Capítulo 10 – Aspectos naturais e a formação de sociedades
Resumo completo
Capítulo 10 – Aspectos naturais e a formação de sociedades
Resumo completo
1Abertura: cidades que nasceram e morreram por causa da natureza
O capítulo começa com duas cidades abandonadas. Elas mostram que a natureza pode ajudar ou atrapalhar a vida das pessoas em um lugar.
A primeira é Craco, no sul da Itália. Ela foi construída no século VIII a.C. no topo de uma colina, um ponto estratégico: dali dava para ver longe e se defender de inimigos.
Mesmo assim, Craco sofreu com catástrofes, epidemias, guerras, falta de alimentos e terremotos que causaram deslizamentos. Aos poucos, todo mundo foi embora. Hoje ela está deserta, é patrimônio cultural mundial e vive do turismo.
A segunda é Kolmanskop, no deserto da Namíbia (África), erguida por volta de 1908 para abrigar quem explorava diamantes. Quando as jazidas acabaram, as pessoas foram embora e, em 1956, a cidade já estava vazia. Hoje as casas estão tomadas pela areia do deserto e viraram atração turística.
A lição das duas histórias é a mesma: os seres humanos transformam o ambiente e se adaptam a ele para sobreviver, mas a natureza também interfere no destino das cidades.
Exemplos
Craco: a colina foi uma vantagem (defesa e visão ampla), mas os terremotos e deslizamentos foram a desvantagem que esvaziou a cidade.
Kolmanskop: o recurso natural (diamante) atraiu moradores; quando o recurso acabou, a cidade acabou junto.
Comparando Craco e Kolmanskop
Item
Craco
Kolmanskop
Onde fica
Sul da Itália (Europa)
Deserto da Namíbia (África)
Quando surgiu
Século VIII a.C.
Por volta de 1908
Por que foi criada
Local estratégico no alto de uma colina (defesa)
Abrigar exploradores de diamantes
Por que foi abandonada
Catástrofes, epidemias, guerras, fome e terremotos
Esgotamento das jazidas de diamante
Situação hoje
Deserta, patrimônio cultural e ponto turístico
Tomada pela areia e ponto turístico
2Entendendo a adaptação humana em diferentes circunstâncias
Ao longo da história, as características do ambiente — relevo, hidrografia (os rios e as águas), clima e vegetação — influenciaram o modo como as pessoas se instalaram em cada lugar.
Em alguns lugares, essas características ajudaram a ocupação. Em outros, exigiram muito esforço e adaptação, ou seja, mudanças no jeito de viver (ou no próprio ambiente) para conseguir sobreviver ali.
Quando o ambiente é favorável, a sociedade cresce mais fácil. Quando é hostil, a vida fica difícil e cara, mas mesmo assim as pessoas podem ficar se houver algum interesse forte, como dinheiro ou trabalho.
Aspectos naturais que influenciam a ocupação
Aspecto natural
O que é
Como influencia
Relevo
As formas do terreno (morros, planícies, montanhas)
Colinas ajudam na defesa; encostas íngremes trazem risco de deslizamento
Hidrografia
Os rios, lagos e águas do lugar
Água para beber, pescar, plantar e transportar mercadorias
Clima
Temperatura, chuva, frio ou calor de uma região
Frio extremo ou seca dificultam a vida e exigem adaptações
Vegetação
As plantas que cobrem o lugar
Fornece alimento, madeira, material para casas e objetos
2.1Ambientes favoráveis: as cidades que nasceram perto dos rios
Os primeiros povoados do mundo surgiram às margens de grandes rios. Os vales desses rios eram férteis, ou seja, tinham terra boa para plantar.
Isso impulsionou a agricultura. Com o tempo, as técnicas agrícolas melhoraram, a produção aumentou e sobrou comida para comercializar (vender e trocar).
Um exemplo clássico é o Rio Nilo, no Egito. Ele serviu para a pesca, para o cultivo de alimentos e também para o transporte e o comércio de mercadorias, favorecendo a economia local.
Exemplos
Rio Tigre (Ásia) e Rio Eufrates (Ásia): vales férteis onde surgiram povoados antigos.
Rio Nilo (África): base da civilização egípcia — pesca, plantio, transporte e comércio.
Rio Amarelo (China): outro grande rio em cujas margens nasceram povoados antigos.
Rios que abrigaram os primeiros povoados
Rio
Continente/País
Importância
Tigre
Ásia
Vale fértil, agricultura
Eufrates
Ásia
Vale fértil, agricultura
Nilo
África (Egito)
Pesca, cultivo, transporte e comércio
Amarelo
China
Vale fértil, agricultura
2.2Ambientes difíceis: La Rinconada, a cidade mais alta do mundo
Nem sempre a natureza colabora. La Rinconada, na província de San Antonio de Putina, no Peru, é considerada a cidade mais alta do mundo.
Lá as condições são duras: neve, geada e frio extremo o ano todo, com temperatura média anual de pouco mais de 1 °C. Vivem cerca de 50.000 pessoas no local.
O problema piora por causa da ocupação desordenada (sem planejamento) e da falta de infraestrutura: não há água tratada e encanada, nem sistema de esgoto, nem coleta e tratamento de lixo.
Mesmo assim a cidade continua habitada, e até cresceu nas últimas décadas, por causa do extrativismo mineral — a retirada de ouro. Como o preço do ouro subiu, mais gente foi para lá. A maioria dos moradores, porém, é pobre, mora em barracas e não tem serviços essenciais.
Exemplos
Por que alguém mora num lugar tão frio? Porque a mineração de ouro oferece a chance de ganhar dinheiro. O atrativo econômico faz as pessoas aceitarem condições climáticas extremas e moradias precárias.
La Rinconada em números e características
Aspecto
Situação
Localização
San Antonio de Putina, Peru
Destaque
Cidade mais alta do mundo
Temperatura média anual
Pouco mais de 1 °C
População
Cerca de 50.000 pessoas
Problemas
Sem água tratada, sem esgoto, sem coleta de lixo, ocupação desordenada
Motivo da ocupação
Extrativismo mineral (garimpo de ouro)
2.3Conexão Brasil: o caso da Serra Pelada
O Brasil é um país enorme, com ambientes muito diferentes e grandes reservas de riquezas naturais na superfície e no subsolo. Por isso, aqui sempre aconteceu a febre do ouro: a migração súbita e em massa de trabalhadores para onde se descobre uma jazida.
Em 16 de dezembro de 1979, na Região Norte, o vaqueiro Sebastião Ferreira tomava banho no córrego Grota Rica quando viu umas "pedrinhas bonitas". Seu patrão, Genésio Ferreira da Silva, mandou uma amostra para a cidade de Marabá (Pará). Era ouro.
Em janeiro de 1980, a notícia se espalhou e cerca de mil garimpeiros chegaram na mesma semana. Em fevereiro já eram 25 mil homens no acampamento. No auge, a Serra Pelada teve 80 mil garimpeiros e virou o maior garimpo a céu aberto do mundo.
A maior parte dessas pessoas vinha da pobreza e sonhava em enriquecer de repente. É o mesmo padrão de La Rinconada: um recurso natural atrai uma multidão para uma área antes quase vazia.
Exemplos
Linha do tempo da Serra Pelada: 16/12/1979 → descoberta do ouro por Sebastião Ferreira; janeiro/1980 → chegam cerca de 1.000 garimpeiros; fevereiro/1980 → 25 mil homens; auge → 80 mil garimpeiros.
Semelhanças entre La Rinconada e Serra Pelada (resposta da atividade 1): 1) as duas ocupações cresceram por causa da extração de ouro; 2) nas duas os trabalhadores são/eram pobres e viviam em condições precárias, sem infraestrutura adequada.
Vantagens e desvantagens da exploração do ouro
Dimensão
Vantagens
Desvantagens
Econômica
Gera renda, empregos e movimenta o comércio da região
Riqueza acaba quando a jazida se esgota; cidades podem ser abandonadas
Social
Atrai pessoas em busca de trabalho e melhores condições
Moradias precárias, falta de serviços, trabalho perigoso e desigualdade
Ambiental
—
Desmatamento, poluição de rios com mercúrio, buracos e destruição do solo
2.4Para ir além: o sal-gema em Maceió (Alagoas)
Kolmanskop, La Rinconada e Serra Pelada cresceram por causa de minerais em áreas antes quase desabitadas. Em Maceió aconteceu o contrário: os bairros já eram habitados e urbanizados quando começou a extração de sal-gema.
O sal-gema é um mineral que fica em rochas a mais de mil metros de profundidade. Para tirá-lo é preciso perfurar a terra, e essa retirada pode deixar o terreno ao redor sem sustentação, fazendo o solo afundar.
O sal-gema é útil: serve para fabricar sabão, cloro, pasta de dente e bicarbonato de sódio. Mas a exploração causou o afundamento do solo em parte de Maceió. Até dezembro de 2023, mais de 60 mil pessoas tiveram de abandonar suas casas.
Exemplos
Produtos feitos com sal-gema: sabão, cloro, pasta de dente e bicarbonato de sódio.
Consequência em Maceió: bairros inteiros esvaziados por risco de afundamento do solo — um exemplo de como a ação humana sobre a natureza volta como problema para a sociedade.
3Diferentes conexões com a natureza
Assim como a adaptação é diferente em cada lugar, também são diferentes as formas de as sociedades se conectarem com os recursos da natureza.
Algumas sociedades dependem diretamente da mata e dos rios. Outras vivem em cidades e usam a natureza de um jeito mais indireto. Vamos conhecer três exemplos: os povos da floresta, os povos do Ártico e as sociedades urbanas.
Três formas de se relacionar com a natureza
Sociedade
Ambiente
Como usa a natureza
Povos da Floresta (ex.: Kuikuro)
Floresta e rios do Brasil
Vegetação para casas, objetos, rituais e alimentação; pesca e plantio
Povos do Ártico (inuítes)
Região polar, frio de até –50 °C
Neve para construir iglus; pele de animais para roupas; caça e pesca
Sociedades urbanas
Cidades
Ecovilas, ecobairros, energia solar, água da chuva, áreas verdes
3.1Povos da floresta brasileira
O Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) define os Povos da Floresta como grupos sociais que sabem usar os recursos naturais e que precisam diretamente de elementos da mata e dos rios para sobreviver.
Esse nome inclui tanto os povos nativos (indígenas) quanto as comunidades extrativistas, que têm uma relação profunda com a natureza ao redor.
Um destaque são os Kuikuro (ou cuicuros). Eles vivem nas aldeias Ipatse, Akuhugi e Lahatuá, no Parque Indígena do Xingu, em Mato Grosso, e formam a maior parcela de indígenas dessa região.
A vegetação é indispensável para eles: os recursos naturais entram na construção das casas, na confecção de objetos, nos rituais e na alimentação. As ocas, por exemplo, têm telhado feito de sapé, um tipo de capim.
Exemplos
O livro Kungatagohoha igei ngongoi ("Esta é a terra que nós plantamos") mostra os tipos de terra usados por esses povos: "mata alta", "terra boa" e "terra preta". A "mata alta" (ou Égepe) é descrita como o lugar de plantar milho, abóbora, algodão, batata-doce, cabaça, cana, banana, mamão e pimenta.
Atividade de V ou F (p. 101): é verdadeiro que os indígenas da Amazônia têm relação de dependência com a floresta e, ao usá-la, também garantem sua preservação. É falso dizer que eles não cuidam da floresta ou que sua identidade tem pouca ligação com os elementos naturais.
Usos da vegetação pelos Kuikuro
Uso
Exemplo
Moradia
Ocas com telhado de sapé (capim)
Objetos
Utensílios e artesanato feitos com material da mata
Os povos do Ártico vivem no extremo norte do planeta e são conhecidos por se adaptarem ao frio intenso. Os invernos podem chegar a –50 °C e o gelo do solo é considerado perpétuo, ou seja, quase não derrete durante o ano.
Para enfrentar esse clima, essas comunidades criaram técnicas usando o que a natureza oferece. Uma delas é o iglu, abrigo criado pelos indígenas esquimós do Canadá, Alasca e Groenlândia, também chamados de inuítes.
O iglu é uma estrutura arredondada de gelo. A neve é recolhida, compactada e cortada em blocos. O formato redondo faz a neve escorrer por fora, deixando as paredes mais grossas e resistentes. Ele deixa a luz entrar e conserva o calor por dentro — calor que vem dos agasalhos, de fogueiras ou de lâmpadas.
As roupas também são adaptação: tecidos impermeáveis forrados com pele de animais. Hoje a maioria dos inuítes mora em casas comuns, mas ainda usa o iglu durante a caça, e a técnica de construção passa de pais para filhos como parte da cultura.
Exemplos
Passo a passo do iglu: 1) recolher a neve do ambiente; 2) compactar a neve; 3) cortar em blocos; 4) montar a estrutura arredondada; 5) aquecer o interior com agasalhos, fogueira ou lâmpada.
Adaptações dos povos do Ártico
Adaptação
Material da natureza
Função
Iglu
Neve compactada em blocos
Abrigar caçadores e pescadores, conservar o calor e deixar entrar luz
Roupas
Tecido impermeável e pele de animais
Aquecer o corpo e garantir a sobrevivência no frio
Caça e pesca
Animais da região
Alimento e matéria-prima
3.3Sociedades urbanas
Quem mora na cidade não se liga à natureza de forma tão integrada quanto os povos originários, mas também interage com ela: usa seus recursos para sobreviver.
Nas últimas décadas surgiram as ecovilas e os ecobairros, espaços criados para aproximar as pessoas dos elementos naturais. Neles o estilo de vida é mais sustentável: energias renováveis (como a solar), alimentos orgânicos e casas feitas com madeira reflorestada e material reciclado. Assim, o impacto no meio ambiente é menor.
Um exemplo é o ecobairro Bedzed, em Londres. São cerca de 100 casas onde a iluminação e o aquecimento vêm da energia solar; os moradores aproveitam a água da chuva e cultivam jardins comunitários com alimentos e flores. As portas e janelas de vidro deixam entrar a luz do dia, então a luz elétrica só é usada à noite.
Outra forma de aproximar a cidade da natureza é a conservação de áreas verdes: manter cobertura vegetal dentro do espaço urbano. Jardins botânicos, parques, florestas urbanas, unidades de conservação (UC) e áreas de preservação permanente (APP) são exemplos. Elas dão lazer, melhoram a qualidade de vida e ajudam no equilíbrio ambiental.
Exemplos
Bedzed (Londres): energia solar para luz e aquecimento, reaproveitamento da água da chuva, jardins comunitários e janelas de vidro que reduzem o uso de luz elétrica.
Parque Nacional da Tijuca (Rio de Janeiro): floresta urbana que preserva a vegetação nativa e oferece trilhas, escalada, voo livre e áreas de piquenique.
Almere (Países Baixos) – atividade da p. 93: o recurso natural usado é a energia solar, captada por uma ilha de painéis solares que alimenta o sistema de aquecimento da cidade nos meses frios (2 °C a 7 °C). Outra forma de a população urbana ficar perto da natureza é conservar áreas verdes, como parques, jardins botânicos e florestas urbanas.
Práticas sustentáveis nas cidades
Prática
O que é
Benefício
Energia solar
Painéis que transformam a luz do sol em energia
Economia de energia e menos poluição
Água da chuva
Captação para usos domésticos
Economiza água tratada
Materiais reciclados e madeira reflorestada
Construção com menos impacto
Reduz desmatamento e lixo
Áreas verdes (parques, UC, APP)
Espaços com vegetação dentro da cidade
Lazer, qualidade de vida e equilíbrio ambiental
3.4Atividade: a seca do Rio Negro e os povos da Amazônia
Em outubro de 2023, Manaus registrou a pior seca em mais de cem anos, e a prefeitura decretou emergência ainda no mês anterior. Mais de 600 mil pessoas foram afetadas.
A seca isolou cidades, causou escassez de produtos, racionamento de energia e preços altos de alimentos. As comunidades que dependem da pesca e dos rios para se locomover foram as mais ameaçadas.
A Apiam (Articulação das Populações e Povos Indígenas do Amazonas), que representa mais de 60 Povos da Floresta, pediu que os governos declarem emergência climática por causa da vulnerabilidade dos povos indígenas e das populações tradicionais.
Exemplos
Resposta da questão 1a: o Rio Negro é essencial para os povos nativos porque fornece água, peixes para a alimentação e serve de caminho para o transporte entre comunidades.
Resposta da questão 1b: com a seca, os povos ficam isolados, sem peixe e sem transporte, faltam alimentos e produtos; a biodiversidade também sofre, pois peixes e outros animais morrem e a vegetação das margens é prejudicada.
4Natureza e formação da identidade
Por que muitas pessoas não querem sair do lugar onde moram, mesmo com guerras, problemas sociais ou catástrofes naturais? As razões vão da falta de dinheiro para se mudar até as ligações afetivas com o lugar e com as pessoas.
Quando os grupos humanos ocupam um território, eles constroem sua identidade ligada a esse lugar, porque as memórias e vivências ficam associadas a ele. Aspectos naturais (relevo, hidrografia, vegetação), construções, cultura e relações humanas formam um senso de pertencimento.
Esse sentimento coletivo se chama identidade cultural. Ela é o autorreconhecimento de uma pessoa como parte de uma organização social e reúne o que distingue um povo dos outros: artes, linguagens, religiões, leis, tradições e regras de convivência.
Mesmo assim, muita gente migra em busca de melhor qualidade de vida. Quem migra costuma levar consigo as tradições do lugar de origem, para manter a identidade e amenizar a saudade. Assim cria novas relações com o espaço que passa a ocupar.
Exemplos
Chinatown, em Londres: bairro ocupado por imigrantes chineses que concentra elementos da cultura chinesa.
Técnica do enxaimel: construção milenar trazida ao Brasil pelos imigrantes alemães a partir do século XIX. Aparece em Celle (Alemanha) e em Blumenau (Brasil).
Resposta da atividade (p. 95): os imigrantes inserem elementos culturais de seus países nos bairros onde moram para manter viva a sua identidade cultural, diminuir a saudade da terra natal e transmitir suas tradições às novas gerações.
Conceitos importantes desta seção
Conceito
Significado
Exemplo
Identidade cultural
Sentimento coletivo de pertencer a um grupo, com artes, línguas, religiões e tradições próprias
Bairro Chinatown, em Londres
Nacionalidade
Grupo social unido pela mesma origem histórica, língua, tradições e interesses comuns
Cantar o hino do país e vestir as cores da bandeira
Pertencimento
Sentir-se parte de um lugar por causa das memórias e vivências
Não querer sair da cidade natal mesmo com dificuldades
Migração
Deslocamento para outra cidade, região ou país
Alemães que vieram ao Brasil no século XIX e trouxeram o enxaimel
5Desastres naturais e ação humana
Com o crescimento das sociedades, as pessoas ocuparam regiões muito diferentes e as transformaram. Por isso, passaram a sentir mais de perto as consequências dos fenômenos da natureza.
Um desastre natural acontece quando um fenômeno natural provoca consequências negativas para as pessoas. Ou seja: o fenômeno em si é natural; o desastre existe porque há gente sendo prejudicada.
Inundações, incêndios florestais e deslizamentos de grandes massas de terra são eventos comuns na natureza, mas impactam diretamente os lugares habitados. As áreas mais afetadas costumam ser as de ocupação irregular e não planejada e as de maior concentração de população.
Nem todo desastre é causado pela ação humana, mas a intensidade pode ser agravada por práticas como o desmatamento, a poluição e a construção de moradias em áreas de risco.
O conhecimento científico ajuda a prever e reduzir danos. Existem materiais que evitam a propagação de incêndios e sistemas de prevenção contra terremotos que diminuem os prejuízos.
Exemplos
Deslizamento em São Sebastião (SP): a construção de moradias irregulares nas encostas agravou o desastre natural.
Resposta da atividade (p. 98): um deslizamento vira desastre natural quando atinge pessoas, casas ou serviços, causando prejuízos e vítimas. Ações humanas que aumentam o risco: desmatar encostas, construir moradias em áreas de risco, jogar lixo nos terrenos e retirar a vegetação que segura o solo.
Resposta sobre o Japão (p. 99): os terremotos japoneses não são causados pelo ser humano, pois acontecem por causa do movimento das placas tectônicas (o país fica acima da fratura da placa do Pacífico Norte). Para enfrentá-los, os japoneses constroem prédios sobre amortecedores eletrônicos ou de molas e usam materiais especiais nas junções, que dissipam a energia do abalo.
Fenômeno natural x desastre natural
Situação
É desastre?
Por quê?
Deslizamento em uma encosta sem moradores
Não
É apenas um fenômeno natural; ninguém é prejudicado
Deslizamento em morro com casas
Sim
Provoca perdas de casas e vidas
Chuva forte em área com boa drenagem
Não
A água escoa sem causar prejuízos
Chuva forte em cidade com córregos canalizados e pouca área de absorção
Sim
Gera inundações e destruição
Ações humanas que agravam desastres
Ação humana
Consequência
Desmatamento de encostas
Solo solto, mais deslizamentos
Moradias em áreas de risco
Mais pessoas atingidas
Impermeabilização do solo e canalização de córregos
Água não infiltra, aumentam as enchentes
Lixo em ruas e bueiros
Entope a drenagem e provoca alagamentos
Poluição e queimadas
Agrava incêndios e mudanças climáticas
5.1Dados sobre a crise entre sociedade e natureza
A Organização Meteorológica Mundial (OMM) e o Escritório da ONU para a Redução do Risco de Desastres (UNDRR) apontam que os eventos extremos, somados ao agravamento das mudanças climáticas, aumentaram os desastres naturais nas últimas cinco décadas.
Os números vêm do relatório Atlas de Mortalidade e Perdas Econômicas de Extremos de Tempo, Clima e Água, divulgado em 2021, e se referem ao período de 1970 a 2019.
O relatório também mostra que esses eventos atingem principalmente os países mais pobres, que têm pouca estrutura de prevenção e menos condições de reduzir os impactos.
No Brasil, dados da Defesa Civil apontam que só no primeiro trimestre de 2025 mais de cinco milhões de brasileiros foram afetados por catástrofes naturais, contando desalojados, desabrigados e atingidos pelas estiagens. Com a crise climática, esses números podem crescer.
Exemplos
Leitura dos dados: de cada 100 catástrofes que afetaram as sociedades entre 1970 e 2019, 50 foram desastres naturais — ou seja, metade delas.
Desastres naturais entre 1970 e 2019 (OMM/UNDRR)
Indicador
Valor
Das catástrofes que afetaram as sociedades
50%
Dos prejuízos econômicos do mundo
74%
Das mortes notificadas
45%
Desastres atribuídos a eventos climáticos
11 mil
Brasileiros afetados só no 1º trimestre de 2025
Mais de 5 milhões
5.2Estudo de caso: as enchentes em Belo Horizonte
A região centro-sul de Belo Horizonte (MG) é cercada de morros que funcionam como "paredões". Eles fazem a água da chuva descer e ser direcionada para os centros urbanos.
Além disso, a região é cheia de edifícios e as grandes avenidas ficam nas partes mais baixas da cidade, onde vários córregos foram canalizados e cobertos para ampliar o espaço do trânsito.
Com poucas áreas capazes de absorver a água da chuva, as inundações se tornaram comuns. Aqui aparece bem clara a soma: fator natural (relevo de morros) + ação humana (asfalto e córregos cobertos) = desastre.
Exemplos
Resposta da questão 2 (p. 100): os fatores naturais são o relevo cercado de morros, que direciona a água das chuvas para o centro da cidade, e a localização das avenidas nas áreas mais baixas, para onde a água escorre.
Ações humanas que agravam: canalizar e cobrir córregos, asfaltar e impermeabilizar o solo, construir muitos edifícios e deixar poucas áreas verdes de absorção.
Soluções possíveis (questão 3): construir piscinões e reservatórios de contenção de água da chuva; recuperar e revitalizar córregos; criar mais áreas verdes e usar pavimentos que deixam a água infiltrar; melhorar a limpeza de bueiros e a coleta de lixo.
Enchentes em BH: causa natural x causa humana
Origem
Fator
Natural
Morros em volta que direcionam a chuva para o centro
Natural
Avenidas e centro nas áreas mais baixas do relevo
Humana
Córregos canalizados e cobertos
Humana
Solo impermeabilizado por asfalto e edifícios
Humana
Poucas áreas de absorção da água da chuva
6Revisão final: o que você estudou neste capítulo
Este capítulo mostrou que o ser humano e o meio em que vive estão intimamente ligados: um impacta o outro o tempo todo.
Como escreveu o geógrafo Milton Santos, desde o começo dos tempos históricos cada grupo humano construía seu espaço de vida com as técnicas que inventava para tirar da natureza o que precisava para sobreviver. Ao organizar a produção, organizava também a vida social e o espaço.
Ou seja: a relação entre seres humanos e natureza é de transformação e dependência. Nós mudamos o ambiente para viver melhor, mas dependemos dele e sofremos as consequências quando o exploramos sem cuidado.
Exemplos
Resposta da questão "Explore seus conhecimentos" (p. 99): a relação entre seres humanos e natureza tem sido de transformação constante. Usamos os recursos naturais para sobreviver e desenvolver técnicas, mas muitas vezes essa exploração é excessiva, causando desmatamento, poluição, mudanças climáticas e mais desastres naturais. Por isso é preciso buscar formas sustentáveis de uso.
Resumo dos quatro grandes temas
Tema
Ideia principal
Exemplos do capítulo
Adaptação humana
O ambiente pode facilitar ou dificultar a ocupação
Rio Nilo, La Rinconada, Serra Pelada, Maceió
Conexões com a natureza
Cada sociedade se relaciona com os recursos de um jeito
Kuikuro, inuítes, ecobairro Bedzed, Parque da Tijuca
Natureza e identidade
O lugar onde vivemos forma nosso senso de pertencimento
Chinatown, enxaimel em Blumenau
Desastres naturais
Fenômeno natural + presença humana = desastre; a ação humana agrava
São Sebastião (SP), Belo Horizonte (MG), terremotos no Japão
Toque em Exercícios para praticar o conteúdo.
Exercícios
Selecione, verifique e veja a resposta quando quiser. Tudo fica salvo neste iPad.
Cidades abandonadas: Craco e Kolmanskop
1Múltipla escolha
A cidade de Craco, no sul da Itália, foi construída no alto de uma colina. Qual foi a principal vantagem dessa escolha para quem morava lá?
Marque a alternativa correta.
Resposta
Alternativa b) O alto da colina permitia enxergar longe e servia como defesa contra invasores.
Resolução passo a passo
Primeiro, pense no que muda quando uma cidade é construída no alto. De lá de cima, as pessoas enxergam tudo o que se aproxima ao longe.
Isso dá duas vantagens: dá tempo de se preparar quando chega alguém estranho e o relevo (a forma do terreno) funciona como uma barreira, porque subir a colina é difícil para quem ataca. Por isso a alternativa b está correta.
Agora veja por que as outras estão erradas. A letra a fala em solo fértil para arroz, mas o arroz precisa de terreno alagado, e não de topo de colina. A letra c diz que a colina impede terremotos, o que é impossível: nenhum relevo impede um terremoto. A letra d fala em navios, mas navios chegam pelo mar ou por rios, não pelo alto de um morro.
2Dissertativo
Craco e Kolmanskop são hoje cidades vazias, mas foram abandonadas por motivos diferentes. Explique, com suas palavras, o que levou ao esvaziamento de cada uma delas.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Craco foi sendo abandonada aos poucos por causa de problemas naturais e sociais: deslizamentos de terra, terremotos, guerras e epidemias fizeram os moradores se mudarem para lugares mais seguros. Kolmanskop foi abandonada por um motivo econômico: a cidade só existia por causa dos diamantes e, quando as jazidas se esgotaram e outras áreas mais ricas foram descobertas, as pessoas foram embora e o deserto tomou conta das casas.
Resolução passo a passo
Passo 1: separe as duas cidades, porque as histórias são diferentes.
Passo 2: pense em Craco, na Itália. Ela ficava no alto de uma colina, num terreno instável. Com o tempo, vieram deslizamentos de terra, tremores, além de problemas como guerras e doenças. Aos poucos os moradores se mudaram para lugares mais seguros, até a cidade ficar vazia.
Passo 3: pense em Kolmanskop, na Namíbia. Ela nasceu no meio do deserto só porque ali havia diamantes. Quando o mineral acabou naquele ponto e apareceram jazidas melhores em outros lugares, ninguém mais teve motivo para ficar.
Passo 4: compare. Em Craco, o motivo foi ligado aos riscos do ambiente; em Kolmanskop, ao fim do recurso natural que sustentava a economia. Nos dois casos, as pessoas foram embora, mas por razões distintas.
3Verdadeiro ou falso
Leia as frases sobre as cidades estudadas no início do capítulo e escreva V para verdadeiro e F para falso.
a)Kolmanskop foi construída no deserto da Namíbia para abrigar exploradores de diamantes.
b)Craco foi abandonada logo depois de ser fundada, sem passar por guerras ou epidemias.
c)As areias do deserto tomaram as casas de Kolmanskop depois que os moradores foram embora.
d)Craco e Kolmanskop hoje atraem turistas, mesmo estando desabitadas.
Resposta
a) V — b) F — c) V — d) V
Resolução passo a passo
a) Verdadeiro. Kolmanskop foi erguida no deserto da Namíbia para abrigar os trabalhadores que exploravam diamantes naquela região.
b) Falso. Craco existiu por muitos séculos e só foi esvaziada aos poucos, depois de enfrentar deslizamentos, tremores, guerras e epidemias. Ela não foi abandonada logo após ser fundada.
c) Verdadeiro. Sem moradores para cuidar das casas, o vento do deserto foi empurrando a areia para dentro dos cômodos, e hoje muitas casas estão tomadas pela areia.
d) Verdadeiro. As duas cidades viraram atração turística: as pessoas visitam as ruínas para conhecer essa história, mesmo sem ninguém morando lá.
4Calcule
Kolmanskop foi construída por volta de 1908 e já estava completamente abandonada em 1956.
Calcule quantos anos se passaram entre a construção e o abandono total da cidade. Depois, escreva uma frase explicando por que esse tempo foi tão curto.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Passaram-se 48 anos (1956 − 1908 = 48). Esse tempo foi curto porque a cidade dependia só da extração de diamantes: quando o mineral se esgotou e apareceram jazidas melhores em outros lugares, os moradores não tiveram mais motivo para continuar ali.
Resolução passo a passo
Passo 1: escreva o que o problema dá. Construção em 1908 e abandono total em 1956.
Passo 2: para saber quantos anos se passaram, faça uma subtração entre o ano final e o ano inicial: 1956 − 1908 = 48
Passo 3: confira mentalmente. De 1908 até 1948 são 40 anos; de 1948 até 1956 são mais 8. Somando: 40 + 8 = 48 anos. O cálculo está certo.
Passo 4: escreva a frase explicativa. A cidade nasceu por causa de um único recurso mineral, o diamante. Cidades que dependem de um recurso só costumam durar pouco: quando ele acaba, o emprego acaba junto e a população vai embora.
Adaptação humana em diferentes circunstâncias
5Múltipla escolha
Os primeiros povoados do mundo surgiram às margens de rios como o Tigre, o Eufrates, o Nilo e o Amarelo. Qual alternativa explica melhor essa escolha?
Resposta
Alternativa a) Os vales dos rios eram férteis e a água ajudava na pesca, no cultivo e no transporte.
Resolução passo a passo
Passo 1: pense no que um grupo humano precisa para viver em um lugar fixo: água para beber, comida e um jeito de se locomover.
Passo 2: os rios oferecem tudo isso. As cheias deixam nas margens uma terra rica, chamada de solo fértil, ótima para plantar. Os rios também dão peixe e servem de caminho para levar pessoas e mercadorias de um lugar a outro. Por isso a alternativa a está correta.
Passo 3: elimine as outras. A b está errada porque perto da água existem, sim, muitos animais e insetos. A c está errada porque há áreas planas em muitos lugares do planeta, longe dos rios. A d está errada porque o rio facilita a chegada de outros povos, em vez de impedir.
6Dissertativo
A cidade de La Rinconada, no Peru, é considerada a cidade mais alta do mundo. Descreva duas dificuldades naturais e duas dificuldades ligadas à falta de infraestrutura que os moradores enfrentam ali.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Dificuldades naturais: o frio extremo (temperatura média de pouco mais de 1 °C) e a altitude muito elevada, que deixa o ar rarefeito e dificulta respirar. Dificuldades de infraestrutura: falta de saneamento básico (água tratada e esgoto) e ausência ou precariedade de serviços como coleta de lixo, hospitais e escolas.
Resolução passo a passo
Passo 1: entenda a diferença. Dificuldades naturais vêm do próprio ambiente. Dificuldades de infraestrutura vêm da falta de serviços e obras feitas pelas pessoas e pelo poder público.
Passo 2: liste as naturais de La Rinconada. Ela fica no ponto mais alto onde existe uma cidade no mundo, nos Andes. Lá o frio é constante, com média anual de pouco mais de 1 °C, e o ar tem menos oxigênio, o que causa falta de ar, dor de cabeça e cansaço.
Passo 3: liste as de infraestrutura. Não há saneamento adequado: falta água tratada e rede de esgoto. Também faltam coleta de lixo, atendimento de saúde e escolas em quantidade suficiente.
Passo 4: monte a resposta juntando duas de cada tipo, como no gabarito.
7Dissertativo
Mesmo com o frio extremo e a falta de serviços básicos, La Rinconada continua crescendo. Por que as pessoas seguem indo morar nesse lugar tão difícil?
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Porque ali existe ouro. As pessoas vão para La Rinconada em busca de trabalho no garimpo e da esperança de ganhar dinheiro e melhorar de vida. Muitas vêm de regiões pobres, onde não encontram emprego, e aceitam enfrentar o frio e a falta de serviços por causa dessa oportunidade econômica.
Resolução passo a passo
Passo 1: pergunte-se o que atrai gente para um lugar tão hostil. A resposta é o recurso mineral: as minas de ouro da região.
Passo 2: pense na situação de quem migra. São, em geral, pessoas sem emprego e com pouca renda em suas cidades de origem. Para elas, a chance de ganhar dinheiro pesa mais do que o desconforto.
Passo 3: junte as ideias. O motivo é econômico: a busca por trabalho e por uma vida melhor faz com que a população continue crescendo, mesmo com frio extremo e falta de infraestrutura.
Passo 4: conclua com uma observação importante: isso mostra que as sociedades se adaptam a ambientes difíceis quando existe um interesse forte, principalmente econômico.
8Verdadeiro ou falso
Escreva V para verdadeiro e F para falso.
a)O Rio Nilo foi importante para os egípcios porque servia para pesca, cultivo e transporte de mercadorias.
b)Em todos os lugares do mundo os fatores naturais favorecem igualmente a ocupação humana.
c)A temperatura média anual de La Rinconada é de pouco mais de 1 °C.
d)A ocupação de La Rinconada está ligada ao crescimento da atividade mineradora.
Resposta
a) V — b) F — c) V — d) V
Resolução passo a passo
a) Verdadeiro. O Rio Nilo foi essencial para o Egito Antigo: fornecia peixe, deixava o solo das margens fértil para o cultivo e servia de via de transporte.
b) Falso. Os fatores naturais são muito diferentes de um lugar para outro. Alguns ambientes, como desertos e altas montanhas, dificultam bastante a ocupação humana; outros, como vales de rios, facilitam.
c) Verdadeiro. A média anual de temperatura em La Rinconada é de pouco mais de 1 °C, o que confirma o frio extremo do lugar.
d) Verdadeiro. A cidade cresceu junto com a mineração de ouro: quanto mais a atividade aumentou, mais pessoas chegaram.
Garimpo, recursos minerais e impactos (Serra Pelada e sal-gema)
9Calcule
O texto sobre a Serra Pelada conta que, em janeiro de 1980, cerca de mil garimpeiros chegaram ao local na primeira semana. Em fevereiro do mesmo ano já eram 25 mil homens, e no auge o garimpo chegou a 80 mil garimpeiros.
Calcule quantas pessoas a mais havia no auge do garimpo em comparação com fevereiro de 1980.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
55 mil pessoas a mais (80 000 − 25 000 = 55 000).
Resolução passo a passo
Passo 1: identifique os dois números que a questão pede para comparar. Em fevereiro de 1980 havia 25 mil garimpeiros; no auge havia 80 mil.
Passo 2: para descobrir quantos a mais, use a subtração: 80 000 − 25 000 = 55 000
Passo 3: confira por soma. Se 25 000 + 55 000 = 80 000, o resultado está correto.
Passo 4: responda com sentido. No auge, havia 55 mil garimpeiros a mais do que em fevereiro. Esse crescimento gigantesco em poucos meses mostra a força da chamada febre do ouro.
10Múltipla escolha
O que significa a expressão febre do ouro, usada no texto sobre a Serra Pelada?
Resposta
Alternativa b) A migração rápida e em massa de trabalhadores para áreas onde se descobriu ouro.
Resolução passo a passo
Passo 1: note que febre do ouro é uma expressão figurada, ou seja, não fala de doença de verdade. A palavra febre indica agitação, pressa, empolgação.
Passo 2: aplique ao caso da Serra Pelada. Assim que a notícia do ouro se espalhou, milhares de pessoas largaram tudo e correram para lá em poucas semanas. Isso é uma migração em massa.
Passo 3: descarte as outras. A a confunde a expressão com uma doença. A c inventa um aquecimento do solo que não existe. A d fala de imposto, que não tem relação com a expressão.
11Dissertativo
Cite duas semelhanças entre a ocupação de La Rinconada (Peru) e a de Serra Pelada (Brasil).
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
1) Nos dois lugares a ocupação começou por causa da descoberta de ouro, ou seja, por um motivo econômico ligado à mineração. 2) Nos dois casos chegou muita gente em pouco tempo, formando povoados sem planejamento, com péssimas condições de moradia, trabalho perigoso e falta de infraestrutura.
Resolução passo a passo
Passo 1: relembre La Rinconada. Cidade nos Andes peruanos que cresceu por causa das minas de ouro, com muita gente vivendo em condições precárias.
Passo 2: relembre Serra Pelada. Garimpo no Pará que atraiu dezenas de milhares de pessoas em poucos meses, também por causa do ouro.
Passo 3: procure o que se repete nos dois. O primeiro ponto em comum é a causa: o recurso mineral atrai a população.
Passo 4: procure a segunda semelhança. Nos dois lugares o povoamento foi rápido e sem planejamento, o que gerou moradias improvisadas, falta de saneamento e trabalho arriscado.
12Dissertativo
Em Maceió (Alagoas), a extração de sal-gema aconteceu em bairros que já eram habitados. Explique qual problema essa exploração causou no solo e o que aconteceu com a população que morava nesses bairros.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
A retirada do sal-gema deixou vazios no subsolo, e o terreno acima começou a afundar e a rachar. Esse afundamento provocou trincas em casas, ruas e prédios, deixando os bairros com risco de desabamento. Por isso, milhares de moradores tiveram que deixar suas casas e mudar de bairro, e várias áreas foram interditadas e ficaram vazias.
Resolução passo a passo
Passo 1: entenda o que é o sal-gema. É um mineral retirado de camadas profundas do subsolo, usado pela indústria química.
Passo 2: pense no que acontece quando se retira material de baixo da terra. Sobram vazios no subsolo, como buracos escondidos. Sem apoio, o terreno de cima cede.
Passo 3: ligue isso à cidade. Em Maceió, a extração ocorreu embaixo de bairros já habitados. O chão começou a afundar e apareceram rachaduras nas casas, nas ruas e nas construções.
Passo 4: conclua o efeito social. Por causa do risco, milhares de famílias precisaram ser retiradas. Os bairros foram interditados e viraram áreas quase desertas dentro da cidade. É um exemplo claro de como a ação humana pode transformar e danificar o ambiente onde as pessoas vivem.
13Dissertativo
A exploração mineral traz ganhos e também problemas. Escreva uma vantagem econômica e uma desvantagem ambiental ou social da atividade de garimpo.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Vantagem econômica: o garimpo gera empregos e renda, movimenta o comércio local e traz recursos com a venda dos minerais. Desvantagem ambiental ou social: destrói a vegetação e polui rios com mercúrio e sedimentos; além disso, expõe os trabalhadores a condições perigosas e insalubres e pode gerar conflitos por terra.
Resolução passo a passo
Passo 1: separe o pedido em duas partes: uma vantagem econômica e uma desvantagem ambiental ou social.
Passo 2: pense no lado econômico. Onde há garimpo, aparecem empregos, o comércio cresce (mercados, transporte, moradia) e circula dinheiro com a venda do minério.
Passo 3: pense no lado ruim para a natureza. Para chegar ao mineral é preciso derrubar mata e revolver o solo. Muitos garimpos usam mercúrio, um metal tóxico que contamina rios e peixes.
Passo 4: pense no lado social. O trabalho é pesado e perigoso, com risco de desabamento e doenças. Também surgem conflitos com moradores e povos indígenas da região.
Passo 5: monte a resposta escolhendo um exemplo de cada lado.
Diferentes conexões com a natureza: Povos da Floresta e povos do Ártico
14Múltipla escolha
Segundo o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), quem são os Povos da Floresta?
Resposta
Alternativa c) Grupos sociais que sabem usar os recursos naturais e dependem da mata e dos rios para sobreviver.
Resolução passo a passo
Passo 1: lembre quem são os Povos da Floresta: indígenas, ribeirinhos, seringueiros, quilombolas e outros grupos que vivem na Amazônia.
Passo 2: veja o que eles têm em comum. Todos tiram da floresta e dos rios o alimento, o remédio e o material das casas, e usam um saber passado de geração em geração para não destruir o ambiente.
Passo 3: por isso a alternativa c está certa: fala de grupos que sabem usar os recursos e dependem deles.
Passo 4: descarte as outras. A a fala de turistas, a b de empresas madeireiras (que exploram e destroem) e a d de pesquisadores estrangeiros. Nenhum desses grupos vive da floresta como os Povos da Floresta.
15Dissertativo
Os Kuikuro vivem em aldeias do Parque Indígena do Xingu, no Mato Grosso. Explique por que a vegetação é um elemento indispensável para essa sociedade, citando pelo menos três usos dos recursos naturais.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
A vegetação é indispensável porque fornece quase tudo o que os Kuikuro precisam. Três usos: 1) construção das ocas, feitas com madeira e cobertas com sapé (capim seco); 2) alimentação, com o cultivo da mandioca e a coleta de frutos e raízes da mata; 3) fabricação de objetos e utensílios, como cestos, redes, arcos, flechas, canoas, além de remédios feitos com plantas e tintas para a pintura corporal.
Resolução passo a passo
Passo 1: localize o povo. Os Kuikuro vivem em aldeias do Parque Indígena do Xingu, no Mato Grosso, cercados de vegetação.
Passo 2: pense em moradia. A oca é construída com troncos e varas e coberta de sapé, um capim seco que protege da chuva e do sol.
Passo 3: pense em comida. Eles plantam mandioca, base da alimentação, e ainda coletam frutos, raízes e sementes da mata.
Passo 4: pense em objetos e cultura. Da vegetação saem cestos, redes, canoas, arcos e flechas, além de plantas usadas como remédio e de tintas naturais, como o urucum e o jenipapo, usadas nas pinturas do corpo.
Passo 5: conclua. Sem a vegetação, esse modo de vida não existiria: por isso ela é um elemento indispensável para a sociedade Kuikuro.
16Múltipla escolha
Sobre os iglus construídos pelos povos originários do Ártico, é correto afirmar que:
Resposta
Alternativa b) São estruturas arredondadas de gelo que deixam entrar luz e conservam o calor no interior.
Resolução passo a passo
Passo 1: lembre do material. No Ártico não há floresta, então os povos originários usam o que existe em volta: blocos de neve compactada e gelo.
Passo 2: pense no formato. O iglu é arredondado, como uma cúpula. Esse formato é forte, espalha bem o peso e faz a neve escorrer por fora.
Passo 3: pense no interior. O gelo deixa passar um pouco de luz e, ao mesmo tempo, funciona como isolante: segura o calor do corpo das pessoas e do fogo dentro do abrigo.
Passo 4: descarte as outras. A a está errada porque não há florestas ali; a c está errada porque o iglu protege de verdade do frio; a d está errada porque a técnica é antiga e faz parte da cultura dos povos do Ártico.
17Verdadeiro ou falso
Escreva V para verdadeiro e F para falso.
a)O formato arredondado do iglu faz a neve escorrer pela parte externa e deixa as paredes mais grossas e resistentes.
b)Hoje a maioria dos inuítes mora em casas convencionais, mas ainda usa iglus durante a caça.
c)As roupas dos povos do Ártico são feitas de tecidos leves e finos, porque o frio é fraco.
d)A técnica de construir o iglu é passada de pais para filhos e faz parte da cultura desses povos.
Resposta
a) V — b) V — c) F — d) V
Resolução passo a passo
a) Verdadeiro. A cúpula arredondada faz a neve deslizar pelo lado de fora e ainda se acumular nas paredes, deixando-as mais grossas e resistentes.
b) Verdadeiro. Hoje a maior parte dos inuítes mora em casas convencionais, mas ainda constrói iglus como abrigo temporário durante viagens de caça.
c) Falso. As roupas são grossas e feitas de peles e couros de animais, porque o frio ali é extremo. Tecidos finos não protegeriam ninguém.
d) Verdadeiro. Saber erguer um iglu é um conhecimento passado de pais para filhos e faz parte da cultura desses povos.
18Dissertativo
Compare a moradia dos Kuikuro (a oca coberta de sapé) com o iglu dos povos do Ártico. Aponte uma semelhança e uma diferença entre elas, pensando no clima de cada região.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Semelhança: as duas moradias são construídas com materiais retirados do próprio ambiente e mostram a adaptação do povo ao lugar onde vive. Diferença: a oca é feita de madeira e sapé e serve para proteger do sol e da chuva no clima quente e úmido do Xingu, deixando o ar circular; já o iglu é feito de blocos de neve e serve para segurar o calor dentro dele, protegendo do frio extremo do Ártico.
Resolução passo a passo
Passo 1: organize a comparação em duas colunas mentais: oca dos Kuikuro e iglu dos povos do Ártico.
Passo 2: procure a semelhança. Nos dois casos, o povo usa o material que a natureza oferece ali por perto: madeira e capim na floresta, neve no Ártico. Isso se chama adaptação ao ambiente.
Passo 3: procure a diferença, olhando o clima. No Xingu faz calor e chove muito; a oca coberta de sapé protege da chuva e do sol e permite que o ar circule para refrescar.
Passo 4: no Ártico, o problema é o oposto: o frio. O iglu é fechado e feito de gelo, que funciona como isolante e mantém o calor dentro.
Passo 5: conclua. Casas diferentes resolvem problemas diferentes, mas seguem a mesma lógica: usar a natureza local para viver melhor.
Sociedades urbanas e a natureza nas cidades
19Múltipla escolha
As ecovilas e os ecobairros foram criados para aproximar as pessoas da natureza. Qual alternativa apresenta práticas comuns nesses lugares?
Resposta
Alternativa a) Uso de energias renováveis, produção orgânica de alimentos e construção com madeira reflorestada.
Resolução passo a passo
Passo 1: entenda a ideia. Ecovilas e ecobairros são lugares planejados para as pessoas viverem causando o menor dano possível à natureza.
Passo 2: pense no que combina com isso. Combina usar energia do sol e do vento (as energias renováveis), plantar alimentos sem agrotóxicos e construir com madeira de reflorestamento. Por isso a alternativa a está certa.
Passo 3: descarte as outras. A b fala em retirar áreas verdes, o contrário do objetivo. A c fala em carvão, que é combustível fóssil e polui muito. A d proíbe plantar, mas justamente nesses bairros a horta é incentivada.
20Dissertativo
O ecobairro Bedzed, em Londres, abriga cerca de 100 casas. Explique de que formas seus moradores aproveitam os recursos naturais no dia a dia.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Em Bedzed, os moradores aproveitam a energia do sol com painéis solares, usam a luz natural e a ventilação natural graças ao formato das casas e às chaminés coloridas, aquecem a água com fontes renováveis, coletam e reaproveitam a água da chuva e cultivam alimentos em hortas e telhados verdes. As construções também usam materiais reciclados ou de reflorestamento.
Resolução passo a passo
Passo 1: lembre o que é o Bedzed: um ecobairro de cerca de 100 casas em Londres, planejado para gastar pouca energia e poluir pouco.
Passo 2: pense na energia. As casas têm painéis solares e são posicionadas para receber bastante luz do sol, o que reduz o uso de lâmpadas e de aquecedores.
Passo 3: pense no ar e na água. As chaminés coloridas fazem o ar circular naturalmente, sem ar-condicionado. A água da chuva é recolhida e reaproveitada.
Passo 4: pense na comida e nos materiais. Há hortas e telhados verdes para produzir alimentos, e as construções usam materiais reciclados e madeira de reflorestamento.
Passo 5: junte tudo em um texto curto, mostrando que o bairro usa a natureza a seu favor em vez de destruí-la.
21Dissertativo
A cidade de Almere, nos Países Baixos, tem um sistema de aquecimento alimentado por uma ilha de painéis solares. Qual recurso natural essa população usa e para que ele serve?
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
O recurso natural usado é a energia solar, ou seja, a luz e o calor do Sol, captados por uma ilha de painéis solares. Essa energia serve para aquecer a água e os ambientes das casas, alimentando o sistema de aquecimento da cidade. Como o Sol é uma fonte renovável e limpa, os moradores reduzem o uso de combustíveis poluentes.
Resolução passo a passo
Passo 1: identifique o recurso citado no enunciado. Painéis solares captam a energia do Sol.
Passo 2: identifique a função. O enunciado diz sistema de aquecimento, ou seja, a energia serve para esquentar água e os ambientes das casas.
Passo 3: pense no motivo. Almere fica nos Países Baixos, país de clima frio; aquecer as casas é uma necessidade grande no inverno.
Passo 4: conclua com a vantagem. Como a energia solar é renovável (não acaba e não polui), a cidade deixa de queimar combustíveis fósseis, o que reduz a poluição do ar.
22Dissertativo
Além de ecovilas e ecobairros, quem mora em cidades pode ficar mais perto da natureza por meio da conservação de áreas verdes. Cite dois exemplos desses espaços e explique um benefício que eles trazem para a população.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Exemplos de áreas verdes: parques urbanos, praças arborizadas, jardins botânicos, hortas comunitárias e reservas ou bosques dentro da cidade. Um benefício: essas áreas deixam o ar mais limpo e a temperatura mais amena, além de servirem como espaço de lazer, esporte e convívio, o que melhora a saúde física e mental das pessoas. Elas também ajudam a água da chuva a entrar no solo, reduzindo enchentes.
Resolução passo a passo
Passo 1: entenda o que são áreas verdes: espaços com vegetação preservada dentro ou perto das cidades.
Passo 2: dê dois exemplos concretos, como parques urbanos e praças arborizadas. Jardins botânicos e hortas comunitárias também valem.
Passo 3: escolha um benefício e explique. As árvores fazem sombra e liberam umidade, deixando o local mais fresco; as folhas ajudam a reter poeira, melhorando o ar.
Passo 4: se quiser reforçar a resposta, cite outro benefício: o solo com vegetação absorve a água da chuva, o que diminui os alagamentos, e o parque ainda oferece lazer para a população.
Natureza e formação da identidade cultural
23Múltipla escolha
O que é identidade cultural?
Resposta
Alternativa b) O sentimento coletivo de pertencer a um grupo, formado por artes, línguas, tradições e pelo lugar onde se vive.
Resolução passo a passo
Passo 1: separe as duas palavras. Identidade é aquilo que faz alguém ser reconhecido; cultural se refere ao modo de viver de um povo.
Passo 2: junte as ideias. A identidade cultural é o sentimento de fazer parte de um grupo, construído pela língua, pelas festas, pela comida, pela música, pelas crenças e pelo lugar onde as pessoas vivem.
Passo 3: descarte as outras. A a descreve o passaporte, que é um documento. A c fala de população, que é um número. A d fala de leis de migração. Nenhuma trata do sentimento de pertencer a um grupo.
24Dissertativo
Muitas pessoas resistem em abandonar o lugar onde moram, mesmo diante de guerras, problemas econômicos ou desastres naturais. Explique dois motivos que ajudam a entender essa resistência.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
1) O vínculo afetivo e cultural com o lugar: ali estão a família, os amigos, a casa construída com esforço, as tradições e as lembranças, o que cria um forte sentimento de pertencimento. 2) A falta de condições para recomeçar em outro lugar: mudar exige dinheiro, moradia, emprego e documentos, e muitas pessoas não têm isso; além disso, temem a discriminação e a dificuldade de se adaptar a outra língua e outros costumes.
Resolução passo a passo
Passo 1: pense no lado do coração. O lugar onde alguém nasceu guarda memórias, parentes, amigos e tradições. Esse laço se chama sentimento de pertencimento e faz parte da identidade cultural.
Passo 2: pense no lado prático. Mudar de cidade ou de país custa caro: é preciso ter dinheiro para a viagem, achar casa e trabalho e conseguir documentos.
Passo 3: acrescente o medo do desconhecido. Em outro lugar, a pessoa pode não falar a língua, pode sofrer preconceito e demora a se adaptar.
Passo 4: escreva a resposta com dois motivos claros, um afetivo/cultural e um econômico/prático.
25Dissertativo
As casas com técnica enxaimel existem tanto em Celle, na Alemanha, quanto em Blumenau, no Brasil. Por que os imigrantes costumam levar elementos culturais de seus países para os bairros onde passam a morar?
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Porque os imigrantes levam consigo sua identidade cultural. Ao chegar a um novo país, eles reproduzem a arquitetura, a língua, a comida, as festas e as tradições que aprenderam na terra natal. Isso ajuda a manter viva a memória de suas origens, a se sentir em casa em um lugar estranho e a passar essa herança para filhos e netos. Por isso a técnica do enxaimel, típica da Alemanha, aparece também em Blumenau, colonizada por alemães.
Resolução passo a passo
Passo 1: entenda o exemplo. O enxaimel é uma técnica de construção alemã em que as vigas de madeira ficam aparentes, formando desenhos na fachada.
Passo 2: pergunte-se como ela chegou ao Brasil. Veio com os imigrantes alemães que se instalaram no sul do país, como em Blumenau (SC).
Passo 3: explique o motivo. Quem migra não deixa a cultura para trás: leva a língua, a comida, as festas e o jeito de construir. Isso faz parte da identidade cultural da pessoa.
Passo 4: mostre o efeito. Reproduzir esses elementos ajuda o grupo a se sentir acolhido, a manter os laços com a terra de origem e a transmitir essa herança para as gerações seguintes. Por isso surgem bairros com a cara do país de origem.
26Verdadeiro ou falso
Escreva V para verdadeiro e F para falso.
a)O bairro Chinatown, em Londres, concentra elementos da cultura chinesa trazidos por imigrantes.
b)A nacionalidade diz respeito ao grupo social unido pela mesma origem histórica, língua, tradições e interesses comuns.
c)Aspectos naturais como relevo, hidrografia e vegetação não influenciam em nada a identidade de um povo.
d)Oportunidades de trabalho e melhor infraestrutura são motivos que levam pessoas a migrar para as cidades.
Resposta
a) V — b) V — c) F — d) V
Resolução passo a passo
a) Verdadeiro. A Chinatown de Londres foi formada por imigrantes chineses e concentra restaurantes, lojas, festas e símbolos da cultura da China.
b) Verdadeiro. A nacionalidade liga pessoas que compartilham origem histórica, língua, tradições e interesses em comum.
c) Falso. O relevo, os rios e a vegetação influenciam muito a identidade de um povo: definem o que se come, como se constroem as casas, as festas, as lendas e o trabalho.
d) Verdadeiro. Emprego, escolas, hospitais e melhor infraestrutura estão entre os principais motivos que levam pessoas a migrar do campo para as cidades.
Desastres naturais e ação humana
27Múltipla escolha
Quando um fenômeno da natureza pode ser chamado de desastre natural?
Resposta
Alternativa c) Quando provoca consequências negativas para as pessoas e para os lugares habitados.
Resolução passo a passo
Passo 1: separe dois conceitos. Um fenômeno natural é um acontecimento da natureza, como uma chuva forte, um terremoto ou uma erupção.
Passo 2: veja quando ele vira desastre natural: só quando atinge pessoas, casas, plantações, estradas — ou seja, quando causa prejuízos, feridos ou mortes.
Passo 3: aplique. Um terremoto no meio do oceano, longe de todos, é apenas um fenômeno. O mesmo terremoto embaixo de uma cidade vira desastre. Por isso a c está correta.
Passo 4: descarte as outras. A a ignora a presença humana; a b está errada porque muitos desastres têm causa natural (mesmo que a ação humana possa agravá-los); a d está errada porque desastres ocorrem em países ricos e pobres.
28Dissertativo
Cite três práticas humanas que podem agravar a intensidade dos desastres naturais e explique como cada uma contribui para isso.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
1) Desmatamento: sem árvores, o solo fica solto e a chuva o carrega, aumentando deslizamentos de encostas e o assoreamento dos rios, que transbordam com mais facilidade. 2) Impermeabilização do solo com asfalto e concreto: a água da chuva não infiltra e escorre toda para as ruas e córregos, provocando enchentes rápidas. 3) Ocupação de áreas de risco, como encostas íngremes e margens de rios: as moradias ficam justamente onde a terra desliza e onde o rio sobe, transformando um evento natural em tragédia. (Também vale citar o lixo jogado nas ruas, que entope bueiros, e a emissão de gases poluentes, que intensifica eventos climáticos extremos.)
Resolução passo a passo
Passo 1: pense na vegetação. As raízes seguram o solo e as copas seguram parte da chuva. Quando ocorre o desmatamento, o terreno fica exposto e desliza com mais facilidade; a terra levada pela água ainda entope o leito dos rios.
Passo 2: pense no chão das cidades. Asfalto e concreto deixam o solo impermeável, ou seja, a água não entra na terra. Toda a chuva corre pela superfície de uma vez e alaga as ruas.
Passo 3: pense em onde as pessoas moram. Muitas famílias constroem em áreas de risco, como encostas e margens de rios, porque não têm outra opção. Ali, um deslizamento ou uma cheia atinge diretamente as casas.
Passo 4: se quiser um quarto exemplo, lembre do lixo nas ruas, que entope bueiros e piora as enchentes, e da poluição do ar, ligada às mudanças climáticas.
Passo 5: escreva três dessas práticas, sempre explicando o como cada uma agrava o problema.
29Dissertativo
Leia o texto a seguir e responda.
*A região central de uma cidade fica em uma área baixa, cercada de morros. Muitos córregos foram canalizados e cobertos de asfalto para ampliar as ruas. Nos dias de chuva forte, as avenidas alagam.*
a) Que fatores naturais contribuem para as enchentes nessa cidade?
b) Que ações humanas pioram esse problema?
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
a) Fatores naturais: o relevo da região, pois o centro está em uma área baixa cercada de morros, e a água da chuva escorre naturalmente das partes altas para essa parte baixa; somam-se as chuvas fortes e a presença de córregos naturais na região. b) Ações humanas: a canalização e o soterramento dos córregos, que reduzem o espaço por onde a água corre, e a pavimentação com asfalto, que impermeabiliza o solo e impede a infiltração da água, fazendo tudo escorrer para as avenidas.
Resolução passo a passo
Passo 1: leia o texto e sublinhe mentalmente o que é da natureza: área baixa, cercada de morros, córregos, chuva forte.
Passo 2: explique o efeito desses fatores. A água sempre desce por causa da gravidade. Se o centro é o ponto mais baixo, toda a água dos morros vai parar lá. Isso é o relevo agindo.
Passo 3: agora sublinhe o que é obra humana: córregos canalizados e cobertos e asfalto para ampliar as ruas.
Passo 4: explique o efeito dessas ações. O córrego coberto vira um cano estreito, que não dá conta da água na chuva forte. O asfalto impermeabiliza o solo: a água não infiltra e escorre toda de uma vez.
Passo 5: conclua que a enchente resulta da soma das duas coisas: a natureza cria a condição, e a ação humana piora o resultado.
30Dissertativo
O Japão sofre muitos terremotos por causa de sua localização sobre placas tectônicas. Explique se esses terremotos são causados pela ação humana e descreva duas soluções criadas pelos japoneses para reduzir os danos.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Não, os terremotos não são causados pela ação humana. Eles acontecem porque o Japão fica sobre o encontro de placas tectônicas, que se movimentam e liberam energia, sacudindo o solo. Duas soluções criadas pelos japoneses: 1) prédios com estrutura antissísmica, feitos com materiais flexíveis e amortecedores na base, que balançam sem cair; 2) sistemas de alerta e monitoramento, com sirenes e avisos em celulares e TVs, além de treinamentos e simulados frequentes nas escolas e empresas para ensinar a população a agir durante o tremor.
Resolução passo a passo
Passo 1: responda à pergunta central. Os terremotos têm causa natural: o Japão está sobre bordas de placas tectônicas, as grandes peças que formam a camada externa da Terra. Quando elas se movem e se chocam, liberam energia e o chão treme.
Passo 2: deixe claro que nenhuma atitude humana provoca esse movimento. O que os seres humanos podem fazer é se preparar para reduzir os danos.
Passo 3: cite a primeira solução, ligada à construção. Os japoneses criaram prédios antissísmicos, com estruturas flexíveis e amortecedores que absorvem a vibração, permitindo que o edifício balance sem desabar.
Passo 4: cite a segunda solução, ligada à informação. Existem sensores que detectam o tremor e disparam alertas em segundos para celulares, TVs e trens. Além disso, a população faz simulados desde a escola e sabe exatamente o que fazer.
Passo 5: conclua que a tecnologia e a educação diminuem muito o número de vítimas, mesmo sem impedir o fenômeno.
31Calcule
Segundo o relatório citado no capítulo, entre 1970 e 2019 os desastres naturais foram responsáveis por 50% de todas as catástrofes que afetaram as sociedades, 74% dos prejuízos econômicos do mundo e 45% de todas as mortes notificadas.
Se, em um determinado período, foram registradas 200 catástrofes no total, quantas delas seriam desastres naturais, considerando esse percentual de 50%? Mostre o cálculo.
Passo 1: entenda o que é porcentagem. O símbolo % significa a cada 100. Então 50% quer dizer 50 partes de cada 100, ou seja, a metade.
Passo 2: transforme a porcentagem em número decimal: 50% = 50 ÷ 100 = 0,5
Passo 3: multiplique pelo total de catástrofes: 0,5 × 200 = 100
Passo 4: confira por outro caminho. Metade de 200 é 100. Os dois métodos dão o mesmo resultado.
Passo 5: escreva a resposta com sentido: de 200 catástrofes, 100 seriam desastres naturais.
32Calcule
De acordo com o relatório, 11 mil desastres naturais foram atribuídos a eventos climáticos entre 1970 e 2019, ou seja, em 50 anos.
Calcule a média aproximada de desastres por ano nesse período.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
A média é de 220 desastres por ano (11 000 ÷ 50 = 220).
Resolução passo a passo
Passo 1: entenda o que é média aqui: é dividir o total igualmente pelo número de anos, como se todos os anos tivessem a mesma quantidade.
Passo 2: identifique os dados. Total de desastres: 11 000. Período: de 1970 a 2019, ou seja, 50 anos.
Passo 3: monte a divisão: 11 000 ÷ 50 = 220
Passo 4: confira multiplicando de volta: 220 × 50 = 11 000. Está correto.
Passo 5: interprete o número. São cerca de 220 desastres por ano, o que dá quase 4 por semana. É um valor altíssimo e mostra a força dos eventos climáticos nesse período.
33Dissertativo
O relatório aponta que os desastres naturais atingem principalmente os países mais pobres. Por que isso acontece? Escreva sua resposta usando as ideias de estrutura de prevenção e condições de reduzir impactos.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Porque os países mais pobres têm pouca estrutura de prevenção: faltam obras de contenção de encostas, sistemas de drenagem, construções resistentes, monitoramento e alertas eficientes. Além disso, grande parte da população mora em áreas de risco e em casas frágeis. Depois do desastre, esses países também têm menos condições de reduzir os impactos, pois falta dinheiro para socorrer as vítimas, reconstruir casas e recuperar a economia. Por isso o mesmo fenômeno causa muito mais mortes e prejuízos ali do que em países ricos.
Resolução passo a passo
Passo 1: pense no antes do desastre, que é a prevenção. Países ricos investem em muros de contenção, drenagem, prédios reforçados, radares e sistemas de alerta. Onde falta dinheiro, essas obras não existem.
Passo 2: pense em onde as pessoas moram. Nos países pobres, muitas famílias vivem em encostas, beiras de rio e casas frágeis, justamente as áreas mais atingidas.
Passo 3: pense no depois, que é a capacidade de reduzir os impactos. É preciso dinheiro para resgate, hospitais, abrigo e reconstrução. Sem recursos, a recuperação demora anos.
Passo 4: junte tudo. O fenômeno natural pode ser o mesmo, mas o estrago depende da preparação de cada sociedade. Por isso os desastres atingem com mais força os mais pobres.
Retomada: relação entre seres humanos e natureza
34Dissertativo
Leia o trecho do geógrafo Milton Santos:
*"No começo dos tempos históricos, cada grupo humano construía seu espaço de vida com as técnicas que inventava para tirar do seu pedaço de Natureza os elementos indispensáveis à sua própria sobrevivência."*
Com base no texto e no que você estudou, explique como tem sido a relação entre os seres humanos e a natureza ao longo do tempo.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
A relação sempre foi de dependência e de transformação. Desde os primeiros grupos humanos, as pessoas tiram da natureza o que precisam para viver: água, alimento, madeira, minerais. Para isso, criaram técnicas, das mais simples (a lança, a agricultura, a oca, o iglu) às mais avançadas (máquinas, energia solar, prédios antissísmicos). Com o tempo, essas técnicas ficaram mais poderosas, e o ser humano passou a modificar o ambiente em grande escala, construindo cidades, desmatando, minerando e canalizando rios. Isso trouxe conforto, mas também poluição, perda de vegetação e agravamento de desastres. Por isso, hoje se busca uma relação mais equilibrada, com ecovilas, energias renováveis e conservação de áreas verdes.
Resolução passo a passo
Passo 1: leia o trecho de Milton Santos e localize a ideia principal: cada grupo humano criava técnicas para retirar da natureza o que precisava para sobreviver.
Passo 2: dê exemplos do passado estudados no capítulo. Os povoados às margens do Tigre, do Eufrates e do Nilo usaram a água e o solo fértil; os Kuikuro usam a madeira e o sapé; os inuítes usam a neve para fazer o iglu.
Passo 3: mostre a mudança ao longo do tempo. Com o avanço da tecnologia, as sociedades passaram a transformar o espaço em escala muito maior: cidades, estradas, minas, barragens.
Passo 4: aponte as consequências. Vieram conforto e riqueza, mas também desmatamento, poluição de rios (como no garimpo), afundamento do solo (como em Maceió) e desastres mais graves.
Passo 5: conclua com o presente. Hoje existem iniciativas para equilibrar essa relação, como ecobairros, energia solar e conservação de áreas verdes. A sociedade se adapta à natureza e, ao mesmo tempo, a transforma.
35Múltipla escolha
Marque a alternativa que apresenta corretamente a ideia central do capítulo.
Resposta
Alternativa c) Os seres humanos e o meio em que vivem estão ligados: as pessoas se adaptam ao ambiente e também o transformam.
Resolução passo a passo
Passo 1: retome o fio do capítulo. Ele mostrou cidades abandonadas, povos da floresta, povos do Ártico, garimpos, ecobairros e desastres.
Passo 2: veja o que todos esses assuntos têm em comum: em todos, a sociedade se adapta ao ambiente (iglu, oca, cidade na colina) e também transforma esse ambiente (mineração, asfalto, canalização de rios).
Passo 3: por isso a alternativa c resume a ideia central.
Passo 4: descarte as demais. A a nega a dependência da natureza, o que é falso. A b diz que a sociedade não transforma nada, também falso. A d limita a relação aos povos indígenas, mas todos os grupos humanos, inclusive quem vive na cidade, se relacionam com a natureza.
36Verdadeiro ou falso
Escreva V para verdadeiro e F para falso. Depois, reescreva as frases falsas de modo que fiquem corretas.
a)Os povos nativos que ocupam a Floresta Amazônica usam os recursos da mata e, ao mesmo tempo, ajudam a conservá-la.
b)A identidade cultural de um povo não tem nenhuma ligação com o relevo, os rios e a vegetação do lugar onde ele vive.
c)Moradores de cidades também se apropriam de recursos naturais para sobreviver.
d)A ciência tem criado tecnologias que ajudam a prevenir ou reduzir os danos dos desastres naturais.
Resposta
a) V — b) F — c) V — d) V. Correção da frase falsa: b) A identidade cultural de um povo tem forte ligação com o relevo, os rios e a vegetação do lugar onde ele vive, pois esses elementos influenciam a alimentação, as moradias, o trabalho, as festas e as tradições.
Resolução passo a passo
a) Verdadeiro. Os povos que vivem na Amazônia usam frutos, madeira, peixes e plantas medicinais, mas de forma sustentável, e por isso ajudam a conservar a floresta.
b) Falso. Os aspectos naturais moldam o modo de vida: quem mora perto do rio pesca e come peixe; quem vive na montanha constrói casas diferentes; quem vive no gelo se veste com peles. Reescrita correta: A identidade cultural de um povo tem forte ligação com o relevo, os rios e a vegetação do lugar onde ele vive.
c) Verdadeiro. Quem mora na cidade também depende da natureza: usa água, energia, alimentos vindos do campo e materiais de construção.
d) Verdadeiro. A ciência desenvolveu sensores, previsões do tempo, sistemas de alerta e prédios antissísmicos, que ajudam a prevenir ou reduzir os danos dos desastres.
37Dissertativo
Pense na cidade ou no bairro onde você mora. Que aspectos naturais (relevo, rios, clima, vegetação) ajudaram ou dificultaram a ocupação desse lugar? Escreva um pequeno texto com pelo menos cinco linhas.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Resposta pessoal. O texto deve citar aspectos naturais do lugar onde o aluno mora e explicar como eles ajudaram ou dificultaram a ocupação. Exemplo de resposta: "Moro em um bairro que fica em uma área de relevo levemente inclinado, perto de um córrego. O clima da minha cidade é quente, com chuvas fortes no verão. O relevo plano da parte de baixo facilitou a construção das casas e das ruas, e a proximidade da água ajudou no abastecimento no começo da ocupação. Por outro lado, as chuvas de verão causam alagamentos, porque muitas ruas foram asfaltadas e o córrego foi canalizado, e a água não consegue infiltrar no solo. A vegetação original quase toda foi retirada para dar lugar às casas, e hoje sobram poucas árvores e praças. Por isso, o bairro fica muito quente e sofre com enchentes. Acho que plantar mais árvores e preservar as margens do córrego ajudaria a melhorar essa situação."
Resolução passo a passo
Passo 1: observe o lugar onde você mora. Ande pela rua ou olhe pela janela e anote: o terreno é plano ou tem morros? Existe rio, córrego ou lago por perto? Faz mais calor ou mais frio? Há muitas árvores?
Passo 2: separe os elementos em quatro palavras-chave: relevo, hidrografia (as águas), clima e vegetação.
Passo 3: para cada um, pergunte-se: isso ajudou ou atrapalhou a ocupação? Terreno plano costuma facilitar a construção; encostas íngremes dificultam e trazem risco de deslizamento. Rio por perto ajuda no abastecimento, mas a área pode alagar.
Passo 4: escreva o texto com começo, meio e fim. Comece dizendo onde você mora, depois cite dois aspectos que ajudaram e dois que dificultaram, com exemplos do dia a dia.
Passo 5: termine com uma opinião ou sugestão, como preservar áreas verdes ou melhorar a drenagem. Confira se o texto tem pelo menos cinco linhas e releia para corrigir a escrita.
O seu progresso é salvo automaticamente neste iPad.
Atenção: este navegador não está deixando salvar o progresso.
As respostas vão sumir ao fechar a página.
Capítulo 10 – Aspectos naturais e a formação de sociedades
Resumo rápido
Capítulo 10 – Aspectos naturais e a formação de sociedades
Resumo rápido
1Introdução: cidades que nasceram e morreram
Os seres humanos escolhem onde morar e transformam o ambiente para sobreviver. Mas a natureza também interfere na vida das pessoas.
Duas cidades mostram isso bem. Craco, na Itália, foi construída no topo de uma colina para facilitar a defesa, mas terremotos, guerras e falta de comida esvaziaram o lugar.
Kolmanskop, no deserto da Namíbia (África), surgiu em 1908 por causa dos diamantes. Quando as jazidas acabaram, a cidade foi abandonada e a areia tomou conta das casas.
Exemplo
Hoje as duas cidades estão vazias, mas viraram pontos turísticos, como Craco, reconhecida como patrimônio cultural mundial.
2Adaptação humana em diferentes circunstâncias
Adaptação é a forma como as pessoas se ajustam ao lugar onde vivem ou mudam esse lugar para viver melhor.
Os elementos naturais que mais influenciam a ocupação são o relevo, a hidrografia (os rios), o clima e a vegetação. Às vezes eles ajudam; às vezes exigem muito esforço das pessoas.
2.1Quando a natureza favorece: os rios
Os primeiros povoados do mundo nasceram às margens de rios, porque os vales férteis permitiam plantar. A água servia para beber, pescar, transportar e vender mercadorias.
Com o tempo, as técnicas agrícolas melhoraram, a produção aumentou e surgiu o comércio de alimentos.
Exemplo
Rios Tigre, Eufrates, Nilo e Amarelo: o Nilo foi essencial para a civilização egípcia.
2.2Quando a natureza dificulta: La Rinconada
La Rinconada, no Peru, é a cidade mais alta do mundo. Lá há neve, geada e frio extremo, com temperatura média anual de pouco mais de 1 °C.
Mesmo assim, cerca de 50 mil pessoas vivem ali por causa da mineração de ouro. A ocupação é desordenada: falta água tratada, esgoto e coleta de lixo.
2.3Conexão Brasil: Serra Pelada
A febre do ouro é a migração rápida e em massa de trabalhadores para um lugar onde se descobriu ouro.
Em 1979, no Pará, encontraram ouro na região que virou Serra Pelada. Em pouco tempo chegaram milhares de garimpeiros, e o local se tornou o maior garimpo a céu aberto do mundo, com até 80 mil pessoas.
2.4Para ir além: o sal-gema em Maceió
Nem sempre a mineração chega a lugares vazios. Em Maceió (Alagoas), bairros já habitados foram atingidos pela extração de sal-gema, mineral que fica a mais de mil metros de profundidade.
Retirar esse material deixou o solo sem sustentação e o chão começou a afundar. Até dezembro de 2023, mais de 60 mil pessoas tiveram de sair de casa.
3Diferentes conexões com a natureza
Cada sociedade se relaciona com a natureza de um jeito. Algumas dependem dela diretamente; outras usam tecnologia para se aproximar dela.
3.1Povos da floresta brasileira
Povos da Floresta são grupos que sabem usar os recursos naturais e precisam da mata e dos rios para viver. Inclui povos indígenas e comunidades extrativistas.
Os Kuikuro vivem no Parque Indígena do Xingu (Mato Grosso). Para eles, a vegetação é essencial: serve para construir casas, fazer objetos, realizar rituais e se alimentar.
Exemplo
As ocas Kuikuro têm telhado feito de sapé, um tipo de capim tirado da natureza.
3.2Povos originários do Ártico
No Ártico o inverno chega a −50 °C e o gelo do solo quase não derrete. Os inuítes (também chamados esquimós) criaram técnicas para viver nesse frio.
Os iglus são abrigos redondos feitos de blocos de neve compactada. O formato deixa a neve escorrer por fora e conserva o calor por dentro, vindo de agasalhos, fogueiras ou lâmpadas.
Hoje a maioria mora em casas comuns, mas ainda usa iglus na caça e ensina a técnica de pai para filho.
Exemplo
As roupas são feitas de tecidos impermeáveis forrados com pele de animais.
3.3Sociedades urbanas
Quem mora na cidade também usa a natureza. Nas últimas décadas surgiram ecovilas e ecobairros, lugares com estilo de vida mais sustentável: energia solar, alimentos orgânicos e casas de madeira reflorestada ou material reciclado.
Outra forma de aproximar as pessoas da natureza é conservar áreas verdes dentro das cidades: parques, jardins botânicos, florestas urbanas, unidades de conservação (UC) e áreas de preservação permanente (APP). Elas melhoram a qualidade de vida e o equilíbrio ambiental.
Exemplo
O ecobairro Bedzed, em Londres, tem cerca de 100 casas iluminadas e aquecidas por energia solar e aproveita a água da chuva.
4Natureza e formação da identidade
Ao ocupar um território, as pessoas guardam memórias e vivências ligadas àquele lugar. Assim nasce a identidade cultural: o sentimento de pertencer a um grupo, formado pelo relevo, pelos rios, pela vegetação, pelas construções, pela cultura e pelas relações humanas.
Essa identidade reúne o que distingue um povo dos outros: artes, línguas, religiões, leis e tradições. Já a nacionalidade é o vínculo com o grupo unido pela mesma origem histórica, língua e tradições.
Por isso muita gente resiste a deixar seu lugar mesmo com guerras ou catástrofes. E quem migra costuma levar consigo elementos da sua cultura.
Exemplo
A Chinatown de Londres é um bairro de imigrantes chineses cheio de elementos da cultura da China.
5Desastres naturais e ação humana
Desastre natural é quando um fenômeno da natureza traz consequências negativas para as pessoas. Exemplos: inundações, incêndios florestais e deslizamentos de terra.
O desastre nem sempre é causado pelo ser humano, mas pode ser agravado por ações como desmatamento, poluição e moradias em áreas de risco. As áreas mais atingidas costumam ser as de ocupação irregular e com muita gente.
A ciência ajuda a prevenir: existem materiais que evitam a propagação de incêndios e prédios com amortecedores contra terremotos, como no Japão.
Exemplo
Em São Sebastião (SP), casas construídas em encostas irregulares agravaram um deslizamento de terra.
5.1Dados da crise entre sociedade e natureza
Segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM) e a ONU, as mudanças climáticas aumentaram os desastres naturais nas últimas cinco décadas.
Entre 1970 e 2019, os desastres naturais causaram 50% de todas as catástrofes, 74% dos prejuízos econômicos do mundo e 45% das mortes notificadas; 11 mil deles foram ligados a eventos climáticos.
Os países mais pobres sofrem mais, porque têm menos estrutura de prevenção. No Brasil, só no primeiro trimestre de 2025, mais de cinco milhões de pessoas foram afetadas.
6Resumo final: o que você estudou
A adaptação humana em diferentes condições ambientais; as diferentes conexões dos seres humanos com a natureza; a natureza na formação da identidade; e os desastres naturais e a ação humana.
A ideia central: ser humano e ambiente se influenciam o tempo todo. Nós mudamos a natureza, e ela muda a nossa forma de viver.
Toque em Exercícios para praticar o conteúdo.
Exercícios
Selecione, verifique e veja a resposta quando quiser. Tudo fica salvo neste iPad.
Cidades abandonadas: Craco e Kolmanskop
1Múltipla escolha
A cidade de Craco, no sul da Itália, foi construída no alto de uma colina. Qual foi a principal vantagem dessa escolha para quem morava lá?
Marque a alternativa correta.
Resposta
Alternativa b) O alto da colina permitia enxergar longe e servia como defesa contra invasores.
Resolução passo a passo
Primeiro, pense no que muda quando uma cidade é construída no alto. De lá de cima, as pessoas enxergam tudo o que se aproxima ao longe.
Isso dá duas vantagens: dá tempo de se preparar quando chega alguém estranho e o relevo (a forma do terreno) funciona como uma barreira, porque subir a colina é difícil para quem ataca. Por isso a alternativa b está correta.
Agora veja por que as outras estão erradas. A letra a fala em solo fértil para arroz, mas o arroz precisa de terreno alagado, e não de topo de colina. A letra c diz que a colina impede terremotos, o que é impossível: nenhum relevo impede um terremoto. A letra d fala em navios, mas navios chegam pelo mar ou por rios, não pelo alto de um morro.
2Dissertativo
Craco e Kolmanskop são hoje cidades vazias, mas foram abandonadas por motivos diferentes. Explique, com suas palavras, o que levou ao esvaziamento de cada uma delas.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Craco foi sendo abandonada aos poucos por causa de problemas naturais e sociais: deslizamentos de terra, terremotos, guerras e epidemias fizeram os moradores se mudarem para lugares mais seguros. Kolmanskop foi abandonada por um motivo econômico: a cidade só existia por causa dos diamantes e, quando as jazidas se esgotaram e outras áreas mais ricas foram descobertas, as pessoas foram embora e o deserto tomou conta das casas.
Resolução passo a passo
Passo 1: separe as duas cidades, porque as histórias são diferentes.
Passo 2: pense em Craco, na Itália. Ela ficava no alto de uma colina, num terreno instável. Com o tempo, vieram deslizamentos de terra, tremores, além de problemas como guerras e doenças. Aos poucos os moradores se mudaram para lugares mais seguros, até a cidade ficar vazia.
Passo 3: pense em Kolmanskop, na Namíbia. Ela nasceu no meio do deserto só porque ali havia diamantes. Quando o mineral acabou naquele ponto e apareceram jazidas melhores em outros lugares, ninguém mais teve motivo para ficar.
Passo 4: compare. Em Craco, o motivo foi ligado aos riscos do ambiente; em Kolmanskop, ao fim do recurso natural que sustentava a economia. Nos dois casos, as pessoas foram embora, mas por razões distintas.
3Calcule
Kolmanskop foi construída por volta de 1908 e já estava completamente abandonada em 1956.
Calcule quantos anos se passaram entre a construção e o abandono total da cidade. Depois, escreva uma frase explicando por que esse tempo foi tão curto.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Passaram-se 48 anos (1956 − 1908 = 48). Esse tempo foi curto porque a cidade dependia só da extração de diamantes: quando o mineral se esgotou e apareceram jazidas melhores em outros lugares, os moradores não tiveram mais motivo para continuar ali.
Resolução passo a passo
Passo 1: escreva o que o problema dá. Construção em 1908 e abandono total em 1956.
Passo 2: para saber quantos anos se passaram, faça uma subtração entre o ano final e o ano inicial: 1956 − 1908 = 48
Passo 3: confira mentalmente. De 1908 até 1948 são 40 anos; de 1948 até 1956 são mais 8. Somando: 40 + 8 = 48 anos. O cálculo está certo.
Passo 4: escreva a frase explicativa. A cidade nasceu por causa de um único recurso mineral, o diamante. Cidades que dependem de um recurso só costumam durar pouco: quando ele acaba, o emprego acaba junto e a população vai embora.
Adaptação humana em diferentes circunstâncias
4Múltipla escolha
Os primeiros povoados do mundo surgiram às margens de rios como o Tigre, o Eufrates, o Nilo e o Amarelo. Qual alternativa explica melhor essa escolha?
Resposta
Alternativa a) Os vales dos rios eram férteis e a água ajudava na pesca, no cultivo e no transporte.
Resolução passo a passo
Passo 1: pense no que um grupo humano precisa para viver em um lugar fixo: água para beber, comida e um jeito de se locomover.
Passo 2: os rios oferecem tudo isso. As cheias deixam nas margens uma terra rica, chamada de solo fértil, ótima para plantar. Os rios também dão peixe e servem de caminho para levar pessoas e mercadorias de um lugar a outro. Por isso a alternativa a está correta.
Passo 3: elimine as outras. A b está errada porque perto da água existem, sim, muitos animais e insetos. A c está errada porque há áreas planas em muitos lugares do planeta, longe dos rios. A d está errada porque o rio facilita a chegada de outros povos, em vez de impedir.
5Dissertativo
A cidade de La Rinconada, no Peru, é considerada a cidade mais alta do mundo. Descreva duas dificuldades naturais e duas dificuldades ligadas à falta de infraestrutura que os moradores enfrentam ali.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Dificuldades naturais: o frio extremo (temperatura média de pouco mais de 1 °C) e a altitude muito elevada, que deixa o ar rarefeito e dificulta respirar. Dificuldades de infraestrutura: falta de saneamento básico (água tratada e esgoto) e ausência ou precariedade de serviços como coleta de lixo, hospitais e escolas.
Resolução passo a passo
Passo 1: entenda a diferença. Dificuldades naturais vêm do próprio ambiente. Dificuldades de infraestrutura vêm da falta de serviços e obras feitas pelas pessoas e pelo poder público.
Passo 2: liste as naturais de La Rinconada. Ela fica no ponto mais alto onde existe uma cidade no mundo, nos Andes. Lá o frio é constante, com média anual de pouco mais de 1 °C, e o ar tem menos oxigênio, o que causa falta de ar, dor de cabeça e cansaço.
Passo 3: liste as de infraestrutura. Não há saneamento adequado: falta água tratada e rede de esgoto. Também faltam coleta de lixo, atendimento de saúde e escolas em quantidade suficiente.
Passo 4: monte a resposta juntando duas de cada tipo, como no gabarito.
Garimpo, recursos minerais e impactos (Serra Pelada e sal-gema)
6Calcule
O texto sobre a Serra Pelada conta que, em janeiro de 1980, cerca de mil garimpeiros chegaram ao local na primeira semana. Em fevereiro do mesmo ano já eram 25 mil homens, e no auge o garimpo chegou a 80 mil garimpeiros.
Calcule quantas pessoas a mais havia no auge do garimpo em comparação com fevereiro de 1980.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
55 mil pessoas a mais (80 000 − 25 000 = 55 000).
Resolução passo a passo
Passo 1: identifique os dois números que a questão pede para comparar. Em fevereiro de 1980 havia 25 mil garimpeiros; no auge havia 80 mil.
Passo 2: para descobrir quantos a mais, use a subtração: 80 000 − 25 000 = 55 000
Passo 3: confira por soma. Se 25 000 + 55 000 = 80 000, o resultado está correto.
Passo 4: responda com sentido. No auge, havia 55 mil garimpeiros a mais do que em fevereiro. Esse crescimento gigantesco em poucos meses mostra a força da chamada febre do ouro.
7Múltipla escolha
O que significa a expressão febre do ouro, usada no texto sobre a Serra Pelada?
Resposta
Alternativa b) A migração rápida e em massa de trabalhadores para áreas onde se descobriu ouro.
Resolução passo a passo
Passo 1: note que febre do ouro é uma expressão figurada, ou seja, não fala de doença de verdade. A palavra febre indica agitação, pressa, empolgação.
Passo 2: aplique ao caso da Serra Pelada. Assim que a notícia do ouro se espalhou, milhares de pessoas largaram tudo e correram para lá em poucas semanas. Isso é uma migração em massa.
Passo 3: descarte as outras. A a confunde a expressão com uma doença. A c inventa um aquecimento do solo que não existe. A d fala de imposto, que não tem relação com a expressão.
8Dissertativo
Em Maceió (Alagoas), a extração de sal-gema aconteceu em bairros que já eram habitados. Explique qual problema essa exploração causou no solo e o que aconteceu com a população que morava nesses bairros.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
A retirada do sal-gema deixou vazios no subsolo, e o terreno acima começou a afundar e a rachar. Esse afundamento provocou trincas em casas, ruas e prédios, deixando os bairros com risco de desabamento. Por isso, milhares de moradores tiveram que deixar suas casas e mudar de bairro, e várias áreas foram interditadas e ficaram vazias.
Resolução passo a passo
Passo 1: entenda o que é o sal-gema. É um mineral retirado de camadas profundas do subsolo, usado pela indústria química.
Passo 2: pense no que acontece quando se retira material de baixo da terra. Sobram vazios no subsolo, como buracos escondidos. Sem apoio, o terreno de cima cede.
Passo 3: ligue isso à cidade. Em Maceió, a extração ocorreu embaixo de bairros já habitados. O chão começou a afundar e apareceram rachaduras nas casas, nas ruas e nas construções.
Passo 4: conclua o efeito social. Por causa do risco, milhares de famílias precisaram ser retiradas. Os bairros foram interditados e viraram áreas quase desertas dentro da cidade. É um exemplo claro de como a ação humana pode transformar e danificar o ambiente onde as pessoas vivem.
Diferentes conexões com a natureza: Povos da Floresta e povos do Ártico
9Múltipla escolha
Segundo o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), quem são os Povos da Floresta?
Resposta
Alternativa c) Grupos sociais que sabem usar os recursos naturais e dependem da mata e dos rios para sobreviver.
Resolução passo a passo
Passo 1: lembre quem são os Povos da Floresta: indígenas, ribeirinhos, seringueiros, quilombolas e outros grupos que vivem na Amazônia.
Passo 2: veja o que eles têm em comum. Todos tiram da floresta e dos rios o alimento, o remédio e o material das casas, e usam um saber passado de geração em geração para não destruir o ambiente.
Passo 3: por isso a alternativa c está certa: fala de grupos que sabem usar os recursos e dependem deles.
Passo 4: descarte as outras. A a fala de turistas, a b de empresas madeireiras (que exploram e destroem) e a d de pesquisadores estrangeiros. Nenhum desses grupos vive da floresta como os Povos da Floresta.
10Dissertativo
Os Kuikuro vivem em aldeias do Parque Indígena do Xingu, no Mato Grosso. Explique por que a vegetação é um elemento indispensável para essa sociedade, citando pelo menos três usos dos recursos naturais.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
A vegetação é indispensável porque fornece quase tudo o que os Kuikuro precisam. Três usos: 1) construção das ocas, feitas com madeira e cobertas com sapé (capim seco); 2) alimentação, com o cultivo da mandioca e a coleta de frutos e raízes da mata; 3) fabricação de objetos e utensílios, como cestos, redes, arcos, flechas, canoas, além de remédios feitos com plantas e tintas para a pintura corporal.
Resolução passo a passo
Passo 1: localize o povo. Os Kuikuro vivem em aldeias do Parque Indígena do Xingu, no Mato Grosso, cercados de vegetação.
Passo 2: pense em moradia. A oca é construída com troncos e varas e coberta de sapé, um capim seco que protege da chuva e do sol.
Passo 3: pense em comida. Eles plantam mandioca, base da alimentação, e ainda coletam frutos, raízes e sementes da mata.
Passo 4: pense em objetos e cultura. Da vegetação saem cestos, redes, canoas, arcos e flechas, além de plantas usadas como remédio e de tintas naturais, como o urucum e o jenipapo, usadas nas pinturas do corpo.
Passo 5: conclua. Sem a vegetação, esse modo de vida não existiria: por isso ela é um elemento indispensável para a sociedade Kuikuro.
11Verdadeiro ou falso
Escreva V para verdadeiro e F para falso.
a)O formato arredondado do iglu faz a neve escorrer pela parte externa e deixa as paredes mais grossas e resistentes.
b)Hoje a maioria dos inuítes mora em casas convencionais, mas ainda usa iglus durante a caça.
c)As roupas dos povos do Ártico são feitas de tecidos leves e finos, porque o frio é fraco.
d)A técnica de construir o iglu é passada de pais para filhos e faz parte da cultura desses povos.
Resposta
a) V — b) V — c) F — d) V
Resolução passo a passo
a) Verdadeiro. A cúpula arredondada faz a neve deslizar pelo lado de fora e ainda se acumular nas paredes, deixando-as mais grossas e resistentes.
b) Verdadeiro. Hoje a maior parte dos inuítes mora em casas convencionais, mas ainda constrói iglus como abrigo temporário durante viagens de caça.
c) Falso. As roupas são grossas e feitas de peles e couros de animais, porque o frio ali é extremo. Tecidos finos não protegeriam ninguém.
d) Verdadeiro. Saber erguer um iglu é um conhecimento passado de pais para filhos e faz parte da cultura desses povos.
Sociedades urbanas e a natureza nas cidades
12Múltipla escolha
As ecovilas e os ecobairros foram criados para aproximar as pessoas da natureza. Qual alternativa apresenta práticas comuns nesses lugares?
Resposta
Alternativa a) Uso de energias renováveis, produção orgânica de alimentos e construção com madeira reflorestada.
Resolução passo a passo
Passo 1: entenda a ideia. Ecovilas e ecobairros são lugares planejados para as pessoas viverem causando o menor dano possível à natureza.
Passo 2: pense no que combina com isso. Combina usar energia do sol e do vento (as energias renováveis), plantar alimentos sem agrotóxicos e construir com madeira de reflorestamento. Por isso a alternativa a está certa.
Passo 3: descarte as outras. A b fala em retirar áreas verdes, o contrário do objetivo. A c fala em carvão, que é combustível fóssil e polui muito. A d proíbe plantar, mas justamente nesses bairros a horta é incentivada.
13Dissertativo
Além de ecovilas e ecobairros, quem mora em cidades pode ficar mais perto da natureza por meio da conservação de áreas verdes. Cite dois exemplos desses espaços e explique um benefício que eles trazem para a população.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Exemplos de áreas verdes: parques urbanos, praças arborizadas, jardins botânicos, hortas comunitárias e reservas ou bosques dentro da cidade. Um benefício: essas áreas deixam o ar mais limpo e a temperatura mais amena, além de servirem como espaço de lazer, esporte e convívio, o que melhora a saúde física e mental das pessoas. Elas também ajudam a água da chuva a entrar no solo, reduzindo enchentes.
Resolução passo a passo
Passo 1: entenda o que são áreas verdes: espaços com vegetação preservada dentro ou perto das cidades.
Passo 2: dê dois exemplos concretos, como parques urbanos e praças arborizadas. Jardins botânicos e hortas comunitárias também valem.
Passo 3: escolha um benefício e explique. As árvores fazem sombra e liberam umidade, deixando o local mais fresco; as folhas ajudam a reter poeira, melhorando o ar.
Passo 4: se quiser reforçar a resposta, cite outro benefício: o solo com vegetação absorve a água da chuva, o que diminui os alagamentos, e o parque ainda oferece lazer para a população.
Natureza e formação da identidade cultural
14Múltipla escolha
O que é identidade cultural?
Resposta
Alternativa b) O sentimento coletivo de pertencer a um grupo, formado por artes, línguas, tradições e pelo lugar onde se vive.
Resolução passo a passo
Passo 1: separe as duas palavras. Identidade é aquilo que faz alguém ser reconhecido; cultural se refere ao modo de viver de um povo.
Passo 2: junte as ideias. A identidade cultural é o sentimento de fazer parte de um grupo, construído pela língua, pelas festas, pela comida, pela música, pelas crenças e pelo lugar onde as pessoas vivem.
Passo 3: descarte as outras. A a descreve o passaporte, que é um documento. A c fala de população, que é um número. A d fala de leis de migração. Nenhuma trata do sentimento de pertencer a um grupo.
15Verdadeiro ou falso
Escreva V para verdadeiro e F para falso.
a)O bairro Chinatown, em Londres, concentra elementos da cultura chinesa trazidos por imigrantes.
b)A nacionalidade diz respeito ao grupo social unido pela mesma origem histórica, língua, tradições e interesses comuns.
c)Aspectos naturais como relevo, hidrografia e vegetação não influenciam em nada a identidade de um povo.
d)Oportunidades de trabalho e melhor infraestrutura são motivos que levam pessoas a migrar para as cidades.
Resposta
a) V — b) V — c) F — d) V
Resolução passo a passo
a) Verdadeiro. A Chinatown de Londres foi formada por imigrantes chineses e concentra restaurantes, lojas, festas e símbolos da cultura da China.
b) Verdadeiro. A nacionalidade liga pessoas que compartilham origem histórica, língua, tradições e interesses em comum.
c) Falso. O relevo, os rios e a vegetação influenciam muito a identidade de um povo: definem o que se come, como se constroem as casas, as festas, as lendas e o trabalho.
d) Verdadeiro. Emprego, escolas, hospitais e melhor infraestrutura estão entre os principais motivos que levam pessoas a migrar do campo para as cidades.
Desastres naturais e ação humana
16Múltipla escolha
Quando um fenômeno da natureza pode ser chamado de desastre natural?
Resposta
Alternativa c) Quando provoca consequências negativas para as pessoas e para os lugares habitados.
Resolução passo a passo
Passo 1: separe dois conceitos. Um fenômeno natural é um acontecimento da natureza, como uma chuva forte, um terremoto ou uma erupção.
Passo 2: veja quando ele vira desastre natural: só quando atinge pessoas, casas, plantações, estradas — ou seja, quando causa prejuízos, feridos ou mortes.
Passo 3: aplique. Um terremoto no meio do oceano, longe de todos, é apenas um fenômeno. O mesmo terremoto embaixo de uma cidade vira desastre. Por isso a c está correta.
Passo 4: descarte as outras. A a ignora a presença humana; a b está errada porque muitos desastres têm causa natural (mesmo que a ação humana possa agravá-los); a d está errada porque desastres ocorrem em países ricos e pobres.
17Dissertativo
Leia o texto a seguir e responda.
*A região central de uma cidade fica em uma área baixa, cercada de morros. Muitos córregos foram canalizados e cobertos de asfalto para ampliar as ruas. Nos dias de chuva forte, as avenidas alagam.*
a) Que fatores naturais contribuem para as enchentes nessa cidade?
b) Que ações humanas pioram esse problema?
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
a) Fatores naturais: o relevo da região, pois o centro está em uma área baixa cercada de morros, e a água da chuva escorre naturalmente das partes altas para essa parte baixa; somam-se as chuvas fortes e a presença de córregos naturais na região. b) Ações humanas: a canalização e o soterramento dos córregos, que reduzem o espaço por onde a água corre, e a pavimentação com asfalto, que impermeabiliza o solo e impede a infiltração da água, fazendo tudo escorrer para as avenidas.
Resolução passo a passo
Passo 1: leia o texto e sublinhe mentalmente o que é da natureza: área baixa, cercada de morros, córregos, chuva forte.
Passo 2: explique o efeito desses fatores. A água sempre desce por causa da gravidade. Se o centro é o ponto mais baixo, toda a água dos morros vai parar lá. Isso é o relevo agindo.
Passo 3: agora sublinhe o que é obra humana: córregos canalizados e cobertos e asfalto para ampliar as ruas.
Passo 4: explique o efeito dessas ações. O córrego coberto vira um cano estreito, que não dá conta da água na chuva forte. O asfalto impermeabiliza o solo: a água não infiltra e escorre toda de uma vez.
Passo 5: conclua que a enchente resulta da soma das duas coisas: a natureza cria a condição, e a ação humana piora o resultado.
Retomada: relação entre seres humanos e natureza
18Múltipla escolha
Marque a alternativa que apresenta corretamente a ideia central do capítulo.
Resposta
Alternativa c) Os seres humanos e o meio em que vivem estão ligados: as pessoas se adaptam ao ambiente e também o transformam.
Resolução passo a passo
Passo 1: retome o fio do capítulo. Ele mostrou cidades abandonadas, povos da floresta, povos do Ártico, garimpos, ecobairros e desastres.
Passo 2: veja o que todos esses assuntos têm em comum: em todos, a sociedade se adapta ao ambiente (iglu, oca, cidade na colina) e também transforma esse ambiente (mineração, asfalto, canalização de rios).
Passo 3: por isso a alternativa c resume a ideia central.
Passo 4: descarte as demais. A a nega a dependência da natureza, o que é falso. A b diz que a sociedade não transforma nada, também falso. A d limita a relação aos povos indígenas, mas todos os grupos humanos, inclusive quem vive na cidade, se relacionam com a natureza.
O seu progresso é salvo automaticamente neste iPad.
Atenção: este navegador não está deixando salvar o progresso.
As respostas vão sumir ao fechar a página.