A Fossa das Marianas, no Oceano Pacífico, é a mais profunda conhecida: cerca de 11 500 metros.
Exemplos
Exemplo resolvido: o Titanic foi encontrado a cerca de 4 000 metros de profundidade no Atlântico. Passo 1 – a plataforma vai só até uns 200 m, então não é ali. Passo 2 – as fossas passam de 10 000 m, então também não é. Passo 3 – a planície abissal alcança cerca de 4 000 m. Resposta: o navio está na planície abissal.
Formas do relevo submarino (da costa para o fundo)
Forma
Profundidade / Localização
Característica
Plataforma continental
Da costa até cerca de 200 m
Declive suave, coberta por sedimentos trazidos pelos rios; rica em petróleo e peixes
Talude continental
Logo após a plataforma
Inclinação acentuada; coberto por argila fina e restos de animais marinhos
Planície abissal
Cerca de 4 000 m
Região extensa e mais ou menos plana; suas elevações emersas viram ilhas
Fossas oceânicas
As zonas mais profundas (até 11 500 m)
Formadas no encontro de duas placas (subducção). Ex.: Fossa das Marianas
Cordilheiras oceânicas
Limites divergentes entre placas
Conjunto de montanhas formado por processos vulcânicos e tectônicos
7Altitude, curvas de nível e perfil topográfico
A altitude é a medida vertical de um ponto da superfície da Terra contada a partir do nível do mar (que é a altitude zero). Cuidado para não confundir com altura, que é medida do pé até o topo do objeto.
Nos mapas, olhamos a paisagem de cima para baixo. Como não dá para "ver" a altura assim, usamos cores diferentes para representar cada faixa de altitude (verde para as mais baixas, amarelo, laranja e marrom para as mais altas).
Outro recurso são as curvas de nível: linhas imaginárias traçadas no mapa que ligam todos os pontos que têm a mesma altitude. Quando as curvas ficam bem juntinhas, o terreno é íngreme; quando ficam afastadas, o terreno é mais suave.
Já o perfil topográfico é um desenho do relevo visto de frente, como se cortássemos o terreno com uma faca e olhássemos de lado. Ele mostra as subidas e descidas ao longo de uma direção escolhida.
📐 Para guardar
Altitude = distância vertical de um ponto até o nível do mar (nível do mar = 0 m)
Exemplos
Como montar um perfil topográfico passo a passo: 1) trace uma linha reta horizontal cortando o mapa com curvas de nível; 2) marque um ponto em cada cruzamento dessa linha com uma curva de nível; 3) num gráfico abaixo, coloque as altitudes no eixo y (0, 100, 200, 300, 400 m) e trace linhas horizontais; 4) desça uma linha vertical de cada ponto marcado até a altura correspondente no gráfico; 5) ligue os pontos: aparece o desenho do relevo visto de frente.
Exemplo de leitura: no perfil do Brasil traçado do ponto A (Planície do Pantanal) ao ponto B (Salvador), vemos o terreno subir nas serras (Caiapós, Pirineus, Espinhaço) e descer novamente até o nível do mar, na Baía de Todos-os-Santos.
Formas de representar a altitude
Recurso
Como funciona
Para que serve
Cores no mapa (altimetria)
Cada cor representa uma faixa de altura
Ver rapidamente as áreas altas e baixas de todo o território
Curvas de nível
Linhas que ligam pontos de mesma altitude
Mostrar o formato do terreno em visão de cima
Perfil topográfico
Desenho do relevo em perspectiva frontal (visto de lado)
Entender as subidas e descidas ao longo de uma direção
8Resumo final: neste capítulo você estudou
Vamos recapitular os três grandes blocos do capítulo.
Primeiro: o relevo, sua constituição (rochas e minerais que se quebram e formam o solo) e os tipos de solo (arenoso, argiloso, humífero e rochoso).
Segundo: as forças internas e externas que moldam o relevo — vulcanismo e tectonismo constroem; intemperismo e erosão desgastam.
Terceiro: a estrutura geológica (escudos cristalinos, bacias sedimentares e dobramentos modernos) e as formas de relevo continental e submarino, além de como representar a altitude.
Exemplos
Pergunta de revisão: o intemperismo rebaixa o relevo de 20 a 50 metros a cada 1 milhão de anos. Isso acontece igual em todo o planeta? Não! Depende do clima do lugar, do tipo de rocha (mais ou menos resistente), da inclinação do terreno e da presença de vegetação.
Palavras-chave do capítulo
Termo
Significado em uma frase
Relevo
O comportamento ou desenho do terreno
Mineral
Substância cristalina da natureza com composição química específica
Rocha
Agrupamento de um ou mais minerais consolidados
Solo
Partículas de rocha misturadas a restos de plantas e animais
Intemperismo
Processos que quebram ou decompõem as rochas
Erosão
Transporte do material já quebrado (sedimentos)
Voçoroca
Grande cratera aberta pela erosão em áreas de declive
Altitude
Distância vertical de um ponto até o nível do mar
Curva de nível
Linha que liga pontos de mesma altitude no mapa
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Exercícios
Selecione, verifique e veja a resposta quando quiser. Tudo fica salvo neste iPad.
Relevo e sua constituição (rochas, minerais e formação do solo)
1Múltipla escolha
O relevo é o desenho do terreno: ele pode ser plano, montanhoso ou íngreme. Esse desenho pode aparecer em rochas ou coberto por solo. Assinale a alternativa que define corretamente o que são rochas.
Resposta
Alternativa b) São agrupamentos de um ou mais minerais consolidados que formam a crosta terrestre.
Resolução passo a passo
As rochas são pedaços sólidos formados pela junção de um ou mais minerais. Elas são o material que forma a crosta terrestre, ou seja, a casca do nosso planeta.
Agora vamos ver por que as outras alternativas estão erradas.
A letra a descreve a matéria orgânica (restos de plantas e animais), que faz parte do solo, e não da definição de rocha.
A letra c fala de grãos soltos de areia. A areia vem da quebra das rochas, mas grãos soltos não são uma rocha inteira.
A letra d fala de gelo acumulado dentro do planeta, o que não existe: no interior da Terra o material é muito quente.
Por isso, a resposta certa é a letra b.
2Dissertativo
Leia a frase: "Minerais são substâncias cristalinas encontradas na natureza com uma composição química específica." Explique, com suas palavras, qual é a relação entre minerais e rochas.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Os minerais são as "peças" e as rochas são o "conjunto montado": uma rocha é formada pelo agrupamento de um ou mais minerais. Exemplo: o granito é uma rocha formada pelos minerais quartzo, feldspato e mica.
Resolução passo a passo
Primeiro, entenda o que é um mineral: é uma substância natural, de estrutura cristalina, com uma composição química própria. Exemplos: quartzo, mica, feldspato.
Depois, lembre o que é uma rocha: é o agrupamento de um ou mais minerais, já consolidado (bem junto e duro).
Para ficar fácil de guardar, pense em uma comparação: os minerais são como as peças de montar e a rocha é o brinquedo montado. Sem as peças, não existe o brinquedo.
Exemplo prático: o granito, muito usado em pias de cozinha, é uma rocha. Se você olhar de perto, verá pontinhos de cores diferentes: são os minerais quartzo, feldspato e mica juntos.
Resposta com suas palavras: "Os minerais formam as rochas. Toda rocha é feita de um ou mais minerais."
3Dissertativo
Coloque os fatos a seguir na ordem correta em que acontecem na formação do solo, escrevendo os números de 1 a 4. ( ) As partículas se misturam a restos de plantas e de animais. ( ) A rocha sofre a ação da água, do vento, do gelo e dos seres vivos. ( ) Forma-se o solo, que pode receber vegetação. ( ) A rocha se fragmenta em pedaços cada vez menores.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
( 3 ) As partículas se misturam a restos de plantas e de animais. / ( 1 ) A rocha sofre a ação da água, do vento, do gelo e dos seres vivos. / ( 4 ) Forma-se o solo, que pode receber vegetação. / ( 2 ) A rocha se fragmenta em pedaços cada vez menores.
Resolução passo a passo
Vamos pensar na história da formação do solo do começo ao fim.
Passo 1: tudo começa com a rocha exposta. A água, o vento, o gelo e os seres vivos começam a atacar essa rocha. Esse desgaste se chama intemperismo.
Passo 2: com o tempo, a rocha se quebra em pedaços cada vez menores, virando grãos bem pequenos (partículas).
Passo 3: esses grãos se misturam com restos de plantas e de animais em decomposição, a chamada matéria orgânica.
Passo 4: dessa mistura nasce o solo, que já pode receber plantas.
Por isso a ordem é: 3, 1, 4, 2, na sequência em que as frases aparecem no exercício.
4Verdadeiro ou falso
Marque V para verdadeiro e F para falso sobre a formação do relevo e do solo. Depois, corrija as afirmações falsas.
a)A formação do solo é um processo que já terminou e não acontece mais hoje.
b)O tipo de rocha que forma o solo influencia as características desse solo.
c)O clima, com sua umidade e temperatura, é um dos fatores que explicam a variedade de solos.
d)Todo relevo é sempre coberto por solo, nunca por rocha exposta.
Resposta
a) F – A formação do solo continua acontecendo hoje, é um processo lento e sem fim. b) V. c) V. d) F – Nem todo relevo tem solo: existem lugares com rocha exposta, como paredões e morros rochosos (o Pão de Açúcar, por exemplo).
Resolução passo a passo
a) Falsa. A formação do solo é um processo contínuo. Neste exato momento, a chuva e o vento estão desgastando rochas em algum lugar do mundo. Correção: A formação do solo é um processo lento que continua acontecendo hoje.
b) Verdadeira. O solo nasce da quebra da rocha. Se a rocha é rica em certos minerais, o solo também será. Por isso, o tipo de rocha influencia a cor, a textura e a fertilidade do solo.
c) Verdadeira. O clima é um fator importante. Onde chove muito e faz calor, as rochas se desgastam mais rápido. Climas diferentes geram solos diferentes.
d) Falsa. Em muitos lugares a rocha aparece nua, sem cobertura de solo, como nos morros do Rio de Janeiro e em encostas muito íngremes. Correção: O relevo pode estar coberto por solo ou ter a rocha exposta.
5Calcule
O texto de abertura do capítulo diz que as rochas do morro do Pão de Açúcar foram formadas há cerca de 560 milhões de anos, mas o relevo rochoso atual é resultado de processos que ocorreram ao longo de 60 milhões de anos. Quantos milhões de anos se passaram entre a formação das rochas e o início desses processos mais recentes? Mostre o cálculo.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
500 milhões de anos. Cálculo: 560 − 60 = 500.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Separe as informações. As rochas se formaram há 560 milhões de anos. Os processos que deixaram o relevo com a forma atual duraram os últimos 60 milhões de anos.
Passo 2 – Descubra o que se pede. A pergunta quer o tempo que passou entre a formação das rochas e o início desses processos mais recentes.
Passo 3 – Monte a conta. É uma subtração: tempo total menos o tempo dos processos recentes.
560 − 60 = 500
Passo 4 – Responda. Passaram-se 500 milhões de anos entre a formação das rochas e o início dos processos mais recentes.
Tipos de solo
6Múltipla escolha
Um agricultor precisa de um solo bem drenado, fértil e rico em húmus (matéria orgânica em decomposição) para plantar hortaliças. Qual tipo de solo ele deve escolher?
Resposta
Alternativa c) Humífero.
Resolução passo a passo
O agricultor pediu três coisas: solo bem drenado, fértil e rico em húmus. Húmus é a matéria orgânica (restos de plantas e animais) já decomposta.
O solo que tem muito húmus é justamente o solo humífero. Ele é escuro, poroso e muito fértil, ótimo para hortaliças.
Agora as outras opções: o arenoso deixa a água escorrer rápido demais e tem poucos nutrientes. O rochoso é raso e cheio de pedras, quase não dá para plantar.
O argiloso segura água em excesso porque é pouco permeável, então não é "bem drenado" como o agricultor queria.
Resposta certa: letra c.
7Dissertativo
Leia a descrição: "Solo formado por partículas grandes, que deixam a água e o ar passarem com facilidade; por isso, é bastante permeável." Escreva o nome desse tipo de solo e cite um lugar do Brasil onde ele é comum, justificando sua escolha.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
É o solo arenoso. Ele é comum no litoral brasileiro (áreas de praias e dunas) e também em partes do sertão nordestino, porque nesses lugares predominam grãos grandes de areia, que deixam a água passar rapidamente.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Encontre a pista. A descrição fala em partículas grandes e em ser bastante permeável (deixa a água passar fácil).
Passo 2 – Nomeie o solo. Esse é o solo arenoso, formado principalmente por grãos de areia. Entre os grãos existem espaços grandes, e por eles a água escorre depressa.
Passo 3 – Escolha um lugar e justifique. Um bom exemplo é o litoral brasileiro, onde há praias, restingas e dunas cheias de areia. Também aparece em áreas do sertão do Nordeste.
Passo 4 – Explique a escolha. Nesses lugares a areia vem do desgaste das rochas e do trabalho do mar e do vento. Como a água não fica retida, a vegetação costuma ser mais rala e adaptada à falta de água.
8Dissertativo
Relacione cada tipo de solo à sua característica principal, escrevendo a letra correta. (A) Arenoso ( ) Bastante raso, típico de regiões secas ou íngremes, com fragmentos de rocha à vista. (B) Argiloso ( ) Rico em matéria orgânica em decomposição, poroso e muito fértil. (C) Humífero ( ) De consistência fina, pouco permeável, retém água e sais minerais. (D) Rochoso ( ) Granuloso e muito permeável, deixa a água escorrer rápido.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
(D) Rochoso – bastante raso, com fragmentos de rocha à vista. (C) Humífero – rico em matéria orgânica, poroso e fértil. (B) Argiloso – fino, pouco permeável, retém água e sais minerais. (A) Arenoso – granuloso e muito permeável.
Resolução passo a passo
Vamos analisar uma característica de cada vez.
1ª frase: "raso, típico de regiões secas ou íngremes, com fragmentos de rocha à vista". Se a rocha aparece, é o solo rochoso → letra (D).
2ª frase: "rico em matéria orgânica em decomposição, poroso e muito fértil". Matéria orgânica decomposta é o húmus, então é o solo humífero → letra (C).
3ª frase: "consistência fina, pouco permeável, retém água e sais minerais". Grãos finos que grudam e seguram água indicam o solo argiloso → letra (B).
4ª frase: "granuloso e muito permeável, a água escorre rápido". Grãos grandes e soltos são do solo arenoso → letra (A).
Ordem final das letras nos parênteses: D, C, B, A.
9Verdadeiro ou falso
Marque V para verdadeiro e F para falso.
a)O solo argiloso é pouco permeável porque tem partículas muito finas.
b)O solo arenoso guarda muita água por causa dos seus grãos grandes.
c)O solo rochoso é típico de áreas do sertão brasileiro.
d)A classificação dos solos pode mudar conforme os critérios usados, como o tipo e o tamanho dos grãos.
Resposta
a) V; b) F; c) V; d) V.
Resolução passo a passo
a) Verdadeira. No solo argiloso os grãos são muito pequenos e ficam bem juntinhos. Quase não sobra espaço, então a água tem dificuldade de passar: ele é pouco permeável.
b) Falsa. É o contrário. No solo arenoso, os grãos grandes deixam espaços largos e a água escorre rápido. Por isso ele guarda pouca água. Correção: O solo arenoso guarda pouca água porque seus grãos grandes deixam a água escorrer.
c) Verdadeira. O solo rochoso aparece em áreas secas e em encostas íngremes, e o sertão brasileiro tem muitas dessas áreas, com rocha à mostra.
d) Verdadeira. Existem várias formas de classificar solos. Os critérios podem ser o tipo de grão, o tamanho do grão, a cor ou a quantidade de matéria orgânica.
Agentes construtores do relevo – forças internas (endógenas)
10Múltipla escolha
As forças internas (endógenas) vêm de dentro do planeta e constroem formas do relevo. Assinale a alternativa que apresenta apenas exemplos dessas forças.
Resposta
Alternativa b) Vulcanismo e tectonismo.
Resolução passo a passo
As forças internas (ou endógenas) nascem dentro da Terra, no calor e no movimento do interior do planeta. Elas constroem o relevo: levantam montanhas, criam ilhas e abrem falhas.
O vulcanismo é a saída de magma (rocha derretida) para a superfície. O tectonismo é o movimento das placas da crosta terrestre. Os dois vêm de dentro: por isso a letra b está certa.
As outras alternativas trazem chuva, vento, ondas, raízes, geada e enxurrada. Todos esses são forças externas (exógenas), pois agem por fora, desgastando o relevo.
Resposta: letra b.
11Dissertativo
Explique, com suas palavras, o que são dobramentos e o que são falhas no relevo. Diga qual tipo de força é responsável por eles.
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Resposta
Dobramentos são "dobras" nas camadas de rocha, que se enrugam e se elevam formando montanhas. Falhas são rachaduras ou quebras nas rochas, em que os blocos escorregam e mudam de nível. Ambos são causados pelas forças internas (endógenas), principalmente pelo tectonismo, ou seja, pelo movimento das placas tectônicas.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Pense num pedaço de tapete. Se você empurra as duas pontas de um tapete, ele enruga e forma ondas. É isso que acontece com as camadas de rocha quando as placas se empurram: elas se dobram. Essas dobras são os dobramentos, e é assim que nascem grandes cadeias de montanhas.
Passo 2 – Pense agora numa barra de chocolate. Se você força demais, ela não dobra: ela quebra. Rochas mais duras fazem o mesmo. A rachadura formada é a falha, e os blocos de rocha podem subir ou descer por ali.
Passo 3 – Diga quem é o responsável. Tanto dobramentos quanto falhas são obra das forças internas, em especial do tectonismo, que é o movimento das placas tectônicas.
Passo 4 – Conclua. Dobramento = rocha que enruga. Falha = rocha que quebra e desliza.
12Dissertativo
Quando uma placa oceânica choca-se com uma placa continental, ocorre um fenômeno chamado subducção. Descreva o que acontece nesse momento e cite uma forma do relevo que pode surgir desse encontro.
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Resposta
Na subducção, a placa oceânica, que é mais densa (mais pesada), mergulha por baixo da placa continental e afunda em direção ao interior da Terra, onde derrete. A borda do continente é comprimida e se enruga. Desse encontro podem surgir cadeias de montanhas (como a cordilheira dos Andes), vulcões e, no mar, fossas oceânicas.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Entenda a palavra.Sub quer dizer "embaixo". Na subducção, uma placa passa por baixo da outra.
Passo 2 – Veja quem afunda. A placa oceânica é feita de rochas mais densas, ou seja, mais pesadas. Por isso ela mergulha sob a placa continental, que é mais leve.
Passo 3 – Veja o que acontece com o continente. Como as placas se empurram com muita força, as camadas de rocha da borda do continente se dobram e sobem. Também há terremotos, e o material derretido lá embaixo pode voltar como magma.
Passo 4 – Cite as formas do relevo. Nascem cadeias de montanhas (o melhor exemplo é a cordilheira dos Andes), além de vulcões e de fossas oceânicas bem fundas no local do mergulho.
13Verdadeiro ou falso
Marque V para verdadeiro e F para falso sobre as forças internas.
a)Os vulcões podem formar cadeias de montanhas tanto nos continentes como no fundo dos oceanos.
b)Algumas montanhas do fundo do mar chegam à superfície e formam ilhas.
c)Quando as placas tectônicas se afastam, sempre se formam apenas montanhas altíssimas.
d)Depressões tectônicas podem se formar quando partes da superfície abaixam.
Resposta
a) V; b) V; c) F; d) V.
Resolução passo a passo
a) Verdadeira. O vulcanismo age nos continentes e também no fundo dos oceanos, onde forma grandes cadeias de montanhas submarinas.
b) Verdadeira. Quando uma montanha submarina cresce tanto que ultrapassa a superfície da água, ela vira uma ilha. É assim que surgiram ilhas como o Havaí e Fernando de Noronha.
c) Falsa. Quando as placas se afastam, o magma sobe pela abertura e forma principalmente as cordilheiras no meio dos oceanos; na terra podem se formar vales e depressões. Correção: Quando as placas se afastam, o magma sobe e forma cordilheiras oceânicas, além de vales e rachaduras — não apenas montanhas altíssimas.
d) Verdadeira. Quando blocos da crosta descem por causa de falhas, formam-se as depressões tectônicas, áreas mais baixas que a região em volta.
Forças externas (exógenas) – intemperismo
14Múltipla escolha
No deserto, a temperatura é muito alta de dia e cai bastante à noite. Com isso, as rochas se expandem e se contraem, até rachar. Esse é um exemplo de qual tipo de intemperismo?
Resposta
Alternativa c) Intemperismo físico.
Resolução passo a passo
O intemperismo é o conjunto de processos que desgasta e quebra as rochas onde elas estão.
No caso do deserto, o que muda é a temperatura. De dia o calor faz a rocha inchar (dilatar); de noite o frio faz ela encolher (contrair). De tanto inchar e encolher, ela racha.
Como a rocha só se quebra em pedaços menores, sem mudar sua composição química, esse é o intemperismo físico (também chamado de mecânico).
Não é químico, pois nenhum mineral foi dissolvido; não é biológico, pois nenhum ser vivo participou; e não é erosão fluvial, que é o trabalho dos rios. Resposta: letra c.
15Dissertativo
A água da chuva fica ácida ao se misturar com o gás carbônico do ar. Quando ela entra na rocha, ataca e dissolve os minerais. Explique de que tipo de intemperismo o texto trata e por que ele recebe esse nome.
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Resposta
Trata-se do intemperismo químico. Ele recebe esse nome porque a água ácida provoca reações químicas com os minerais da rocha, dissolvendo-os e mudando a composição do material — a rocha não apenas se quebra, ela se transforma.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Localize a pista no texto. A frase diz que a água "ataca e dissolve os minerais". Dissolver é desmanchar, mudar a substância.
Passo 2 – Classifique. Como há mudança na composição dos minerais, esse é o intemperismo químico.
Passo 3 – Explique o nome. Ele se chama assim porque acontecem reações químicas: a água da chuva se mistura ao gás carbônico do ar e fica levemente ácida; ao entrar nas fendas, ela reage com os minerais e os transforma em outras substâncias.
Passo 4 – Compare para fixar. No intemperismo físico a rocha só quebra em pedaços; no químico ela se transforma por dentro. Um exemplo famoso é a formação de cavernas em rochas calcárias, "comidas" pela água ácida.
16Dissertativo
Observe a situação: uma árvore cresce sobre um bloco de rocha e suas raízes entram pelas fendas, quebrando a rocha em pedaços menores. Identifique o tipo de intemperismo e explique como o processo acontece.
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Resposta
É o intemperismo biológico. A semente germina em uma fenda da rocha; conforme a planta cresce, suas raízes engrossam e empurram as paredes da fenda para os lados, como uma cunha. Com o tempo, essa pressão aumenta a rachadura e quebra a rocha em pedaços menores. Raízes também liberam substâncias que ajudam a decompor os minerais.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Veja quem está agindo. Quem quebra a rocha é uma árvore, ou seja, um ser vivo. Por isso o processo é o intemperismo biológico.
Passo 2 – Descreva o início. Uma semente cai numa fenda da rocha, encontra um pouco de água e de terra e germina ali.
Passo 3 – Descreva a força. À medida que a planta cresce, as raízes ficam mais grossas e empurram as paredes da fenda. Elas funcionam como uma cunha, alargando a rachadura pouco a pouco.
Passo 4 – Descreva o resultado. Depois de anos, a pressão parte a rocha em blocos menores. As raízes ainda soltam ácidos que ajudam a decompor os minerais, misturando o intemperismo biológico com o químico.
Outros seres vivos fazem coisas parecidas: liquens, fungos, minhocas e até formigas.
17Verdadeiro ou falso
Marque V para verdadeiro e F para falso sobre o intemperismo.
a)O intemperismo é um conjunto de processos que decompõem ou fragmentam as rochas.
b)O tipo de rocha não interfere na velocidade do intemperismo.
c)Em terrenos muito inclinados, a água fica pouco tempo em contato com a rocha e causa menor impacto.
d)Em regiões muito frias, a água que entra nas fissuras congela, aumenta de volume e racha a rocha.
Resposta
a) V; b) F; c) V; d) V.
Resolução passo a passo
a) Verdadeira. Essa é justamente a definição de intemperismo: o conjunto de processos que decompõem (transformam) ou fragmentam (quebram) as rochas no lugar onde elas estão.
b) Falsa. O tipo de rocha importa muito. Rochas mais macias, como o calcário, se desgastam mais depressa do que rochas duras, como o granito. Correção: O tipo de rocha interfere sim na velocidade do intemperismo.
c) Verdadeira. Em terrenos íngremes a água escorre rápido e fica pouco tempo em contato com a rocha, então o desgaste químico é menor. Em terrenos planos ela se acumula e age por mais tempo.
d) Verdadeira. Esse é o famoso congelamento da água: ao virar gelo, a água aumenta de volume dentro das fissuras e empurra as paredes da rocha até rachá-la. É um caso de intemperismo físico.
Forças externas (exógenas) – erosão
18Múltipla escolha
A erosão é o transporte do material já desgastado pelo intemperismo. Assinale a alternativa que apresenta corretamente as três etapas desse conjunto de processos.
Resposta
Alternativa a) Retirada, transporte e deposição de sedimentos.
Resolução passo a passo
A erosão trabalha em três etapas, sempre nesta ordem.
1) Retirada: a água, o vento ou o gelo arrancam o material já solto pelo intemperismo. Esse material recebe o nome de sedimentos.
2) Transporte: os sedimentos são carregados para outro lugar, às vezes por quilômetros de distância.
3) Deposição: quando a força enfraquece, o material é largado e se acumula, formando praias, dunas e planícies.
As outras alternativas falam de formação de rochas magmáticas (b), de forças internas (c) e do ciclo da água (d). Resposta: letra a.
19Múltipla escolha
Uma notícia informa que grandes crateras se abriram em uma área de pastagem sem cobertura vegetal, depois de fortes chuvas. Qual tipo de erosão está descrito e como essas crateras são chamadas?
Resposta
Alternativa b) Erosão pluvial; voçorocas ou ravinas.
Resolução passo a passo
A notícia fala em fortes chuvas e em solo sem cobertura vegetal. Chuva, em Geografia, se relaciona à erosão pluvial (pluvial vem de chuva).
Sem plantas para segurar o solo, a água escorre com força e vai abrindo sulcos no terreno. Os sulcos pequenos são as ravinas.
Se a água continuar cavando e chegar até o lençol freático, o buraco vira uma cratera enorme chamada voçoroca.
As outras alternativas erram o agente: dunas vêm do vento, falésias vêm do mar e foz é a parte final de um rio. Resposta: letra b.
20Dissertativo
As falésias do litoral brasileiro são paredões de rocha desgastados pela ação contínua da água do mar. Explique que tipo de erosão forma as falésias e cite outra forma de relevo que esse mesmo agente pode construir ao acumular sedimentos.
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Resposta
As falésias são formadas pela erosão marinha, provocada pelo choque constante das ondas do mar contra os paredões de rocha do litoral. Esse mesmo agente, ao depositar os sedimentos que transporta, constrói as praias (e também restingas e bancos de areia).
Resolução passo a passo
Passo 1 – Identifique o agente. O texto diz que a água do mar age de forma contínua. Logo, o agente é o mar, e o processo se chama erosão marinha.
Passo 2 – Entenda a formação da falésia. As ondas batem sem parar na base do paredão rochoso. Elas vão "escavando" essa base até que a parte de cima desabe, deixando um paredão bem íngreme de frente para o mar: é a falésia.
Passo 3 – Lembre da outra etapa da erosão. Depois de retirar e transportar o material, o mar também deposita os sedimentos em pontos onde a água perde força.
Passo 4 – Dê o exemplo pedido. Assim nascem as praias, formadas por areia depositada pelo mar. Também podem surgir restingas e bancos de areia.
No Brasil, falésias famosas ficam em Pipa (RN), em Canoa Quebrada (CE) e em Morro Branco (CE).
21Dissertativo
Em uma cidade, casas foram construídas em uma encosta de morro depois da retirada de toda a mata. Nas chuvas seguintes, houve deslizamento de terra. Explique por que esse caso é um exemplo de erosão antrópica e proponha duas ações que poderiam ter evitado o desastre.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
É erosão antrópica porque foi causada pela ação humana: as pessoas retiraram a mata da encosta e construíram casas ali, deixando o solo desprotegido e instável. Sem as raízes para segurar a terra, a chuva encharcou e arrastou o solo, provocando o deslizamento. Duas ações que poderiam ter evitado o desastre: (1) manter a vegetação da encosta ou replantá-la; (2) não permitir construções em áreas de risco, ou fazer obras de contenção (muros de arrimo, escadas de drenagem para escoar a água da chuva).
Resolução passo a passo
Passo 1 – Entenda a palavra.Antrópico quer dizer "relacionado ao ser humano". Então erosão antrópica é a erosão causada ou acelerada pelas pessoas.
Passo 2 – Encontre a ação humana no caso. Duas coisas foram feitas: retirar toda a mata e construir casas na encosta. As duas mudaram o equilíbrio natural do morro.
Passo 3 – Explique o efeito. As raízes das plantas funcionam como uma rede que segura o solo e ajudam a água a entrar devagar na terra. Sem elas, a chuva escorre rápido, encharca o solo e o material desliza morro abaixo.
Passo 4 – Proponha soluções. Ação 1: manter ou replantar a vegetação da encosta. Ação 2: evitar construir em áreas de risco e, quando já existem casas, fazer obras de contenção e canais de drenagem para a água da chuva.
Uma terceira ideia válida: fiscalização da prefeitura e mapeamento das áreas de risco.
22Verdadeiro ou falso
Marque V para verdadeiro e F para falso.
a)A erosão eólica é provocada pelos ventos e pode formar dunas.
b)A erosão fluvial ocorre pela ação dos rios, que retiram sedimentos do leito e os levam para as margens ou para a foz.
c)A erosão só acontece por causa da ação humana.
d)A retirada da cobertura vegetal acelera os processos de erosão.
Resposta
a) V; b) V; c) F; d) V.
Resolução passo a passo
a) Verdadeira. A erosão eólica é feita pelo vento (Éolo era o deus dos ventos). O vento carrega grãos de areia e os deposita formando as dunas.
b) Verdadeira. Na erosão fluvial, o rio arranca sedimentos do fundo (leito) e das margens e os leva até a foz, onde muitas vezes forma um delta ou uma planície.
c) Falsa. A erosão é um processo natural que sempre existiu, feito pela chuva, pelos rios, pelo vento e pelo mar. O ser humano só acelera esse processo. Correção: A erosão é natural, mas pode ser acelerada pela ação humana.
d) Verdadeira. Sem as plantas, o solo fica exposto ao impacto direto da chuva e do vento, e a erosão fica muito mais rápida.
Estrutura geológica
23Múltipla escolha
Em qual estrutura geológica é mais comum encontrar jazidas de combustíveis fósseis, como o carvão mineral e o petróleo?
Resposta
Alternativa b) Bacias sedimentares.
Resolução passo a passo
Os combustíveis fósseis, como o carvão mineral e o petróleo, se formam a partir de restos de seres vivos (plantas e animais) que ficaram soterrados por milhões de anos.
Esses restos só se acumulam onde há deposição de camadas e camadas de sedimentos. É exatamente isso que acontece nas bacias sedimentares: antigas áreas rebaixadas que foram preenchidas por sedimentos e matéria orgânica.
Já os escudos cristalinos têm rochas magmáticas e metamórficas, ricas em minérios metálicos (ferro, ouro), e não em petróleo.
Dobramentos modernos são cadeias de montanhas recentes, e fossas oceânicas são formas do relevo submarino, não estruturas geológicas onde se procura carvão. Resposta: letra b.
24Dissertativo
Os escudos cristalinos são as formações mais antigas da crosta terrestre. Escreva duas características desse tipo de estrutura e cite um recurso mineral que costuma ser encontrado nela.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Duas características: (1) são as estruturas mais antigas da crosta terrestre, com bilhões de anos; (2) são formadas por rochas magmáticas e metamórficas muito resistentes (como granito e gnaisse) e já bastante desgastadas pela erosão, formando relevos mais arredondados e estáveis, sem terremotos fortes. Recurso mineral comum: minério de ferro (também valem ouro, manganês, bauxita e pedras preciosas).
Resolução passo a passo
Passo 1 – Idade. Os escudos cristalinos, também chamados de maciços antigos, são as formações mais antigas do planeta. Eles se formaram há bilhões de anos, na chamada era Pré-Cambriana.
Passo 2 – Tipo de rocha. Neles predominam rochas magmáticas (que vieram do magma resfriado, como o granito) e metamórficas (transformadas pelo calor e pela pressão, como o gnaisse).
Passo 3 – Aparência e estabilidade. Como são muito velhos, já foram bastante desgastados pela erosão. Por isso costumam formar planaltos e serras de topo arredondado, em áreas geologicamente estáveis (sem vulcões ativos nem grandes terremotos).
Passo 4 – Riqueza mineral. Neles se encontram minérios metálicos, como o minério de ferro de Minas Gerais e do Pará, além de ouro, manganês e pedras preciosas.
25Dissertativo
Explique por que o Brasil não possui dobramentos modernos em seu território. Use, na sua resposta, a ideia de posição em relação à Placa Sul-Americana.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Porque o Brasil está no meio da Placa Sul-Americana, longe das bordas onde as placas se chocam. Os dobramentos modernos só se formam nos limites entre placas, onde há choque e compressão das rochas — no caso da América do Sul, isso acontece na borda oeste, onde surgiu a cordilheira dos Andes. Como o território brasileiro fica na parte central e estável da placa, aqui não há dobramentos modernos, nem vulcões ativos, nem terremotos fortes.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Lembre como nascem os dobramentos modernos. Eles surgem quando duas placas tectônicas se chocam e as camadas de rocha se enrugam, formando montanhas altas e jovens.
Passo 2 – Veja onde isso acontece. Só nas bordas das placas. É lá que existe pressão suficiente para dobrar as rochas.
Passo 3 – Localize o Brasil. O Brasil fica na porção central da Placa Sul-Americana, bem longe das bordas. Essa parte central é chamada de área estável.
Passo 4 – Compare com os vizinhos. Chile, Peru, Bolívia e Equador ficam na borda oeste da placa, onde a Placa de Nazca mergulha por baixo. Por isso eles têm a cordilheira dos Andes, vulcões e terremotos, e o Brasil, não.
Conclusão: no Brasil só há escudos cristalinos e bacias sedimentares, estruturas antigas e estáveis.
26Calcule
A geologia brasileira é formada por cerca de 64% de bacias sedimentares e 36% de escudos cristalinos. Se o território do Brasil tem aproximadamente 8 500 000 km², qual é a área aproximada ocupada pelas bacias sedimentares? Mostre o cálculo.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Aproximadamente 5 440 000 km². Cálculo: 8 500 000 × 64 ÷ 100 = 5 440 000 km².
Resolução passo a passo
Passo 1 – Entenda a porcentagem. Dizer que 64% do território é de bacias sedimentares significa que, de cada 100 partes do Brasil, 64 são bacias sedimentares.
Passo 2 – Descubra quanto vale 1%. Basta dividir a área total por 100: 8 500 000 ÷ 100 = 85 000 km²
Passo 3 – Multiplique por 64. 85 000 × 64 = 5 440 000 km²
Passo 4 – Confira com a outra parte. Os 36% de escudos cristalinos dariam 85 000 × 36 = 3 060 000 km². Somando: 5 440 000 + 3 060 000 = 8 500 000 km². Bateu com o total, então a conta está certa.
Resposta: as bacias sedimentares ocupam cerca de 5 440 000 km².
27Verdadeiro ou falso
Marque V para verdadeiro e F para falso sobre a estrutura geológica.
a)Os dobramentos modernos são estruturas recentes e estão associados a terremotos e vulcões.
b)As bacias sedimentares correspondem a antigas depressões preenchidas por sedimentos e matéria orgânica.
c)Nos escudos cristalinos predominam rochas magmáticas e metamórficas, como o granito e o gnaisse.
d)Os dobramentos modernos são as formações mais antigas do planeta.
Resposta
a) V; b) V; c) V; d) F.
Resolução passo a passo
a) Verdadeira. Os dobramentos modernos se formaram há relativamente pouco tempo, em termos geológicos, e ficam nas bordas das placas. Por isso estão ligados a terremotos e vulcões.
b) Verdadeira. As bacias sedimentares são áreas que um dia foram rebaixadas e depois foram preenchidas, camada por camada, com sedimentos e matéria orgânica. É lá que se formam carvão e petróleo.
c) Verdadeira. Nos escudos cristalinos predominam rochas magmáticas e metamórficas. O granito e o gnaisse são exemplos clássicos.
d) Falsa. As formações mais antigas são os escudos cristalinos; os dobramentos modernos são justamente os mais novos. Correção: Os escudos cristalinos são as formações mais antigas do planeta; os dobramentos modernos são os mais recentes.
Formas do relevo continental
28Múltipla escolha
Uma elevação de terreno com o topo plano e bordas com declives acentuados, parecendo uma mesa, recebe o nome de
Resposta
Alternativa b) chapada.
Resolução passo a passo
A pista principal é "topo plano" e "bordas com declives acentuados", ou seja, um relevo parecido com uma mesa.
Esse tipo de elevação se chama chapada. Ela é um tipo de planalto com o topo bem aplainado e paredões nas laterais.
A serra também é uma elevação, mas tem topos irregulares, pontudos ou arredondados, não planos.
A planície é uma área baixa e plana, sem esses paredões, e a depressão absoluta fica abaixo do nível do mar.
Exemplos brasileiros: Chapada Diamantina (BA), Chapada dos Guimarães (MT) e Chapada dos Veadeiros (GO). Resposta: letra b.
29Dissertativo
Explique a diferença entre uma depressão absoluta e uma depressão relativa.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
A depressão absoluta é a área que está abaixo do nível do mar, ou seja, tem altitude negativa (exemplo: o Mar Morto). A depressão relativa está acima do nível do mar, mas é mais baixa do que os terrenos que estão em volta dela (exemplo: a Depressão Sertaneja, no Nordeste brasileiro).
Resolução passo a passo
Passo 1 – Lembre a régua. Toda altitude é medida a partir do nível do mar, que vale zero metro.
Passo 2 – Depressão absoluta. É aquela que fica abaixo do nível do mar. A altitude é negativa, como −400 metros. O exemplo mais famoso é a região do Mar Morto, no Oriente Médio. No Brasil não existe depressão absoluta.
Passo 3 – Depressão relativa. É aquela que está acima do nível do mar, mas é mais baixa do que as terras vizinhas. Ela só é "baixa" quando comparada com o que está ao redor — por isso o nome relativa.
Passo 4 – Guarde a diferença. Absoluta = comparada com o mar. Relativa = comparada com a vizinhança. No Brasil temos várias depressões relativas, como a Depressão Sertaneja.
30Dissertativo
Leia: "Superfície bastante plana, formada por rochas sedimentares, onde se depositam os sedimentos vindos das partes mais altas do relevo." Identifique a forma de relevo descrita e dê um exemplo dela no Brasil.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
É a planície. Exemplo no Brasil: a Planície Amazônica (também valem a Planície do Pantanal, a Planície do Rio Paraguai e as planícies litorâneas).
Resolução passo a passo
Passo 1 – Leia as pistas. O texto fala em superfície bastante plana, rochas sedimentares e lugar onde se depositam sedimentos.
Passo 2 – Identifique a forma. Essa é a planície. Nela predomina a deposição (o material chega e se acumula), diferente do planalto, onde predomina a erosão (o material é retirado).
Passo 3 – Entenda o processo. A chuva e os rios carregam sedimentos das partes altas (planaltos e montanhas) e os largam nas partes baixas. Camada sobre camada, o terreno fica plano e o solo, geralmente fértil.
Passo 4 – Dê um exemplo brasileiro. A Planície Amazônica, banhada pelo rio Amazonas, é o maior exemplo. Também servem o Pantanal e as planícies litorâneas.
31Verdadeiro ou falso
Marque V para verdadeiro e F para falso e corrija as falsas.
a)As montanhas são as formas de relevo mais altas, com encostas íngremes e picos bem definidos.
b)Os planaltos sofrem predominantemente processos de erosão e têm altitude maior que as áreas vizinhas.
c)As serras são elevações com o topo totalmente plano, como uma mesa.
d)As planícies costumam aparecer perto de grandes rios, lagos e no litoral.
Resposta
a) V; b) V; c) F; d) V.
Resolução passo a passo
a) Verdadeira. As montanhas são as formas mais altas do relevo, com encostas íngremes e picos bem marcados. Exemplos: os Andes e o Himalaia.
b) Verdadeira. Nos planaltos predomina a erosão, isto é, a retirada de material. Eles são mais altos que as áreas vizinhas e têm topo mais ou menos aplainado.
c) Falsa. Quem tem topo plano como uma mesa é a chapada. As serras têm topos irregulares, formando um conjunto de morros e picos. Correção: As serras são elevações com topos irregulares; quem tem o topo plano é a chapada.
d) Verdadeira. As planícies aparecem perto de rios, lagos e no litoral, justamente porque nesses lugares a água deposita os sedimentos que trouxe.
Formas do relevo submarino
32Múltipla escolha
Um navio pesqueiro trabalha em uma área do fundo do mar que começa na costa, desce em declive suave até cerca de 200 metros de profundidade e concentra muitos recursos, como o petróleo. Essa área é a
Resposta
Alternativa c) plataforma continental.
Resolução passo a passo
As pistas do enunciado são: começa na costa, tem declive suave e vai até cerca de 200 metros de profundidade.
Essa parte rasa do fundo do mar, que é a continuação do continente debaixo d'água, é a plataforma continental.
Como ali a luz do sol ainda chega e há muitos nutrientes, a vida marinha é abundante — por isso é a área preferida da pesca. Também é onde se encontram grandes reservas de petróleo, como as da Bacia de Campos.
As outras opções são bem mais fundas: a fossa oceânica passa de 10 000 m, a planície abissal fica em torno de 4 000 m e a cordilheira oceânica é uma cadeia de montanhas no meio do oceano. Resposta: letra c.
33Dissertativo
Coloque as formas do relevo submarino na ordem em que aparecem, a partir da costa em direção ao alto-mar: planície abissal, plataforma continental, talude continental. Depois, escreva uma característica de cada uma.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Ordem correta: 1º plataforma continental, 2º talude continental, 3º planície abissal. Plataforma continental: parte rasa e de declive suave que continua o continente, até cerca de 200 m de profundidade, rica em vida marinha e petróleo. Talude continental: trecho de declive forte, que desce rapidamente da plataforma até o fundo do oceano. Planície abissal: fundo do oceano, extenso e relativamente plano, por volta de 4 000 m de profundidade, escuro e frio.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Imagine que você entra no mar caminhando. No começo a água é rasa e você desce devagar. Essa é a plataforma continental, que vai até uns 200 metros de profundidade.
Passo 2 – De repente vem um degrão. Depois da plataforma, o fundo mergulha em forte inclinação. Esse "escorregador" é o talude continental.
Passo 3 – Chegando ao fundo. Terminando o talude, o relevo fica plano de novo, mas agora bem fundo, por volta de 4 000 metros. É a planície abissal, escura, fria e coberta por sedimentos finos.
Passo 4 – Escreva a ordem. Da costa para o alto-mar: plataforma continental → talude continental → planície abissal.
34Calcule
A Fossa das Marianas, no Oceano Pacífico, tem cerca de 11 500 metros de profundidade. A planície abissal alcança cerca de 4 000 metros. Quantos metros a fossa é mais profunda do que a planície abissal? Mostre o cálculo.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
7 500 metros. Cálculo: 11 500 − 4 000 = 7 500 m.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Anote os dados. Fossa das Marianas: 11 500 m de profundidade. Planície abissal: 4 000 m de profundidade.
Passo 2 – Escolha a operação. A pergunta é quanto a mais, ou seja, uma comparação. Isso pede uma subtração.
Passo 3 – Faça a conta. 11 500 − 4 000 = 7 500
Passo 4 – Responda com a unidade. A Fossa das Marianas é 7 500 metros mais profunda que a planície abissal. Isso é quase 7,5 quilômetros de diferença — mais do que a altura do Monte Everest sem a base!
35Dissertativo
Explique como se formam as cordilheiras oceânicas e diga em que tipo de limite entre placas tectônicas elas são mais comuns.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
As cordilheiras oceânicas se formam quando o magma sobe pelo interior da Terra através das rachaduras do fundo do mar, resfria em contato com a água e se acumula, criando grandes cadeias de montanhas submarinas. Elas são mais comuns nos limites divergentes, isto é, onde duas placas tectônicas se afastam uma da outra (exemplo: a Cordilheira Meso-Atlântica).
Resolução passo a passo
Passo 1 – Entenda o movimento. Em alguns pontos do fundo do oceano, duas placas tectônicas se afastam. Esse tipo de limite é chamado de divergente.
Passo 2 – Veja o que sobe. Ao se afastarem, as placas abrem uma fenda. Por ela sobe o magma, que é rocha derretida vinda do interior do planeta.
Passo 3 – Acompanhe o resfriamento. Ao encontrar a água gelada do mar, o magma esfria depressa e vira rocha nova. Esse material vai se empilhando ao longo da fenda.
Passo 4 – Veja o resultado. Com o passar de milhões de anos, forma-se uma enorme cadeia de montanhas submarinas: a cordilheira oceânica. A mais conhecida é a Cordilheira Meso-Atlântica, no meio do Oceano Atlântico. Onde ela chega à superfície, surgem ilhas, como a Islândia.
Altitude, curvas de nível e perfil topográfico
36Múltipla escolha
O que é altitude?
Resposta
Alternativa b) A medida vertical de um ponto da superfície terrestre a partir do nível do mar.
Resolução passo a passo
A altitude responde à pergunta: "a que altura esse lugar está?". E a referência usada no mundo inteiro é o nível do mar, que vale zero metro.
Por isso a resposta certa é a letra b: a medida é feita na vertical (de baixo para cima), começando no nível do mar.
A letra a está errada porque distância na horizontal não é altura. A letra c confunde altitude com a altura do morro, que é medida da base até o topo, e não do mar.
A letra d fala de profundidade de rio, o que é outra coisa. Resposta: letra b.
Exemplo: dizer que Brasília está a 1 172 metros de altitude significa que a cidade está 1 172 metros acima do nível do mar.
37Dissertativo
Explique, com suas palavras, o que são curvas de nível e por que elas aparecem em mapas vistos de cima.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Curvas de nível são linhas desenhadas no mapa que ligam todos os pontos que têm a mesma altitude. Elas aparecem em mapas vistos de cima (visão vertical) porque, nessa visão, não dá para perceber se o terreno sobe ou desce; as curvas servem justamente para mostrar o relevo, ou seja, a terceira dimensão, em um desenho plano.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Entenda o que a linha liga. Cada curva de nível une pontos com a mesma altitude. Se uma curva está marcada com 300 m, todos os pontos daquela linha estão a 300 metros acima do nível do mar.
Passo 2 – Imagine um bolo. Pense em um morro cortado em fatias horizontais, de metro em metro. O contorno de cada fatia, visto de cima, é uma curva de nível.
Passo 3 – Entenda o problema do mapa. O mapa é uma folha plana e mostra o terreno visto de cima. Nessa visão, um morro alto e uma planície pareceriam iguais.
Passo 4 – Conclua. As curvas de nível resolvem esse problema: elas informam a altura de cada lugar e permitem "enxergar" o relevo em um desenho plano.
38Dissertativo
Observe a descrição de duas montanhas representadas por curvas de nível: na montanha A, as linhas estão muito próximas umas das outras; na montanha B, as linhas estão bem espaçadas. Qual das duas tem as encostas mais íngremes? Justifique.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
A montanha A tem as encostas mais íngremes. Quando as curvas de nível estão bem próximas umas das outras, significa que o terreno ganha muita altitude em pouca distância, ou seja, sobe rápido. Já na montanha B, com linhas espaçadas, o terreno sobe aos poucos, formando encostas suaves.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Lembre a regra. Entre duas curvas de nível vizinhas existe sempre a mesma diferença de altura (por exemplo, 100 metros).
Passo 2 – Analise a montanha A. As linhas estão coladas. Isso quer dizer que, andando poucos metros na horizontal, você já subiu 100 metros. É uma subida forte: encosta íngreme.
Passo 3 – Analise a montanha B. As linhas estão longe umas das outras. Você precisa caminhar bastante para subir os mesmos 100 metros. É uma encosta suave.
Passo 4 – Responda. A montanha A é a mais íngreme. Guarde a dica: curvas juntas = terreno inclinado; curvas afastadas = terreno mais plano.
39Calcule
Uma montanha é representada por curvas de nível de 100 em 100 metros: 0 m, 100 m, 200 m, 300 m e 400 m. Um trilheiro sai da curva de 100 m e chega ao topo, na curva de 400 m. Quantos metros de desnível ele subiu? E se ele parasse para descansar na curva de 250 m, quantos metros ainda faltariam até o topo?
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Ele subiu 300 metros de desnível (400 − 100 = 300). Parando na curva de 250 m, ainda faltariam 150 metros até o topo (400 − 250 = 150).
Resolução passo a passo
Passo 1 – Entenda o que é desnível. O desnível é a diferença de altitude entre dois pontos. Ele se calcula com uma subtração: altitude de chegada menos altitude de saída.
Passo 2 – Calcule a subida total. O trilheiro saiu da curva de 100 m e chegou à de 400 m: 400 − 100 = 300 metros
Passo 3 – Calcule o que falta a partir dos 250 m. Agora a saída passa a ser 250 m e o destino continua sendo 400 m: 400 − 250 = 150 metros
Passo 4 – Confira. Ele já teria subido 250 − 100 = 150 m e faltariam outros 150 m. Somando: 150 + 150 = 300 m, que é o desnível total. A conta está correta.
40Dissertativo
O perfil topográfico é um desenho que mostra o relevo visto de frente, ao longo de uma linha traçada no mapa. Escreva para que ele serve e por que ele mostra o terreno apenas em uma determinada direção.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
O perfil topográfico serve para mostrar como o relevo sobe e desce ao longo de um trajeto, facilitando entender as altitudes representadas pelas curvas de nível no mapa. Ele é muito útil para planejar estradas, ferrovias, trilhas e obras. Mostra o terreno em apenas uma direção porque é desenhado a partir de uma única linha traçada no mapa (uma linha de corte): representa somente os pontos por onde essa linha passa; se traçarmos a linha em outra direção, o perfil será diferente.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Entenda o desenho. O perfil topográfico é como se você cortasse o terreno com uma faca e olhasse o corte de lado. Ele mostra as subidas e descidas de frente.
Passo 2 – Veja para que serve. Ele ajuda a entender melhor um mapa de altitudes, porque transforma linhas em um desenho parecido com o relevo real. Engenheiros usam o perfil para planejar estradas, ferrovias, túneis e trilhas.
Passo 3 – Entenda a limitação. O perfil é feito a partir de uma linha de corte desenhada no mapa. Só os pontos por onde essa linha passa aparecem no desenho.
Passo 4 – Conclua. Por isso ele mostra o relevo em uma única direção. Se você traçar a linha de norte a sul, terá um perfil; de leste a oeste, terá outro, bem diferente.
41Verdadeiro ou falso
Marque V para verdadeiro e F para falso.
a)O nível do mar corresponde à altitude zero.
b)Em mapas de altitude, as cores diferentes representam faixas diferentes de altura.
c)Cada curva de nível liga pontos que têm altitudes diferentes entre si.
d)O perfil topográfico ajuda a entender melhor o mapa de altitudes.
Resposta
a) V; b) V; c) F; d) V.
Resolução passo a passo
a) Verdadeira. O nível do mar é o ponto de partida das medidas de altitude e corresponde a zero metro.
b) Verdadeira. Nos mapas de altitude, cada cor representa uma faixa de altura. Em geral, o verde indica áreas mais baixas e os tons de marrom, as mais altas.
c) Falsa. É o contrário: cada curva de nível liga pontos que têm a mesma altitude. Correção: Cada curva de nível liga pontos que têm a mesma altitude entre si.
d) Verdadeira. O perfil topográfico mostra o relevo de lado e ajuda a interpretar o mapa de altitudes, deixando claro onde o terreno sobe e onde desce.
Revisão integrada do capítulo
42Dissertativo
Na exploração de pedreiras, máquinas e explosivos quebram grandes blocos de rocha para produzir brita. Escreva uma semelhança e uma diferença entre esse processo e a fragmentação natural das rochas na formação do solo.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Semelhança: nos dois casos a rocha é fragmentada, ou seja, quebrada em pedaços cada vez menores. Diferença: na pedreira quem quebra é o ser humano, com máquinas e explosivos, e o processo é muito rápido (horas ou dias); na natureza, quem quebra são os agentes do intemperismo (água, vento, temperatura, gelo e seres vivos) e o processo é lento, levando centenas ou milhares de anos. Além disso, a brita é usada como material de construção, enquanto os fragmentos naturais se misturam à matéria orgânica e formam o solo.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Compare o resultado. Nos dois casos o resultado é parecido: uma rocha grande vira pedaços pequenos. Essa é a semelhança: a fragmentação da rocha.
Passo 2 – Compare quem faz. Na pedreira, quem quebra é o ser humano, usando máquinas e explosivos. Na natureza, quem quebra são os agentes do intemperismo: chuva, vento, variação de temperatura, gelo e seres vivos.
Passo 3 – Compare o tempo. Essa é a diferença mais marcante. O explosivo faz em segundos o que a natureza leva séculos ou milênios para fazer.
Passo 4 – Compare o destino do material. A brita vai para obras, asfalto e concreto. Os fragmentos naturais se misturam com restos de plantas e animais e ajudam a formar o solo.
Basta escrever uma semelhança e uma diferença, mas conhecer todas ajuda a entender melhor.
43Dissertativo
A cordilheira dos Andes, na América do Sul, é uma cadeia de montanhas muito alta, com vulcões e terremotos frequentes. Com base no que você estudou, indique qual estrutura geológica corresponde a essa cordilheira e quais agentes participaram de sua formação.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
A cordilheira dos Andes corresponde aos dobramentos modernos. Ela foi formada pelas forças internas (endógenas): o tectonismo, quando a Placa de Nazca (oceânica) mergulhou por baixo da Placa Sul-Americana (continental) no processo de subducção, dobrando e elevando as camadas de rocha, e o vulcanismo, com a subida de magma que formou vulcões. Depois, as forças externas (intemperismo e erosão, com destaque para a ação do gelo, da chuva e do vento) foram esculpindo e desgastando esse relevo.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Use as pistas do enunciado. Montanhas muito altas, com vulcões e terremotos frequentes indicam uma estrutura jovem e localizada na borda de uma placa.
Passo 2 – Nomeie a estrutura. Essa é a estrutura dos dobramentos modernos, as formações mais recentes da crosta terrestre.
Passo 3 – Identifique as forças internas. A Placa de Nazca, oceânica, mergulha por baixo da Placa Sul-Americana, continental. Esse mergulho se chama subducção. A pressão dobra e levanta as rochas (tectonismo) e faz o magma subir (vulcanismo).
Passo 4 – Não esqueça as forças externas. Depois que as montanhas se levantaram, o intemperismo e a erosão (gelo, chuva, vento) começaram a esculpir vales e picos. Ou seja, o relevo dos Andes é resultado das forças internas que constroem e das forças externas que desgastam.
44Dissertativo
Cientistas afirmam que o intemperismo pode rebaixar o relevo de 20 a 50 metros em cerca de 1 milhão de anos. Isso acontece do mesmo jeito em todo o planeta? Justifique sua resposta citando pelo menos dois fatores que aceleram ou retardam esse processo.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Não, o intemperismo não age da mesma forma em todo o planeta. Ele varia de lugar para lugar. Fatores que aceleram ou retardam o processo: (1) o clima — em regiões quentes e úmidas, com muita chuva, o intemperismo químico é muito mais rápido do que em regiões secas e frias; (2) o tipo de rocha — rochas macias, como o calcário, se desgastam mais rápido que rochas duras, como o granito. Também influenciam a inclinação do terreno (em encostas íngremes a água escorre rápido e age menos) e a presença de vegetação e seres vivos.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Responda à pergunta principal. Não. O ritmo do intemperismo muda conforme o lugar. Os 20 a 50 metros por milhão de anos são uma média para o planeta inteiro.
Passo 2 – Primeiro fator: o clima. Onde chove muito e faz calor, como na Amazônia, a água reage mais com os minerais e o desgaste é rápido. Em desertos frios e secos, o processo é bem mais lento.
Passo 3 – Segundo fator: o tipo de rocha. O calcário se dissolve com facilidade na água ácida; o granito, muito duro, resiste bem mais. Rochas diferentes, velocidades diferentes.
Passo 4 – Outros fatores. A inclinação do terreno (em encostas íngremes a água não fica parada e age menos) e a presença de plantas e animais, que ajudam a quebrar e decompor as rochas.
Conclusão: por causa dessa mistura de fatores, cada região da Terra tem seu próprio ritmo de desgaste do relevo.
45Múltipla escolha
Assinale a alternativa que relaciona corretamente o agente e o resultado no relevo.
Resposta
Alternativa c) Tectonismo (força interna) – formação de dobramentos e falhas.
Resolução passo a passo
Vamos conferir alternativa por alternativa.
A letra a está errada duas vezes: o tectonismo é força interna, e as dunas são formadas pelo vento.
A letra b erra o resultado: o vento é força externa, sim, mas ele forma dunas, e não falhas geológicas. Falhas vêm de dentro da Terra.
A letra c está correta: o tectonismo é uma força interna e é ele que dobra e quebra as camadas de rocha, criando dobramentos e falhas.
A letra d também erra duas vezes: o vulcanismo é força interna, e as voçorocas são grandes crateras abertas pela erosão da chuva.
Resposta: letra c.
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Geografia – Capítulo 6: O chão em que você pisa (relevo, rochas e solos)
Resumo rápido
Geografia – Capítulo 6: O chão em que você pisa (relevo, rochas e solos)
Resumo rápido
1Relevo e sua constituição
O relevo é o "desenho" do terreno: ele pode ser plano, montanhoso ou íngreme (muito inclinado). Esse terreno pode ser feito de rocha ou estar coberto por solo.
As rochas são grupos de um ou mais minerais (substâncias com composição química própria, encontradas na natureza) juntos e endurecidos. Elas formam toda a crosta da Terra.
Com o passar de milhões de anos, a água, o gelo, o vento, a mudança de temperatura e os seres vivos vão quebrando as rochas em pedaços cada vez menores. Essas partículas, misturadas a restos de plantas e animais, formam o solo.
Exemplo
O morro do Pão de Açúcar (RJ) é feito de gnaisse, rocha formada há cerca de 560 milhões de anos.
1.1Por que existem vários tipos de solo?
A variedade de solos depende de: o tempo que levaram para se formar; o clima do lugar (umidade e temperatura); os restos de plantas e animais que entram na mistura; e o tipo de rocha que deu origem a eles (magmática, sedimentar ou metamórfica).
1.2Tipos de solo
Arenoso: grãos grandes, deixa a água e o ar passarem fácil; é bem permeável.
Argiloso: grãos bem finos, quase não deixa a água passar, mas guarda água e sais minerais — bom para a agricultura.
Humífero: rico em húmus (matéria orgânica em decomposição). Retém água, é poroso e muito fértil.
Rochoso: bem raso, típico de regiões secas ou íngremes, onde aparecem pedaços de rocha.
Exemplo
Para plantar milho, o melhor é o solo humífero, porque é fértil, drenado e rico em húmus.
2Agentes construtores e modeladores do relevo
As formas do relevo nascem de duas forças: as endógenas (internas, vindas de dentro da Terra) e as exógenas (externas, que agem na superfície).
2.1Forças internas (endógenas)
São o vulcanismo e o tectonismo (movimento das placas da crosta). Eles constroem o relevo.
Os vulcões expelem lava e podem criar montanhas no continente e no fundo do mar (algumas viram ilhas).
O tectonismo cria dobramentos (elevações em forma de dobras, como as grandes cadeias de montanhas) e falhas (rachaduras em que blocos de rocha deslizam). Quando as placas se afastam, o terreno pode afundar e formar depressões.
Exemplo
Quando uma placa oceânica choca com uma continental, ocorre a subducção: a placa oceânica afunda e é destruída no magma, formando fossas e montanhas.
2.2Forças externas (exógenas): intemperismo
O intemperismo é o conjunto de processos que quebram ou decompõem as rochas.
Físico: quebra a rocha pela variação de temperatura (amplitude térmica). No deserto, a rocha dilata de dia e contrai de noite; no frio, a água entra nas fendas, congela, aumenta de volume e racha a rocha.
Químico: a rocha se decompõe porque seus minerais são dissolvidos ou alterados. A água da chuva fica ácida ao se juntar ao gás carbônico do ar e ataca os minerais.
Biológico: seres vivos desgastam a rocha. Fungos, bactérias e, principalmente, raízes de árvores entram nas fendas e partem a rocha.
Exemplo
No Cânion do Itaimbezinho (RS), as raízes das plantas desintegram os blocos de rocha.
2.3Forças externas (exógenas): erosão
A erosão é o transporte do material já quebrado pelo intemperismo: ela retira, carrega e deposita sedimentos (pedacinhos de rocha e solo). A ação humana acelera muito esse processo quando retira a vegetação ou ocupa o solo de forma errada.
Tipos principais: pluvial (da chuva sobre o solo sem vegetação, pode abrir voçorocas); fluvial (dos rios, que arrastam sedimentos do leito para as margens ou para a foz); marinha (das ondas e marés, forma bancos de areia, recifes e falésias); eólica (do vento, forma dunas); antrópica (causada pelo ser humano, podendo provocar desmoronamentos).
Exemplo
As falésias de Torres (RS) foram esculpidas pela erosão marinha.
3Estrutura geológica
A crosta da Terra é dividida em três grandes tipos de estrutura:
Escudos cristalinos: as formações mais antigas (Pré-Cambrianas), com rochas magmáticas e metamórficas resistentes (granito, basalto, gnaisse). Neles há minerais metálicos, como ferro, ouro e cobre.
Bacias sedimentares: antigas depressões preenchidas por sedimentos e restos de matéria orgânica. Nelas se encontram carvão mineral e petróleo.
Dobramentos modernos: estruturas recentes (Era Cenozoica), formadas nas bordas das placas. São as maiores montanhas do planeta e sofrem terremotos e vulcanismo.
Exemplo
O Brasil tem 64% de bacias sedimentares e 36% de escudos cristalinos, e nenhum dobramento moderno, pois fica no centro da Placa Sul-Americana.
4Formas do relevo
O relevo aparece tanto nos continentes quanto no fundo do mar.
4.1Relevo continental
Planaltos: áreas mais altas que as vizinhas, muito desgastadas pela erosão; têm serras (morros arredondados) e chapadas (topo plano, bordas íngremes, parecidas com uma mesa).
Planícies: superfícies planas, feitas de rochas sedimentares, onde os sedimentos se depositam (perto de rios, lagos e no litoral).
Depressões: áreas mais baixas que as ao redor. São absolutas quando ficam abaixo do nível do mar e relativas quando ficam acima dele.
Montanhas: as formas mais altas, com encostas íngremes, picos definidos e vales profundos.
Exemplo
A Planície Amazônica, no Amazonas, é formada por sedimentos depositados pelos rios.
4.2Relevo submarino
Plataforma continental: começa na costa e desce suavemente até cerca de 200 m; é rica em petróleo e peixes.
Talude continental: descida bem inclinada logo depois da plataforma.
Planície abissal: região extensa e quase plana, com cerca de 4 000 m de profundidade; suas elevações que saem da água formam ilhas.
Fossas oceânicas: as partes mais profundas, formadas no encontro de duas placas.
Cordilheiras oceânicas: montanhas submarinas formadas por vulcanismo e tectonismo, onde as placas se afastam.
Exemplo
A Fossa das Marianas, no Pacífico, é a mais profunda conhecida: cerca de 11 500 m.
5Altitude, curvas de nível e perfil topográfico
Altitude é a medida vertical de um ponto da superfície a partir do nível do mar (altitude zero). Nos mapas, ela costuma ser mostrada por cores diferentes.
As curvas de nível são linhas imaginárias no mapa que ligam todos os pontos que têm a mesma altitude. Quanto mais curvas juntas, mais inclinado é o terreno.
O perfil topográfico é um desenho do relevo visto de frente, feito a partir de um corte no mapa. Ele ajuda a enxergar como o terreno sobe e desce.
Exemplo
Numa montanha, cada curva de nível marca uma altura: 20 m, 40 m, 60 m... até o topo.
Toque em Exercícios para praticar o conteúdo.
Exercícios
Selecione, verifique e veja a resposta quando quiser. Tudo fica salvo neste iPad.
Relevo e sua constituição (rochas, minerais e formação do solo)
1Múltipla escolha
O relevo é o desenho do terreno: ele pode ser plano, montanhoso ou íngreme. Esse desenho pode aparecer em rochas ou coberto por solo. Assinale a alternativa que define corretamente o que são rochas.
Resposta
Alternativa b) São agrupamentos de um ou mais minerais consolidados que formam a crosta terrestre.
Resolução passo a passo
As rochas são pedaços sólidos formados pela junção de um ou mais minerais. Elas são o material que forma a crosta terrestre, ou seja, a casca do nosso planeta.
Agora vamos ver por que as outras alternativas estão erradas.
A letra a descreve a matéria orgânica (restos de plantas e animais), que faz parte do solo, e não da definição de rocha.
A letra c fala de grãos soltos de areia. A areia vem da quebra das rochas, mas grãos soltos não são uma rocha inteira.
A letra d fala de gelo acumulado dentro do planeta, o que não existe: no interior da Terra o material é muito quente.
Por isso, a resposta certa é a letra b.
2Dissertativo
Coloque os fatos a seguir na ordem correta em que acontecem na formação do solo, escrevendo os números de 1 a 4. ( ) As partículas se misturam a restos de plantas e de animais. ( ) A rocha sofre a ação da água, do vento, do gelo e dos seres vivos. ( ) Forma-se o solo, que pode receber vegetação. ( ) A rocha se fragmenta em pedaços cada vez menores.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
( 3 ) As partículas se misturam a restos de plantas e de animais. / ( 1 ) A rocha sofre a ação da água, do vento, do gelo e dos seres vivos. / ( 4 ) Forma-se o solo, que pode receber vegetação. / ( 2 ) A rocha se fragmenta em pedaços cada vez menores.
Resolução passo a passo
Vamos pensar na história da formação do solo do começo ao fim.
Passo 1: tudo começa com a rocha exposta. A água, o vento, o gelo e os seres vivos começam a atacar essa rocha. Esse desgaste se chama intemperismo.
Passo 2: com o tempo, a rocha se quebra em pedaços cada vez menores, virando grãos bem pequenos (partículas).
Passo 3: esses grãos se misturam com restos de plantas e de animais em decomposição, a chamada matéria orgânica.
Passo 4: dessa mistura nasce o solo, que já pode receber plantas.
Por isso a ordem é: 3, 1, 4, 2, na sequência em que as frases aparecem no exercício.
3Verdadeiro ou falso
Marque V para verdadeiro e F para falso sobre a formação do relevo e do solo. Depois, corrija as afirmações falsas.
a)A formação do solo é um processo que já terminou e não acontece mais hoje.
b)O tipo de rocha que forma o solo influencia as características desse solo.
c)O clima, com sua umidade e temperatura, é um dos fatores que explicam a variedade de solos.
d)Todo relevo é sempre coberto por solo, nunca por rocha exposta.
Resposta
a) F – A formação do solo continua acontecendo hoje, é um processo lento e sem fim. b) V. c) V. d) F – Nem todo relevo tem solo: existem lugares com rocha exposta, como paredões e morros rochosos (o Pão de Açúcar, por exemplo).
Resolução passo a passo
a) Falsa. A formação do solo é um processo contínuo. Neste exato momento, a chuva e o vento estão desgastando rochas em algum lugar do mundo. Correção: A formação do solo é um processo lento que continua acontecendo hoje.
b) Verdadeira. O solo nasce da quebra da rocha. Se a rocha é rica em certos minerais, o solo também será. Por isso, o tipo de rocha influencia a cor, a textura e a fertilidade do solo.
c) Verdadeira. O clima é um fator importante. Onde chove muito e faz calor, as rochas se desgastam mais rápido. Climas diferentes geram solos diferentes.
d) Falsa. Em muitos lugares a rocha aparece nua, sem cobertura de solo, como nos morros do Rio de Janeiro e em encostas muito íngremes. Correção: O relevo pode estar coberto por solo ou ter a rocha exposta.
Tipos de solo
4Múltipla escolha
Um agricultor precisa de um solo bem drenado, fértil e rico em húmus (matéria orgânica em decomposição) para plantar hortaliças. Qual tipo de solo ele deve escolher?
Resposta
Alternativa c) Humífero.
Resolução passo a passo
O agricultor pediu três coisas: solo bem drenado, fértil e rico em húmus. Húmus é a matéria orgânica (restos de plantas e animais) já decomposta.
O solo que tem muito húmus é justamente o solo humífero. Ele é escuro, poroso e muito fértil, ótimo para hortaliças.
Agora as outras opções: o arenoso deixa a água escorrer rápido demais e tem poucos nutrientes. O rochoso é raso e cheio de pedras, quase não dá para plantar.
O argiloso segura água em excesso porque é pouco permeável, então não é "bem drenado" como o agricultor queria.
Resposta certa: letra c.
5Dissertativo
Relacione cada tipo de solo à sua característica principal, escrevendo a letra correta. (A) Arenoso ( ) Bastante raso, típico de regiões secas ou íngremes, com fragmentos de rocha à vista. (B) Argiloso ( ) Rico em matéria orgânica em decomposição, poroso e muito fértil. (C) Humífero ( ) De consistência fina, pouco permeável, retém água e sais minerais. (D) Rochoso ( ) Granuloso e muito permeável, deixa a água escorrer rápido.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
(D) Rochoso – bastante raso, com fragmentos de rocha à vista. (C) Humífero – rico em matéria orgânica, poroso e fértil. (B) Argiloso – fino, pouco permeável, retém água e sais minerais. (A) Arenoso – granuloso e muito permeável.
Resolução passo a passo
Vamos analisar uma característica de cada vez.
1ª frase: "raso, típico de regiões secas ou íngremes, com fragmentos de rocha à vista". Se a rocha aparece, é o solo rochoso → letra (D).
2ª frase: "rico em matéria orgânica em decomposição, poroso e muito fértil". Matéria orgânica decomposta é o húmus, então é o solo humífero → letra (C).
3ª frase: "consistência fina, pouco permeável, retém água e sais minerais". Grãos finos que grudam e seguram água indicam o solo argiloso → letra (B).
4ª frase: "granuloso e muito permeável, a água escorre rápido". Grãos grandes e soltos são do solo arenoso → letra (A).
Ordem final das letras nos parênteses: D, C, B, A.
6Verdadeiro ou falso
Marque V para verdadeiro e F para falso.
a)O solo argiloso é pouco permeável porque tem partículas muito finas.
b)O solo arenoso guarda muita água por causa dos seus grãos grandes.
c)O solo rochoso é típico de áreas do sertão brasileiro.
d)A classificação dos solos pode mudar conforme os critérios usados, como o tipo e o tamanho dos grãos.
Resposta
a) V; b) F; c) V; d) V.
Resolução passo a passo
a) Verdadeira. No solo argiloso os grãos são muito pequenos e ficam bem juntinhos. Quase não sobra espaço, então a água tem dificuldade de passar: ele é pouco permeável.
b) Falsa. É o contrário. No solo arenoso, os grãos grandes deixam espaços largos e a água escorre rápido. Por isso ele guarda pouca água. Correção: O solo arenoso guarda pouca água porque seus grãos grandes deixam a água escorrer.
c) Verdadeira. O solo rochoso aparece em áreas secas e em encostas íngremes, e o sertão brasileiro tem muitas dessas áreas, com rocha à mostra.
d) Verdadeira. Existem várias formas de classificar solos. Os critérios podem ser o tipo de grão, o tamanho do grão, a cor ou a quantidade de matéria orgânica.
Agentes construtores do relevo – forças internas (endógenas)
7Múltipla escolha
As forças internas (endógenas) vêm de dentro do planeta e constroem formas do relevo. Assinale a alternativa que apresenta apenas exemplos dessas forças.
Resposta
Alternativa b) Vulcanismo e tectonismo.
Resolução passo a passo
As forças internas (ou endógenas) nascem dentro da Terra, no calor e no movimento do interior do planeta. Elas constroem o relevo: levantam montanhas, criam ilhas e abrem falhas.
O vulcanismo é a saída de magma (rocha derretida) para a superfície. O tectonismo é o movimento das placas da crosta terrestre. Os dois vêm de dentro: por isso a letra b está certa.
As outras alternativas trazem chuva, vento, ondas, raízes, geada e enxurrada. Todos esses são forças externas (exógenas), pois agem por fora, desgastando o relevo.
Resposta: letra b.
8Dissertativo
Explique, com suas palavras, o que são dobramentos e o que são falhas no relevo. Diga qual tipo de força é responsável por eles.
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Resposta
Dobramentos são "dobras" nas camadas de rocha, que se enrugam e se elevam formando montanhas. Falhas são rachaduras ou quebras nas rochas, em que os blocos escorregam e mudam de nível. Ambos são causados pelas forças internas (endógenas), principalmente pelo tectonismo, ou seja, pelo movimento das placas tectônicas.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Pense num pedaço de tapete. Se você empurra as duas pontas de um tapete, ele enruga e forma ondas. É isso que acontece com as camadas de rocha quando as placas se empurram: elas se dobram. Essas dobras são os dobramentos, e é assim que nascem grandes cadeias de montanhas.
Passo 2 – Pense agora numa barra de chocolate. Se você força demais, ela não dobra: ela quebra. Rochas mais duras fazem o mesmo. A rachadura formada é a falha, e os blocos de rocha podem subir ou descer por ali.
Passo 3 – Diga quem é o responsável. Tanto dobramentos quanto falhas são obra das forças internas, em especial do tectonismo, que é o movimento das placas tectônicas.
Passo 4 – Conclua. Dobramento = rocha que enruga. Falha = rocha que quebra e desliza.
9Dissertativo
Quando uma placa oceânica choca-se com uma placa continental, ocorre um fenômeno chamado subducção. Descreva o que acontece nesse momento e cite uma forma do relevo que pode surgir desse encontro.
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Resposta
Na subducção, a placa oceânica, que é mais densa (mais pesada), mergulha por baixo da placa continental e afunda em direção ao interior da Terra, onde derrete. A borda do continente é comprimida e se enruga. Desse encontro podem surgir cadeias de montanhas (como a cordilheira dos Andes), vulcões e, no mar, fossas oceânicas.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Entenda a palavra.Sub quer dizer "embaixo". Na subducção, uma placa passa por baixo da outra.
Passo 2 – Veja quem afunda. A placa oceânica é feita de rochas mais densas, ou seja, mais pesadas. Por isso ela mergulha sob a placa continental, que é mais leve.
Passo 3 – Veja o que acontece com o continente. Como as placas se empurram com muita força, as camadas de rocha da borda do continente se dobram e sobem. Também há terremotos, e o material derretido lá embaixo pode voltar como magma.
Passo 4 – Cite as formas do relevo. Nascem cadeias de montanhas (o melhor exemplo é a cordilheira dos Andes), além de vulcões e de fossas oceânicas bem fundas no local do mergulho.
Forças externas (exógenas) – intemperismo
10Múltipla escolha
No deserto, a temperatura é muito alta de dia e cai bastante à noite. Com isso, as rochas se expandem e se contraem, até rachar. Esse é um exemplo de qual tipo de intemperismo?
Resposta
Alternativa c) Intemperismo físico.
Resolução passo a passo
O intemperismo é o conjunto de processos que desgasta e quebra as rochas onde elas estão.
No caso do deserto, o que muda é a temperatura. De dia o calor faz a rocha inchar (dilatar); de noite o frio faz ela encolher (contrair). De tanto inchar e encolher, ela racha.
Como a rocha só se quebra em pedaços menores, sem mudar sua composição química, esse é o intemperismo físico (também chamado de mecânico).
Não é químico, pois nenhum mineral foi dissolvido; não é biológico, pois nenhum ser vivo participou; e não é erosão fluvial, que é o trabalho dos rios. Resposta: letra c.
11Dissertativo
Observe a situação: uma árvore cresce sobre um bloco de rocha e suas raízes entram pelas fendas, quebrando a rocha em pedaços menores. Identifique o tipo de intemperismo e explique como o processo acontece.
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Resposta
É o intemperismo biológico. A semente germina em uma fenda da rocha; conforme a planta cresce, suas raízes engrossam e empurram as paredes da fenda para os lados, como uma cunha. Com o tempo, essa pressão aumenta a rachadura e quebra a rocha em pedaços menores. Raízes também liberam substâncias que ajudam a decompor os minerais.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Veja quem está agindo. Quem quebra a rocha é uma árvore, ou seja, um ser vivo. Por isso o processo é o intemperismo biológico.
Passo 2 – Descreva o início. Uma semente cai numa fenda da rocha, encontra um pouco de água e de terra e germina ali.
Passo 3 – Descreva a força. À medida que a planta cresce, as raízes ficam mais grossas e empurram as paredes da fenda. Elas funcionam como uma cunha, alargando a rachadura pouco a pouco.
Passo 4 – Descreva o resultado. Depois de anos, a pressão parte a rocha em blocos menores. As raízes ainda soltam ácidos que ajudam a decompor os minerais, misturando o intemperismo biológico com o químico.
Outros seres vivos fazem coisas parecidas: liquens, fungos, minhocas e até formigas.
12Verdadeiro ou falso
Marque V para verdadeiro e F para falso sobre o intemperismo.
a)O intemperismo é um conjunto de processos que decompõem ou fragmentam as rochas.
b)O tipo de rocha não interfere na velocidade do intemperismo.
c)Em terrenos muito inclinados, a água fica pouco tempo em contato com a rocha e causa menor impacto.
d)Em regiões muito frias, a água que entra nas fissuras congela, aumenta de volume e racha a rocha.
Resposta
a) V; b) F; c) V; d) V.
Resolução passo a passo
a) Verdadeira. Essa é justamente a definição de intemperismo: o conjunto de processos que decompõem (transformam) ou fragmentam (quebram) as rochas no lugar onde elas estão.
b) Falsa. O tipo de rocha importa muito. Rochas mais macias, como o calcário, se desgastam mais depressa do que rochas duras, como o granito. Correção: O tipo de rocha interfere sim na velocidade do intemperismo.
c) Verdadeira. Em terrenos íngremes a água escorre rápido e fica pouco tempo em contato com a rocha, então o desgaste químico é menor. Em terrenos planos ela se acumula e age por mais tempo.
d) Verdadeira. Esse é o famoso congelamento da água: ao virar gelo, a água aumenta de volume dentro das fissuras e empurra as paredes da rocha até rachá-la. É um caso de intemperismo físico.
Forças externas (exógenas) – erosão
13Múltipla escolha
A erosão é o transporte do material já desgastado pelo intemperismo. Assinale a alternativa que apresenta corretamente as três etapas desse conjunto de processos.
Resposta
Alternativa a) Retirada, transporte e deposição de sedimentos.
Resolução passo a passo
A erosão trabalha em três etapas, sempre nesta ordem.
1) Retirada: a água, o vento ou o gelo arrancam o material já solto pelo intemperismo. Esse material recebe o nome de sedimentos.
2) Transporte: os sedimentos são carregados para outro lugar, às vezes por quilômetros de distância.
3) Deposição: quando a força enfraquece, o material é largado e se acumula, formando praias, dunas e planícies.
As outras alternativas falam de formação de rochas magmáticas (b), de forças internas (c) e do ciclo da água (d). Resposta: letra a.
14Múltipla escolha
Uma notícia informa que grandes crateras se abriram em uma área de pastagem sem cobertura vegetal, depois de fortes chuvas. Qual tipo de erosão está descrito e como essas crateras são chamadas?
Resposta
Alternativa b) Erosão pluvial; voçorocas ou ravinas.
Resolução passo a passo
A notícia fala em fortes chuvas e em solo sem cobertura vegetal. Chuva, em Geografia, se relaciona à erosão pluvial (pluvial vem de chuva).
Sem plantas para segurar o solo, a água escorre com força e vai abrindo sulcos no terreno. Os sulcos pequenos são as ravinas.
Se a água continuar cavando e chegar até o lençol freático, o buraco vira uma cratera enorme chamada voçoroca.
As outras alternativas erram o agente: dunas vêm do vento, falésias vêm do mar e foz é a parte final de um rio. Resposta: letra b.
15Dissertativo
Em uma cidade, casas foram construídas em uma encosta de morro depois da retirada de toda a mata. Nas chuvas seguintes, houve deslizamento de terra. Explique por que esse caso é um exemplo de erosão antrópica e proponha duas ações que poderiam ter evitado o desastre.
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Resposta
É erosão antrópica porque foi causada pela ação humana: as pessoas retiraram a mata da encosta e construíram casas ali, deixando o solo desprotegido e instável. Sem as raízes para segurar a terra, a chuva encharcou e arrastou o solo, provocando o deslizamento. Duas ações que poderiam ter evitado o desastre: (1) manter a vegetação da encosta ou replantá-la; (2) não permitir construções em áreas de risco, ou fazer obras de contenção (muros de arrimo, escadas de drenagem para escoar a água da chuva).
Resolução passo a passo
Passo 1 – Entenda a palavra.Antrópico quer dizer "relacionado ao ser humano". Então erosão antrópica é a erosão causada ou acelerada pelas pessoas.
Passo 2 – Encontre a ação humana no caso. Duas coisas foram feitas: retirar toda a mata e construir casas na encosta. As duas mudaram o equilíbrio natural do morro.
Passo 3 – Explique o efeito. As raízes das plantas funcionam como uma rede que segura o solo e ajudam a água a entrar devagar na terra. Sem elas, a chuva escorre rápido, encharca o solo e o material desliza morro abaixo.
Passo 4 – Proponha soluções. Ação 1: manter ou replantar a vegetação da encosta. Ação 2: evitar construir em áreas de risco e, quando já existem casas, fazer obras de contenção e canais de drenagem para a água da chuva.
Uma terceira ideia válida: fiscalização da prefeitura e mapeamento das áreas de risco.
Estrutura geológica
16Múltipla escolha
Em qual estrutura geológica é mais comum encontrar jazidas de combustíveis fósseis, como o carvão mineral e o petróleo?
Resposta
Alternativa b) Bacias sedimentares.
Resolução passo a passo
Os combustíveis fósseis, como o carvão mineral e o petróleo, se formam a partir de restos de seres vivos (plantas e animais) que ficaram soterrados por milhões de anos.
Esses restos só se acumulam onde há deposição de camadas e camadas de sedimentos. É exatamente isso que acontece nas bacias sedimentares: antigas áreas rebaixadas que foram preenchidas por sedimentos e matéria orgânica.
Já os escudos cristalinos têm rochas magmáticas e metamórficas, ricas em minérios metálicos (ferro, ouro), e não em petróleo.
Dobramentos modernos são cadeias de montanhas recentes, e fossas oceânicas são formas do relevo submarino, não estruturas geológicas onde se procura carvão. Resposta: letra b.
17Dissertativo
Explique por que o Brasil não possui dobramentos modernos em seu território. Use, na sua resposta, a ideia de posição em relação à Placa Sul-Americana.
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Resposta
Porque o Brasil está no meio da Placa Sul-Americana, longe das bordas onde as placas se chocam. Os dobramentos modernos só se formam nos limites entre placas, onde há choque e compressão das rochas — no caso da América do Sul, isso acontece na borda oeste, onde surgiu a cordilheira dos Andes. Como o território brasileiro fica na parte central e estável da placa, aqui não há dobramentos modernos, nem vulcões ativos, nem terremotos fortes.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Lembre como nascem os dobramentos modernos. Eles surgem quando duas placas tectônicas se chocam e as camadas de rocha se enrugam, formando montanhas altas e jovens.
Passo 2 – Veja onde isso acontece. Só nas bordas das placas. É lá que existe pressão suficiente para dobrar as rochas.
Passo 3 – Localize o Brasil. O Brasil fica na porção central da Placa Sul-Americana, bem longe das bordas. Essa parte central é chamada de área estável.
Passo 4 – Compare com os vizinhos. Chile, Peru, Bolívia e Equador ficam na borda oeste da placa, onde a Placa de Nazca mergulha por baixo. Por isso eles têm a cordilheira dos Andes, vulcões e terremotos, e o Brasil, não.
Conclusão: no Brasil só há escudos cristalinos e bacias sedimentares, estruturas antigas e estáveis.
18Calcule
A geologia brasileira é formada por cerca de 64% de bacias sedimentares e 36% de escudos cristalinos. Se o território do Brasil tem aproximadamente 8 500 000 km², qual é a área aproximada ocupada pelas bacias sedimentares? Mostre o cálculo.
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Resposta
Aproximadamente 5 440 000 km². Cálculo: 8 500 000 × 64 ÷ 100 = 5 440 000 km².
Resolução passo a passo
Passo 1 – Entenda a porcentagem. Dizer que 64% do território é de bacias sedimentares significa que, de cada 100 partes do Brasil, 64 são bacias sedimentares.
Passo 2 – Descubra quanto vale 1%. Basta dividir a área total por 100: 8 500 000 ÷ 100 = 85 000 km²
Passo 3 – Multiplique por 64. 85 000 × 64 = 5 440 000 km²
Passo 4 – Confira com a outra parte. Os 36% de escudos cristalinos dariam 85 000 × 36 = 3 060 000 km². Somando: 5 440 000 + 3 060 000 = 8 500 000 km². Bateu com o total, então a conta está certa.
Resposta: as bacias sedimentares ocupam cerca de 5 440 000 km².
Formas do relevo continental
19Múltipla escolha
Uma elevação de terreno com o topo plano e bordas com declives acentuados, parecendo uma mesa, recebe o nome de
Resposta
Alternativa b) chapada.
Resolução passo a passo
A pista principal é "topo plano" e "bordas com declives acentuados", ou seja, um relevo parecido com uma mesa.
Esse tipo de elevação se chama chapada. Ela é um tipo de planalto com o topo bem aplainado e paredões nas laterais.
A serra também é uma elevação, mas tem topos irregulares, pontudos ou arredondados, não planos.
A planície é uma área baixa e plana, sem esses paredões, e a depressão absoluta fica abaixo do nível do mar.
Exemplos brasileiros: Chapada Diamantina (BA), Chapada dos Guimarães (MT) e Chapada dos Veadeiros (GO). Resposta: letra b.
20Verdadeiro ou falso
Marque V para verdadeiro e F para falso e corrija as falsas.
a)As montanhas são as formas de relevo mais altas, com encostas íngremes e picos bem definidos.
b)Os planaltos sofrem predominantemente processos de erosão e têm altitude maior que as áreas vizinhas.
c)As serras são elevações com o topo totalmente plano, como uma mesa.
d)As planícies costumam aparecer perto de grandes rios, lagos e no litoral.
Resposta
a) V; b) V; c) F; d) V.
Resolução passo a passo
a) Verdadeira. As montanhas são as formas mais altas do relevo, com encostas íngremes e picos bem marcados. Exemplos: os Andes e o Himalaia.
b) Verdadeira. Nos planaltos predomina a erosão, isto é, a retirada de material. Eles são mais altos que as áreas vizinhas e têm topo mais ou menos aplainado.
c) Falsa. Quem tem topo plano como uma mesa é a chapada. As serras têm topos irregulares, formando um conjunto de morros e picos. Correção: As serras são elevações com topos irregulares; quem tem o topo plano é a chapada.
d) Verdadeira. As planícies aparecem perto de rios, lagos e no litoral, justamente porque nesses lugares a água deposita os sedimentos que trouxe.
Formas do relevo submarino
21Múltipla escolha
Um navio pesqueiro trabalha em uma área do fundo do mar que começa na costa, desce em declive suave até cerca de 200 metros de profundidade e concentra muitos recursos, como o petróleo. Essa área é a
Resposta
Alternativa c) plataforma continental.
Resolução passo a passo
As pistas do enunciado são: começa na costa, tem declive suave e vai até cerca de 200 metros de profundidade.
Essa parte rasa do fundo do mar, que é a continuação do continente debaixo d'água, é a plataforma continental.
Como ali a luz do sol ainda chega e há muitos nutrientes, a vida marinha é abundante — por isso é a área preferida da pesca. Também é onde se encontram grandes reservas de petróleo, como as da Bacia de Campos.
As outras opções são bem mais fundas: a fossa oceânica passa de 10 000 m, a planície abissal fica em torno de 4 000 m e a cordilheira oceânica é uma cadeia de montanhas no meio do oceano. Resposta: letra c.
Altitude, curvas de nível e perfil topográfico
22Dissertativo
Observe a descrição de duas montanhas representadas por curvas de nível: na montanha A, as linhas estão muito próximas umas das outras; na montanha B, as linhas estão bem espaçadas. Qual das duas tem as encostas mais íngremes? Justifique.
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Resposta
A montanha A tem as encostas mais íngremes. Quando as curvas de nível estão bem próximas umas das outras, significa que o terreno ganha muita altitude em pouca distância, ou seja, sobe rápido. Já na montanha B, com linhas espaçadas, o terreno sobe aos poucos, formando encostas suaves.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Lembre a regra. Entre duas curvas de nível vizinhas existe sempre a mesma diferença de altura (por exemplo, 100 metros).
Passo 2 – Analise a montanha A. As linhas estão coladas. Isso quer dizer que, andando poucos metros na horizontal, você já subiu 100 metros. É uma subida forte: encosta íngreme.
Passo 3 – Analise a montanha B. As linhas estão longe umas das outras. Você precisa caminhar bastante para subir os mesmos 100 metros. É uma encosta suave.
Passo 4 – Responda. A montanha A é a mais íngreme. Guarde a dica: curvas juntas = terreno inclinado; curvas afastadas = terreno mais plano.
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